Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 15 de Junho de 2026

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“Nós precisamos dessas siglas partidárias para estarmos aqui, mas elas não devem ser mais importantes do que nosso povo”. Afirma o vereador Luis Costa durante sessão



Da Redação

Vereador Luis Costa PR (Foto: Carolina De Sá)

Fim do recesso plenário em Primavera do Leste, e a primeira sessão ordinária do ano, realizada na noite de ontem (05), foi marcada pelo discurso do vereador Luis Costa (PR) que falou da missão de ser um representante do povo.

“Nós devemos medir a qualidade dos nossos políticos, e a primeira delas deve ser, ‘não roubar o dinheiro público’. Eu aprendi com o meu pai que não devemos roubar o dinheiro de ninguém. Que nós, eleitos pelo povo, trabalhemos com seriedade, que os nossos representantes estaduais e federais, destinem verbas de emendas para o nosso município e nossa região, locais de onde vieram os votos. Eu penso assim”. Explana vereador Luis Costa.

Com esse alerta ao povo e puxão de orelha a muitos políticos, Luis Costa menciona que os partidos políticos já estão se movimentando para discutir possíveis nomes ao cenário político de Primavera do Leste para as eleições estaduais e federais.

“A democracia é válida para todos. Qualquer cidadão tem o direito de colocar o seu nome à disposição para pleitear uma campanha. Mas o problema que ocorre neste País e também em nossa cidade, é que quando você decide colocar seu nome para disputar algum cargo político, uma das primeiras coisas que pedem a você é: quantos milhões têm para gastar na campanha? Ou em outras palavras, quantos milhões têm para comprar votos? Para comprar apoios? Eu deixo meu repúdio a essa situação, e acho um absurdo alguém que gasta milhões em uma campanha. A pergunta é: como a pessoa irá pegar esse dinheiro de volta? A conta não fecha”. Indaga o legislador.

E para encerrar, Luis Costa, que é o atual presidente do Partido da República (PR) em Primavera do Leste, fala em tribuna que está à disposição de Primavera do Leste como um soldado, para que assim, junto com os moradores, possa construir uma cidade melhor.

“Seja com o Partido Verde (PV), com o Partido da República (PR), ou ainda o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ou qualquer outro, eu entende que precisamos de siglas partidárias para estarmos aqui, mas elas não devem ser mais importantes do que nosso povo. Elas não devem ser mais importantes que a dona Maria e o seu João, do bairro São Cristovão ou do São José, que precisam de saúde, precisam de um postinho que funcione, que precisam de segurança pública, entre outros serviços. Esta é minha missão política, que possamos olhar para o nosso povo, para nossa cidade, sem vaidades políticas”. Conclui o vereador Luis Costa.



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Polícia

TJMT suspende prisão de suposta mandante do assassinato de Roberto Zampieri


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu, em decisão liminar proferida na manhã deste domingo (14), o mandado de prisão preventiva expedido contra Elenice Ballarotti Laurindo. Conforme noticiado durante a manhã, Elenice e seu marido, Aníbal Manoel Laurindo, foram apontados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) como os mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, crime motivado por uma disputa de terras avaliada em R$ 100 milhões.

A ordem de prisão contra Elenice havia sido decretada na última semana pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, ao receber a denúncia que transformou nove pessoas em réus. No entanto, ao analisar o habeas corpus impetrado pela defesa, o desembargador plantonista Gilberto Giraldelli deferiu parcialmente a liminar para sobrestar os efeitos da prisão até o julgamento definitivo do recurso pelo colegiado.

 

Ao fundamentar a decisão de urgência, o magistrado reconheceu que a denúncia traz indícios individualizados contra a acusada, como quebras de sigilo bancário indicando saques vultosos e depósitos em contas vinculadas aos executores, o que afasta a tese defensiva de que ela estaria sendo processada “apenas por ser esposa” de Aníbal.

 

Contudo, Giraldelli ponderou que a prisão preventiva é uma medida de caráter excepcional, especialmente diante da idade da ré, que tem 69 anos. Para o desembargador, em uma análise preliminar, não ficou demonstrado o risco atual que justificasse o encarceramento imediato.

“Não se extrai com facilidade da decisão objurgada qualquer conduta recente que indique objetivamente reiteração delitiva, tentativa de interferência na persecução penal, intimidação de testemunhas ou risco concreto à efetividade da aplicação da lei penal”, anotou o magistrado, lembrando que Elenice permaneceu em liberdade por mais de dois anos e meio desde o homicídio, ocorrido em dezembro de 2023.

A defesa de Elenice, conduzida pelo advogado Huendel Rolim Wender, pleiteou prioritariamente que, caso a prisão fosse mantida, ela fosse convertida em regime domiciliar por razões humanitárias.

Segundo os autos, o genro de Elenice sofre de uma neoplasia cerebral grave e tem viagem marcada para esta segunda-feira (15) rumo aos Estados Unidos para tratamento médico especializado. Com Aníbal Laurindo preso desde maio de 2025 no âmbito da Operação Sisamnes do Supremo Tribunal Federal (STF), Elenice alegou ser a única rede de apoio de sua filha, que ficará sozinha em Cuiabá cuidando de quatro filhos pequenos, de 2, 3, 7 e 10 anos.

O desembargador, no entanto, não conheceu deste pedido específico. Ele explicou que a questão humanitária e a documentação médica não foram apresentadas previamente ao juízo de primeira instância. Decidir sobre isso diretamente no Tribunal configuraria supressão de instância. Com a suspensão do mandado de prisão principal, contudo, a ré permanece em liberdade.

Próximos passos

Com a concessão parcial da liminar, o Tribunal de Justiça expediu uma ordem urgente à 12ª Vara Criminal de Cuiabá para obstar o cumprimento do mandado de prisão. Encerrado o plantão do final de semana, o processo será distribuído formalmente a um relator originário, que colherá informações detalhadas do juiz de piso e dará o andamento final ao julgamento do mérito do habeas corpus.

Procurada, a defesa de Elenice Ballarotti Laurindo informou que não emitirá novas declarações públicas em virtude do segredo de justiça que recai sobre os desdobramentos do caso. O assassinato de Roberto Zampieri, executado com 12 tiros quando saía de seu escritório no bairro Bosque da Saúde, segue como um dos casos mais complexos do cenário policial e jurídico de Mato Grosso.


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