Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

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Primavera do Leste é contemplada com cobertores doados pelo governo do Estado



Mais de 1.600 unidades foram entregues pelo programa Aconchego, direcionados às famílias carentes

Uma ação do governo do Estado, por meio da primeira dama Virgínia Mendes e da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), prevê a redução da vulnerabilidade de pessoas carentes quando o assunto é o frio. A campanha “Aconchego” vem para distribuir 100 mil cobertores em diversas cidades de Mato Grosso. Desse total, mais de 1.600 foram destinados a Primavera do Leste.

No último dia 9, junto com a maioria das primeiras damas dos 141 municípios de Mato Grosso, a primeira dama de Primavera do Leste, Ester Minosso e a secretária de assistência social Marcia Rotilli se reuniram com a primeira dama Virgínia Mendes, por essa causa que faz a diferença às pessoas mais vulneráveis do Estado.

Segundo Rotilli, os cobertores serão doados conforme determinação do Estado, para famílias de extrema pobreza que estão inseridas no Cadastro Único. “Já iniciamos um mapeamento para identificar essas famílias e logo após os cobertores serão entregues”, explica a secretária municipal.

Ainda na onda do combate ao frio, a prefeitura de Primavera do Leste recebeu doações de roupas da concessionária Morro da Mesa. As peças masculinas serão encaminhadas para auxiliar abrigados do albergue e o restante será enviado para os Cras, para que seja distribuído aos mais necessitados.

ASCOM – Prefeitura de Primavera do Leste



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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