Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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“Nós precisamos dessas siglas partidárias para estarmos aqui, mas elas não devem ser mais importantes do que nosso povo”. Afirma o vereador Luis Costa durante sessão



Da Redação

Vereador Luis Costa PR (Foto: Carolina De Sá)

Fim do recesso plenário em Primavera do Leste, e a primeira sessão ordinária do ano, realizada na noite de ontem (05), foi marcada pelo discurso do vereador Luis Costa (PR) que falou da missão de ser um representante do povo.

“Nós devemos medir a qualidade dos nossos políticos, e a primeira delas deve ser, ‘não roubar o dinheiro público’. Eu aprendi com o meu pai que não devemos roubar o dinheiro de ninguém. Que nós, eleitos pelo povo, trabalhemos com seriedade, que os nossos representantes estaduais e federais, destinem verbas de emendas para o nosso município e nossa região, locais de onde vieram os votos. Eu penso assim”. Explana vereador Luis Costa.

Com esse alerta ao povo e puxão de orelha a muitos políticos, Luis Costa menciona que os partidos políticos já estão se movimentando para discutir possíveis nomes ao cenário político de Primavera do Leste para as eleições estaduais e federais.

“A democracia é válida para todos. Qualquer cidadão tem o direito de colocar o seu nome à disposição para pleitear uma campanha. Mas o problema que ocorre neste País e também em nossa cidade, é que quando você decide colocar seu nome para disputar algum cargo político, uma das primeiras coisas que pedem a você é: quantos milhões têm para gastar na campanha? Ou em outras palavras, quantos milhões têm para comprar votos? Para comprar apoios? Eu deixo meu repúdio a essa situação, e acho um absurdo alguém que gasta milhões em uma campanha. A pergunta é: como a pessoa irá pegar esse dinheiro de volta? A conta não fecha”. Indaga o legislador.

E para encerrar, Luis Costa, que é o atual presidente do Partido da República (PR) em Primavera do Leste, fala em tribuna que está à disposição de Primavera do Leste como um soldado, para que assim, junto com os moradores, possa construir uma cidade melhor.

“Seja com o Partido Verde (PV), com o Partido da República (PR), ou ainda o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ou qualquer outro, eu entende que precisamos de siglas partidárias para estarmos aqui, mas elas não devem ser mais importantes do que nosso povo. Elas não devem ser mais importantes que a dona Maria e o seu João, do bairro São Cristovão ou do São José, que precisam de saúde, precisam de um postinho que funcione, que precisam de segurança pública, entre outros serviços. Esta é minha missão política, que possamos olhar para o nosso povo, para nossa cidade, sem vaidades políticas”. Conclui o vereador Luis Costa.



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TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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