Primavera do Leste / MT - Domingo, 22 de Fevereiro de 2026

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Ambulância de Primavera do Leste estraga e paciente é transportado em cima de caminhão de guincho



Da Redação

Vereador Luis Costa recebeu a denuncia da própria família e confirma que a idosa veio em cima do guincho, dentro da ambulância junto com o paciente e a técnica de enfermagem.

O caso ocorreu na sexta-feira à noite, o paciente voltava de um exame de um hospital de Cuiabá e veio com a sua esposa como acompanhante na ambulância da Secretaria de Saúde de Primavera do Leste. O problema é que em Campo Verde a ambulância quebrou.

“A ambulância quebrou cerca de 80 quilômetros de Primavera do Leste e logo passou um guincho que estava vindo de Cuiabá e indo para Primavera, e foi quando o motorista decidiu voltar com o guincho, porque segundo ele iria demorar muito, até mais de duas horas para que a outra ambulância chegasse, então fomos guinchados. Eu não acreditei porque meu marido, junto comigo e a técnica em enfermagem tivemos que vim em cima do caminhão do guincho, dentro da ambulância, sendo que não é seguro e essa situação foi um desrespeito com nós cidadãos”. Afirma a esposa do paciente.

A idosa questionou: Porque fizeram isso? Diante da situação os familiares chamaram o vereador Luis Costa (PL) para acompanhar o caso, e a idosa afirmou ao legislador que está revoltada e indignada. “Se tem outras ambulâncias na cidade do município porque mandaram a mais velha e com problemas para buscar a gente? Porque não enviaram uma mais nova? Meu marido doente, e tendo que passar por essa situação. No momento em que o guincho estava subindo a ambulância, nós todos dentro, e eu achei que iríamos cair ou tombar, foi horrível essa situação. Nunca mais quero passar por isso”. Explica a esposa do paciente.

Diante da situação o vereador Luis Costa procurou a Secretaria de Saúde para saber como ocorreu todo o fato, e a Paula Castilho, que é coordenadora da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) explicou que a decisão foi tomada pelo motorista na intenção de reduzir o tempo de espera e também afirmou que o filho da aposentada autorizou a vinda do paciente e acompanhante pelo guincho. Ainda a coordenadora afirma que a ambulância é equipada com cilindros de oxigênio, e não teria problemas em esperar, pois havia mais de um cilindro, o que não colocaria em risco a espera pela ambulância adequada, ao contrário do que ocorreu com o paciente em cima do caminhão de guincho.

Luis Costa ligou para o filho do casal para confirmar a informação e o rapaz em gravação de áudio afirma que não autorizou a vinda dos pais em cima do guincho e que também está revoltado com a situação.

Para investigar a situação o vereador solicitou a Prefeitura Municipal de Primavera do Leste, por meio da Secretaria de Saúde, informações em relação à utilização de todas as ambulâncias do município na sexta-feira à noite. “Precisamos saber onde estavam as outras ambulâncias que não puderam buscar o paciente em Cuiabá? Porque no ano passado pelo duodécimo da Câmara doamos o valor para a compra de duas novas ambulâncias para a Secretaria de Saúde, e ainda tem uma terceira que foi doada por uma empresa privada. Diante da situação quero explicações dos motivos da utilização da ambulância mais velha e também da decisão de trazer o paciente com a família no guincho”. Questiona o vereador Luis Costa.

Luis Costa também explica que existem normas de trânsito a serem seguidas em relação ao transporte de pacientes. “Quem possui veículos está sujeito a enfrentar problemas mecânicos nas ruas e estradas, além da situação de ter que remover o veículo até uma oficina. Quando isso ocorre em local afastado, especialmente em rodovias, além do veículo, os seus ocupantes também precisam ser transportados, mas vem a questão: os ocupantes podem ser “guinchados” no interior do veículo danificado?”

Luis Costa ressalta que ocorrendo alguma situação que impeça o deslocamento do veículo, não se devem esquecer os artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).  “Entendemos que na situação em que o veículo danificado é transportado na plataforma, ele assume a condição de “carga”, como se fosse uma caixa, p.ex.. Sendo uma carga, transportar alguém em seu interior seria algo semelhante a transportar alguém dentro de um container. O veículo, nessa condição de “carga” não oferece a segurança correspondente à sua condição como veículo, ficando na dependência do veículo que o transporta. A conclusão é que se o veículo é “carregado” por outro, os passageiros não podem ocupar seu interior durante o deslocamento, nem com cinto de segurança”. Explica Luis Costa.

Além da solicitação de informações, o legislador recomenda o cumprimento dos padrões de saúde.



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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