Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Secretaria de Saúde realiza I Simpósio de Saúde Mental de Primavera do Leste



No dia 17 de maio, a Secretaria de Saúde realizou o I Simpósio de Saúde Mental de Primavera do Leste. Com o tema “Acolher, ouvir e cuidar: Trilhando caminhos de cuidado, reflexões e práticas de saúde mental”, a atividade aconteceu no auditório do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

 

Durante o encontro, foram discutidas temáticas como a integralidade do cuidado da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), saúde mental materna, atividades fisioterapêuticas e artísticas com pacientes dos CAPS, oficinas, trajetória histórica e perspectivas sobre a luta antimanicomial, entre outros.

 

“Esse evento é realizado também em alusão ao dia 18 de maio, que é o dia nacional da luta antimanicomial. E nós refletimos aqui sobre essa lógica ultrapassada de isolar pessoas em sofrimento mental e, ao invés disso, acolher essas pessoas na sociedade com atividades integrativas”, explicou a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial de Primavera do Leste (RAPS) e uma das idealizadoras do Simpósio, Nátalye Wagner.

 

Palestraram no evento os psicólogos Wallace Dume, Betânea Rezende, Ulliane Patricia e Dafne Uhde. E ainda a fonoaudióloga Leiza Fernanda Pina e o fisioterapeuta Cleber Souza. A organização estima que cerca de 100 pessoas compareceram no Simpósio.

 

“Investir em saúde mental é investir não só na saúde em si, mas também em ações esportivas, culturais, assistenciais, de lazer… E é isso que temos preconizado na nossa gestão”, afirmou o prefeito Leonardo Bortolin.

COORDENADORIA DE COMUNICAÇÃO



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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