Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Vereador Luis Costa lamenta os mais de 300 óbitos por Covid-19 em Primavera do Leste e aponta negligência por parte do executivo



Da Redação

Domingo novamente a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) leitos Covid-19 atingiu o máximo de internações, chegando a 40 pessoas. Esse dado que novamente elevou-se demostra o quanto ainda estamos vivendo uma Pandemia. O vereador Luis Costa apontou em sua fala em tribuna (02/09) que a Prefeitura de Primavera do Leste poderia fazer mais pela população.

“Atingimos novamente 40 pessoas internadas na UTI e essa realidade é triste porque sugeri por várias vezes por meio de ofícios ao prefeito para que tomasse as medidas protetivas iguais em outras cidades para que pudéssemos baixar os números de internações, além de ouvir sempre um médico em relação ao tratamento, mas infelizmente o prefeito não fez e hoje chegamos a mais de 300 pessoas que morreram”. Aponta Luis Costa

O legislador explica que o município de Dourados – MS que tem cerca de 500 mil habitantes registrou-se 60- mortes. Segundo Luis Costa o prefeito de Dourados fez cumprir as leis em relação as regras mais duras e acredita que essas regras e medidas não foram e não estão sendo aplicadas em Primavera do Leste.

“Eu lembro de várias pessoas que morreram, também sinto muito pelos familiares que ficaram, pois é triste você perder alguém que ama. Não existe por parte da prefeitura uma fiscalização coerente, nem nos bares e restaurantes, pois não tenho nada contra quem trabalha a noite, só peço que haja fiscalização. Se eu fosse prefeito não dormiria a noite com a consciência pesada”. Afirma o vereador.

Luis Costa diz ainda que o discurso da gestão é sempre o mesmo, em que fica falando que a cidade cresceu, evoluiu junto ao agronegócio, mas a saúde continua precisando de ajuda da gestão pública e a pandemia não acabou.

“Eu solicitei informações em relação ao show do Gustavo Lima em relação a Live e me disseram que era responsabilidade da fazenda. Mas como assim? E o poder público não faz nada. Outra live que vai ter será da dupla Di Paulo e Paulino e mais pessoas vão estar aglomerando. E a Avenida Porto Alegre, que toda a bagunça voltou. Não há fiscalização por parte alguma. Deixo minha indignação e a falta de respeito com a população”. Encerra Luis Costa.

O legislador finaliza dizendo que tentou solicitar uma CPI do Covid em Primavera do Leste, porém não obteve apoio dos demais vereadores.

 

 

 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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