Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Vereador Luis Costa solicita rigidez do executivo em fiscalizar as aglomerações



Da Redação

Mais uma vez o vereador Luis Costa tem cobrado a Prefeitura de Primavera do Leste em realizar ações concretas de fiscalização que combatam as aglomerações. Segundo o vereador existem muitas festas clandestinas pela cidade, e principalmente nas regiões de sítios e chácaras e os fiscais não tem chegado nestes locais.

“Se for preciso de ajuda, então que o executivo convoque as forças policiais, pois não tem o que fazer. Todos independente da região que estão, em Primavera do Leste ou nos assentamentos que fica em Poxoreú, são atendidos na UPA, então precisamos cuidar mais para que os casos não aumentem”. Aponta Luis Costa

Outra situação mencionada em tribuna pelo legislador é que o número telefônico disponibilizado pela prefeitura para fazer as denúncias de aglomeração, não funciona. De acordo com o vereador as pessoas ligam e ninguém atende.

“É preciso fazer alguma coisa para resolver essa situação, pois quando vocês da fiscalização não atendem, as pessoas ligam para mim, e não tenho o que fazer. Eu denuncio a polícia, mas na maioria das vezes por conta de outros chamados ninguém vai. As pessoas já perderam vidas em festas clandestinas, e não existe essa situação de que pode som alto até as 22h da noite, por causa da lei do silêncio, pois é preciso então cumprir de forma correta com a medição dos decibéis”. Desabafa Luis Costa

O legislador fez menção a vinda do novo promotor que chegou a cidade, o senhor Luciano, ele disse que ainda não o conheceu, mas antecipou as boas vidas, como também agradeceu os trabalhos prestados pelo promotor anterior, o senhor Adriano.

“Precisamos de uma ação mais energética do Ministério Público, já que aqui na Câmara a maioria dos vereadores são base do prefeito, e quem perde é o povo. Precisamos ajuizar algumas ações que muitas vezes são indeferidas, como exemplo da máquina em que eu mostrei que estarei fazendo terraplanagem em uma empresa privada, e a resposta da prefeitura ao MP que foi acatada é de que era uma ação de combate ao mosquito da dengue. Eu espero que os nossos governantes, políticos parem de interferir no trabalho da justiça, espero que a justiça, o Gaeco, o MP possa desenvolver um trabalho sério, imparcial, com autonomia. Continuo dizendo que estou trabalhando para que os órgãos tenham dependência”. Finaliza o vereador.

Parcialidade no julgamento da cassação do mandato                                                           

Ainda em tribuna o vereador Luis Costa afirmou não concordar com a decisão de sua cassação e aponta parcialidade em decisão e reclama que parlamento rejeitou o pedido da Comissão Parlamentar Inquérito (CPI), contra o vereador Elton Baraldi (MDB), mesmo apresentando provas com fotos e vídeos.

“Eu tenho fotos de festas em que está a juíza que julgou meu processo, junto com o prefeito, com deputados, ligados ao prefeito e isso se torna parcial. Eu tenho denunciado situações na vara da infância, pois pessoas que fazem parte dos processos se sentem injustiçadas. Mas essa situação do meu processo é suspeita pois no show live do Gustavo Lima a juíza estava com o seu esposo, prefeito e amigos, todos juntos, e isso se torna suspeito ao julgar o meu processo”. Indaga Luis Costa.

 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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