Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Vereador Luis Costa diz que Governador do Estado não está priorizando a Educação em Primavera do Leste



Da Redação

Vereador Luis Costa com colega Carlos Instrutor verificando condições dos utensílios da merenda escolar

O assunto não é novo! As condições da Escola Estadual Extensão do Assentamento Nova Poxoreú, que é precária. Por inúmeras vezes o vereador Luis Costa (PR), reclamou da falta de vontade e de prioridade com a educação das crianças e adolescentes, por parte do Governo do Estado e Secretário Estadual de Educação.
“Já visitei a escola com alguns colegas vereadores, com o prefeito, por várias vezes. As condições são ruins. As crianças estudam em um local que não é arejado. Que a iluminação é baixa e antiga (lâmpadas amarelas), as salas são muito quentes e super lotadas. A escola não tem uma cobertura para os alunos ficarem, também não tem quadra de esporte, nem muro ou cerca que traria a instituição escolar, mais segurança. Mais o que me deixou impaciente e nervoso, foi ver as crianças fazendo a refeição no chão”. Explica
O legislador continuou sua fala, dizendo que, é muito triste saber que estamos em uma cidade tão rica, e um estado que tem dinheiro, mas ao mesmo tempo, ver crianças e adolescentes, sentadas no chão, usando pratos e talheres de plásticos que não estão em condições de uso, para lancharem.
“O nosso governador tem que ter vergonha na cara, porque a situação da escola no assentamento não é de hoje. Ele sabe que existe o problema. Seria o mínimo atender as nossas crianças e adolescentes com educação de qualidade. Educação e Saúde são prioridades. Nós estamos sem repasse na área da saúde para as UTIs. Essa é outra situação inadmissível! Cadê o dinheiro?”. Pontua
Luis Costa concluiu sua fala na sessão ordinária de ontem, (16) ressaltando que, “com a exibição da reportagem na TV Centro América, afiliada da Globo, em relação as péssimas condições da estrutura da escola, quem sabe agora, desta forma o governador faça alguma coisa, porque os vereadores e nem o prefeito ele atendeu”.



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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