Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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“Nós precisamos dessas siglas partidárias para estarmos aqui, mas elas não devem ser mais importantes do que nosso povo”. Afirma o vereador Luis Costa durante sessão



Da Redação

Vereador Luis Costa PR (Foto: Carolina De Sá)

Fim do recesso plenário em Primavera do Leste, e a primeira sessão ordinária do ano, realizada na noite de ontem (05), foi marcada pelo discurso do vereador Luis Costa (PR) que falou da missão de ser um representante do povo.

“Nós devemos medir a qualidade dos nossos políticos, e a primeira delas deve ser, ‘não roubar o dinheiro público’. Eu aprendi com o meu pai que não devemos roubar o dinheiro de ninguém. Que nós, eleitos pelo povo, trabalhemos com seriedade, que os nossos representantes estaduais e federais, destinem verbas de emendas para o nosso município e nossa região, locais de onde vieram os votos. Eu penso assim”. Explana vereador Luis Costa.

Com esse alerta ao povo e puxão de orelha a muitos políticos, Luis Costa menciona que os partidos políticos já estão se movimentando para discutir possíveis nomes ao cenário político de Primavera do Leste para as eleições estaduais e federais.

“A democracia é válida para todos. Qualquer cidadão tem o direito de colocar o seu nome à disposição para pleitear uma campanha. Mas o problema que ocorre neste País e também em nossa cidade, é que quando você decide colocar seu nome para disputar algum cargo político, uma das primeiras coisas que pedem a você é: quantos milhões têm para gastar na campanha? Ou em outras palavras, quantos milhões têm para comprar votos? Para comprar apoios? Eu deixo meu repúdio a essa situação, e acho um absurdo alguém que gasta milhões em uma campanha. A pergunta é: como a pessoa irá pegar esse dinheiro de volta? A conta não fecha”. Indaga o legislador.

E para encerrar, Luis Costa, que é o atual presidente do Partido da República (PR) em Primavera do Leste, fala em tribuna que está à disposição de Primavera do Leste como um soldado, para que assim, junto com os moradores, possa construir uma cidade melhor.

“Seja com o Partido Verde (PV), com o Partido da República (PR), ou ainda o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ou qualquer outro, eu entende que precisamos de siglas partidárias para estarmos aqui, mas elas não devem ser mais importantes do que nosso povo. Elas não devem ser mais importantes que a dona Maria e o seu João, do bairro São Cristovão ou do São José, que precisam de saúde, precisam de um postinho que funcione, que precisam de segurança pública, entre outros serviços. Esta é minha missão política, que possamos olhar para o nosso povo, para nossa cidade, sem vaidades políticas”. Conclui o vereador Luis Costa.



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PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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