Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Vereador Luis Costa irá recorrer contra decisão da sentença de cassação de seu mandato



Da Redação

Após decisão da juíza, Lidiane de Almeida Anastácio Pampado, da 40º zona eleitoral, de cassar o diploma e o mandato eleitoral de vereador do Município de Primavera do Leste, Luis Pereira Costa afirma que irá recorrer contra a decisão da sentença.

Segundo o vereador, o processo se deu por conta da sua atuação em denúncias de possíveis esquemas de corrupção praticados pela gestão atual. Em uma de suas denúncias, Luis Costa aponta ao Ministério Público o envolvimento do então vereador Elton Baraldi (MDB), em que, as empresas de sua família, são favorecidas nos processos de licitações da Prefeitura de Primavera do Leste para a prestação de serviços de transportes. Fato que comprovou-se em uma ação do próprio MP, na época com busca e apreensão no gabinete, residência e nas empresas do próprio Elton Baraldi.

“Eu comecei a fiscalizar e denunciar e isso provocou o grupo político da atual gestão e como forma de me calar, eles disseram que eu estava abusando do poder econômico e fazendo Fake News. É uma situação muito difícil para mim pois estou lutando contra um sistema. Pois a própria juíza que sentenciou o meu processo é amiga do prefeito”. Explica Luis Costa.

Além deste processo um outro já havia sido julgado, também por parte do vereador Elton Baraldi contra o vereador Luis Costa, e neste anterior a juíza Patrícia Cristiane Moreira, julgou favorável ao vereador Luis Costa pois avaliou improcedente a denúncia.

“Os processos tem o mesmo princípio, tanto o primeiro como o segundo e porque agora com a juíza Lidiane a situação foi favorável? Irei recorrer pois é um direito meu e também vou denunciar esse aparelhamento entre os poderes ao Conselho Nacional de Justiça, pois os poderes, legislativo, executivo e judiciário precisam trabalhar de forma independente. Eu continuo o meu mandato e também irei recorrer, até ter um outro retorno da justiça estadual e federal”. Finaliza Luis Costa.

 



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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