Primavera do Leste / MT - Domingo, 22 de Fevereiro de 2026

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Vereador Luis Costa critica deputado por organizar a audiência pública que discute as possíveis irregularidades cometidas pela empresa Energisa em horário de Sessão Ordinária



Da Redação

“Eu estive pessoalmente no gabinete do deputado Elizeu, parabenizando pela iniciativa em requerer a CPI, porém eu não entendi, porque realizar uma audiência pública em nosso município e não solicitar a participação dos vereadores!” Indaga o vereador Luis Costa.

Nesta semana (04) foi realizada na cidade de Primavera do Leste a audiência pública que discute e aponta irregularidades em relação ao serviço prestado pela empresa Energisa em nosso Estado. O problema é que o Deputado Ulysses Moraes (DC) que esteve à frente organizando e convocando a população primaverense, marcou a audiência pública para segunda – feira (04), às 19h, no Sindicato Rural da cidade.

O vereador Luis Costa mencionou em suas redes sociais, antes mesmo de ser realizada a audiência de que este horário não contemplaria os legisladores, já que todas as segundas são realizadas as sessões ordinárias da Casa de Leis, às 18h.

“Nós vereadores representamos o poder legislativo em nossa cidade. Fomos eleitos pelo povo e somos representantes do povo. Desta forma sabemos quais as necessidades reais de nossa cidade e como autoridade, deveríamos termos sido comunicados com antecedência e ainda ter sido convidados a ajudar na divulgação e convocação da população, já que somos o elo entre os cidadãos e poder legislativo estadual e nacional”. Questiona o vereador Luis Costa.

A audiência pública foi organizada apenas pelo Deputado Ulysses e o Sindicato Rural da Cidade com a participação no dia da Prefeitura de Primavera do Leste. Não houve nenhum contato por parte dos deputados estaduais em solicitar a participação da Câmara de Primavera do Leste e seus representes. Essa atitude demonstrou a falta de parceria entre os deputados com os vereadores.

“Achei uma situação muito classista. Eu não sei mais quais deputados fizeram parte desta ação, sei que o nosso prefeito estava presente, e todos eles se uniram ao Sindicato Rural para organizar a audiência pública, sem ao menos falar com os vereadores de Primavera, foi uma atitude de exclusão. Os beneficiados a participar com direito a palavra foram apenas aqueles que fazem parte da base hierárquica da cidade, do ponto de vista da CPI da energisa”.

O legislador questiona ainda que por ter participado no ano passado, como presidente da CPI que investigou a empresa Água de Primavera, sabe bem como o trabalho é minucioso e que precisa colher dados, declarações, coletar informações e desta forma, Luis Costa ressalta que poderia ajudar a comissão de forma presente, já que tem há anos recebido reclamações da população em relação ao serviço da empresa.

“Eu recebo em meu gabinete inúmeras pessoas de todos os bairros de nossa cidade reclamando da qualidade do serviço da Energisa. São contas de energia muito altas, também falta de atendimento e orientação, quedas de energia com freqüência, aumento do valor da conta sem discriminação do motivo, entre outras reclamações. Eu estive pessoalmente no gabinete do deputado Elizeu, parabenizando pela iniciativa em requerer a CPI, porém eu não entendi, porque realizar uma audiência pública em nosso município e não solicitar a participação dos vereadores?”

Luis Costa finaliza sua fala dizendo que há muita politicagem na ação das pessoas, sejam políticos, produtores rurais ou empresários. O exemplo claro que o vereador citou foi à parceria com o Sindicato Rural, em que representa um setor da economia de nossa cidade, mas não toda a população e que a Casa de Leis é a casa do povo e seria o local ideal e adequado para ocorrer à audiência pública, “mas muitas pessoas do sindicato trabalharam na campanha do deputado Ulysses e ainda continuam a parceria porque precisam governar a favor do direito do agronegócio, e essa parceria não inclui o povo. E o que mais me chama atenção é o posicionamento político de nosso prefeito, em que, nenhum momento foi contrário ao horário da audiência e não se preocupou em ter a participação dos vereadores,  e mesmo assim, participou como representante de nossa cidade”.

O requerimento proposto pelo Deputado Estadual, Elizeu Nascimento (DC) para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades cometidas pela empresa Energisa, foi aprovado durante sessão na Assembleia Legislativa.



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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