Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia

Policia Civil prende terceiro envolvido no assassinato de Vando, ex-presidente do Nova Poxoréo



Na manhã de quarta-feira 19, a Policia Civil de Primavera do Leste conseguiu prender o terceiro suspeito da trama e assassinato do Vanderley da Silva Oliveira conhecido como Vando ex-presidente do Nova Poxoréo, o suspeito Robson Macedo da Costa, estava foragido e polícia realizava investigação e buscas afim de prende-lo.

A prisão ocorreu na região do Bairro Pioneiro em Primavera do Leste, contrario das informações repassadas de que tinha ido embora para outro estado antes do crime no assentamento.

No mês de março seis mandados de prisão de envolvidos neste crime foram cumpridos em Primavera do Leste e Poxoréo.

Na época os policiais civis localizaram três armas de fogo, dentre elas uma de calibre 12, possivelmente usada no crime. 3 homens foram presos, dentre eles um empresário acusado de ser o mandante. Ele também é suspeito de emprestar a arma de fogo para execução do crime. Com ele foram encontradas as armas apreendidas.

Também foi preso o homem contratado para executar o presidente. O filho do suspeito estava foragido e agora encontra-se preso. Segundo as investigações, o crime foi motivado por disputa de terras, uma vez que o presidente do Assentamento se desentendendo com os suspeitos, por questões de loteamento na área rural.

O homicídio aconteceu no último dia 3. “Vando”, como era conhecido, foi assassinado por disparos de arma de fogo, no interior de uma caminhonete. O inquérito deve ser concluído em 30 dias segundo informações do delegado que está cuidando do caso.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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