Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Guia do fim de semana: Primavera do Leste oferece atrações incríveis e gratuitas para toda família



Já sabe o que fazer em Primavera do Leste neste fim de semana? Oferecemos desde experiências culturais incríveis, como uma bela exposição de fotografia, até opções de lazer com nosso tradicional bailinho ou mais agitadas, como as aulas de ritmos e o acampamento cênico. Anote na sua agenda e não perca nada.

Quinta-feira (1):

A animada aula de ritmos e danças, com o professor William Almeida, inicia as atividades do fim de semana em Primavera do Leste. Ela acontece na Pista de Caminhada, das 17h30 às 19h.

O treino funcional e atletismo “SESI na Pista”, que rola na Lagoa Municipal, das 18h às 19h, é mais uma opção para quem quer aproveitar a quinta para se exercitar. Assim como as aulas de FitDance, na Praça Adão Donin (Praça do Rock – Primavera II), das 19h15 às 20h15.

Sexta-feira (2):

Na sexta, é a vez da Praça Anderson Boese, no Buritis, receber as aulas de FitDance, das 18h45 às 20h45.

Sábado (3):

As aulas de FitDance acontecem desta vez no Lago Municipal, das 16h30 às 18h30.

Domingo (4):

O domingo é especial para ações culturais, começando às 15h, com a abertura da biblioteca infantil, na Praça Matriz. As portas ficam abertas até às 19h.

A exposição “FLORA ET LUMEN” terá sua estreia às 16h, na Secult. A mostra é uma série de fotografias fine art em preto e branco, do fotógrafo mato-grossense Fred Gustavos, que foi selecionada no II Prêmio Primavera de Artes Visuais. O trabalho pode ser prestigiado até às 18h.

Durante o mesmo horário, ali do ladinho, na Lagoa Municipal, tem o “Pôr do Sol com MPB” com apresentação do talentoso cantor Pablo Eliafaz. Paralelo à música, a criançada terá a oportunidade de se divertir com o acampamento cênico, que conta com tecido acrobático, perna de pau, desenho, pintura e muito mais.

O bailinho da Pista da Caminhada vem com tudo para fechar a programação de fim de semana. A energia de Didi Forró Show promete contagiar o público. O show será das 9h às 22h.

Coordenadoria de Comunicação / Produção e reportagem: Gabriel Caldas / Edição: Hernandes Cruz 


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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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