Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2026

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Governo do Brasil diz que foram apagados metade dos incêndios no bioma Pantanal



O Governo brasileiro disse hoje que foram apagados metade dos incêndios no Pantanal, um bioma que cobre parte do centro-oeste do país ao sul da Amazónia, que este ano já registou um número recorde de fogos.

Segundo dados apresentados pelo Governo brasileiro, as ações de combate ao fogo conseguiram extinguir 30 dos 54 incêndios registados até 07 de julho (55% do total). Dos 24 ainda ativos, 13 estão controlados.

A ministra do Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, frisou, num comunicado, que o combate aos incêndios no Pantanal começou a dar resultados efetivos.

“Nós temos o início de uma estabilização. Isso tem a ver com todas as ações feitas conjuntamente com os governos do estado, com um esforço grande do Governo Federal, uma verdadeira força-tarefa de enfrentamento aos incêndios”, afirmou Marina Silva.

O Governo brasileiro informou que há 830 profissionais envolvidos nas ações de combate ao fogo, 15 aeronaves, 15 embarcações e três bases em operação.

Os incêndios no Pantanal bateram o recorde histórico no Brasil no primeiro semestre do ano, com 3.372 focos registados, a grande maioria deles ocorridos em junho.

Normalmente, os incêndios no Pantanal eclodem por volta de setembro, mas este ano começaram a ocorrer em abril e com força em junho, mês em que as chamas superaram todos os recordes históricos do período.

A ministra brasileira lembrou que todos os incêndios no Pantanal foram causados por ação humana, já que não houve registo de incêndios causados por raios. O uso do fogo no Pantanal está proibido e é crime, com pena de dois a quatro anos de prisão.

O Pantanal enfrenta a seca mais grave em 70 anos, intensificada pelas mudanças climáticas. O período de julho de 2023 a junho de 2024 é o mais quente já registado nas medições recentes. Soma-se a isso o facto de a bacia do rio Paraguai registar a menor acumulação de chuvas por ano hidrológico desde 2001.

Situado na região centro-oeste do Brasil, numa área ao sul da Amazónia, o Pantanal é uma planície que tem 80% da sua área inundada na estação chuvosa e é considerado um santuário onde ainda se encontra preservada uma fauna extremamente rica, que inclui animais como a onça pintada e a arara azul.

A maior área do Pantanal (62% ou 150.355 quilómetros quadrados) está no território brasileiro. Cerca de 20% do bioma (conjunto de ecossistemas) situa-se na região norte do Paraguai e 18% na Bolívia.



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Janeiro Roxo: Hanseníase ainda é desafio para a saúde pública em Mato Grosso


Com mais de 4 mil casos notificados em Mato Grosso em 2024, a hanseníase continua sendo um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Embora a doença tenha sido progressivamente controlada, ainda representa um problema relevante, especialmente em áreas endêmicas como o estado de Mato Grosso. O tratamento, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), varia de seis meses a um ano, dependendo da forma e gravidade da enfermidade.

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a principal porta de entrada para o diagnóstico e avaliação inicial da hanseníase nos municípios. Nessas unidades, os profissionais de saúde são treinados para identificar os primeiros sinais da doença, como manchas na pele e perda de sensibilidade, que, se não tratados a tempo, podem levar a complicações graves. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para Centros de Referência em Hanseníase, que possuem uma estrutura mais especializada, oferecendo tratamento avançado e acompanhamento contínuo para aqueles com formas mais graves ou complicadas da doença.

 

A conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase tem ganhado força especialmente durante o Janeiro Roxo, uma campanha nacional idealizada pelo Ministério da Saúde. Essa ação busca sensibilizar a população sobre a importância da detecção precoce da doença, que, se diagnosticada a tempo, pode ser tratada com eficiência, evitando complicações e o estigma social.

 

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) apoia essa iniciativa e destaca o papel fundamental da campanha para despertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A hanseníase é uma doença de notificação compulsória, o que significa que profissionais de saúde devem registrar e comunicar todos os casos diagnosticados, contribuindo para o controle e erradicação da enfermidade.

 

Atenção especializada – Em Mato Grosso, seis municípios mantêm Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER), que oferecem tratamento da hanseníase em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande. O Hospital Regional de Colíder passou a ofertar atendimento especializado em 2025, ampliando a rede de assistência.

 

Ações nos municípios – Municípios de todo o estado estão desenvolvendo ações em alusão à campanha Janeiro Roxo e reforçando a importância do diagnóstico precoce. As atividades incluem campanhas de esclarecimento, orientações, eventos educativos, entre outras atividades direcionadas à população. Em Várzea Grande, Unidades de Saúde da Família (USF) estão realizando ações de conscientização, avaliação clínica, busca ativa e diagnóstico, facilitando o acesso da população.

 

Aripuanã organiza o Dia D de Combate à Hanseníase, que será realizado no dia 24 de janeiro, em que profissionais de saúde vão orientar a população, identificar sinais suspeitos e encaminhar os casos para acompanhamento e tratamento, quando necessário.

 

Em Sinop as ações incluem atendimentos específicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Referência em Combate à Hanseníase e Tuberculose. As iniciativas contemplam, ainda, a qualificação de novos profissionais da saúde que integram a Atenção Primária à Saúde.

Agência de Notícias da AMM


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