Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 21 de Maio de 2026

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Prefeitura intensifica força-tarefa para remoção de veículos abandonados nas vias públicas



A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Fazenda e com apoio da Coordenadoria Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), intensificou a força-tarefa para notificação e remoção de veículos abandonados em vias públicas. A ação atende a uma demanda recorrente da população e visa garantir segurança, fluidez no trânsito e a preservação da saúde pública.

 

De acordo com o coordenador de Fiscalização de Posturas, Fábio Beraldo, a iniciativa tem sido coordenada em conjunto. “Estamos realizando uma força-tarefa com o apoio da CMTU na notificação dos veículos abandonados nas vias públicas. A legislação municipal proíbe essa prática e nós estamos aqui atendendo ao clamor da população, notificando os proprietários e adesivando aqueles veículos cujos donos não conseguimos localizar”, explica.

 

A legislação mencionada por Fábio é o Código de Posturas do Município, Lei Complementar nº 500/98, que no artigo 183-A determina ser proibido o abandono de veículos, carcaças, chassis, tratores e outros implementos nas vias públicas. Caso o bem permaneça abandonado por mais de 30 dias consecutivos, com sinais de abandono, o proprietário será notificado.

 

Multas podem chegar a R$ 2.600

 

Após a notificação, conforme destaca o coordenador da Fiscalização de Posturas, o proprietário ou detentor do bem terá 15 dias para remover o veículo. “A partir do dia 1º de maio, iniciaremos a remoção dos veículos que não forem retirados das vias pelos proprietários. As multas previstas variam de 50 a 500 UPFs, o que equivale atualmente a R$ 260,00 a R$ 2.600,00, além da remoção do veículo”, explica.

 

Os veículos removidos pela Prefeitura serão levados para um espaço específico e ficarão à disposição do proprietário por até 90 dias. Caso não sejam retirados no prazo, poderão ser levados a leilão público ou inutilizados, conforme a legislação vigente.

 

Apoio da CMTU garante fluidez no trânsito

 

A CMTU participa da operação dando suporte técnico e legal para a retirada dos veículos. Segundo a coordenadora da CMTU, Instrutora Marta, a medida tem como base também o artigo 328 do Código de Trânsito Brasileiro. “Existe a necessidade da desobstrução das vias para garantir segurança e fluidez no tráfego de veículos e pedestres. Além disso, essa ação tem respaldo legal e visa assegurar que as ruas estejam livres de obstruções que prejudiquem a mobilidade urbana.”

 

Além do aspecto urbano, segundo a Instrutura Marta, os veículos abandonados também representam risco à saúde pública. “Esses carros, muitas vezes em forma de sucata, tornam-se criadouros para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. É uma questão de saúde coletiva”, reforça Marta.

 

A Prefeitura pede à população que colabore com a força-tarefa, denunciando veículos abandonados por meio da Ouvidoria Municipal. Basta informar o endereço e características do veículo. A equipe de fiscalização irá até o local para averiguar a situação e, se necessário, tomar as providências legais.



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Polícia - política

Prefeito é preso em Brasília na marcha dos prefeitos


Prefeito de Piçarras é investigado pelo MP em denúncia de corrupção em obra pública

Prefeito de Balneário Piçarras foi preso em Brasília nesta terça, durante operação do Gaeco (foto: Divulgação MPSC)

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso por volta das 6h de terça-feira, em Brasília, onde participava da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento começou na segunda e segue até quinta, reunindo prefeitos de todo o país. Organizada pela Confederação Nacional de Municípios, a programação acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal. Baltt foi detido no hotel, antes de seguir pro segundo dia do encontro.

A prisão faz parte da Operação Regalo, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O ex-prefeito de São João Batista, Pedro Alfredo Ramos (MDB), o Pedroca, também é investigado no esquema, mas não foi preso.

As investigações começaram em 2024 e são conduzidas pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) de Itajaí. Os procedimentos apuram crimes funcionais praticados por prefeitos e outros agentes públicos.

Segundo o Ministério Público, esta fase da investigação quer aprofundar a coleta de provas sobre contratos de obras e urbanização da orla norte de Piçarras, além de outros contratos firmados no município e em São João Batista.

A suspeita é de atuação conjunta entre grupo político e grupo empresarial em um esquema estruturado de corrupção, com divisão de tarefas entre núcleo empresarial e político-administrativo. Conforme a investigação, havia pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos públicos ligados à prefeitura de Piçarras e valores variados em contratos de São João Batista.

Só em Piçarras, as vantagens indevidas obtidas pelos investigados com pagamento de propina chegam a cerca de R$ 485,9 mil, valor que, segundo o MP, teria sido bancado pelos cofres públicos. As investigações também apontam indícios de que integrantes da organização criminosa continuavam agindo de forma “ardilosa e sorrateira”, com pagamento de propinas custeadas por meio de suposto superfaturamento de obras públicas em municípios do litoral norte catarinense.

Atendendo pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro dos valores apontados como propina. Segundo os investigadores, os recursos pagos pelo núcleo empresarial ao núcleo político têm origem ilícita e deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

Foram cumpridas seis ordens de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e órgãos públicos de Timbó, Biguaçu, Balneário Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colíder, no Mato Grosso.

Além do prefeito, empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas também foram presos preventivamente. Houve ainda cumprimento de mandados contra servidores, ex-servidores e agentes políticos investigados. Os materiais apreendidos durante as diligências serão analisados pelo Geac com apoio do Gaeco. O objetivo é identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a possível rede criminosa.

Em nota, a Prefeitura de Piçarras informou que as equipes técnicas da administração municipal acompanharam a coleta de documentos de investigação do MP. “Administração Municipal adotou uma postura de total colaboração com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação”, informou a prefeitura.

No fim desta tarde, o vice-prefeito Fabiano José Alves (UB) tomou posse como prefeito em exercício, no lugar de Baltt.

Operação Regalo

Segundo o Gaeco, o nome da operação faz referência ao termo “regalo”, que significa mimo, presente ou agrado. No contexto da investigação, a palavra foi usada para identificar as propinas ajustadas entre empresários e agentes políticos.

Fonte: Dioarinho Franciele Marcon


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