Primavera do Leste / MT - Domingo, 22 de Fevereiro de 2026

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Vereador Luis Costa explica levantamento de dados em relação ao concerto da centrífuga industrial e denuncia suposto superfaturamento da Prefeitura de Primavera do Leste



Da Redação

Recentemente o vereador Luis Costa (PL) recebeu em seu gabinete uma denúncia de que a Prefeitura de Primavera do Leste contratou um serviço para o concerto de uma centrífuga industrial utilizada pela Secretaria de Saúde, com o valor muito acima do que é cobrado pelo mercado.

Segundo os documentos oficiais, a empresa que venceu o processo de pregão, cobrou o valor de R$6.985 reais para concertar uma centrífuga industrial. Segundo o executivo, a empresa vencedora foi a que apresentou o menor valor.

Durante a investigação do vereador Luis Costa, primeiramente foi solicitado à prefeitura todos os dados do processo do pregão, em que é requerido também o orçamento das empresas perdedoras. Além das notas fiscais em que é descrita as peças trocadas na centrífuga como também os valores.

Em segundo momento, Luis Costa entrou em contato com várias empresas especializadas em manutenção deste equipamento – centrífuga industrial – e desta forma levantou que para a execução do concerto de uma centrífuga com as mesmas especificações que estão na solicitação do serviço da prefeitura, custaria em média R$1.800 reais.

O vereador afirma que utilizou as mesmas especificações do documento para a solicitação da informação em outras empresas. Ainda Luis Costa procurou a única empresa autorizada do Estado de Mato Grosso para a verificação, em que, foi informado de que esta centrífuga não é mais fabricada, e sendo assim, não existem mais peças exclusivas da centrífuga para repor, tornando impossível a troca de todas as peças, porém, caso seja comercializada custaria em média de R$ 15.000 a R$ 18.000 mil reais.

Continuando o trabalho investigativo, o legislador conseguiu o manual de instruções da centrífuga com todas as peças que são utilizadas na máquina, e realizou uma pesquisa de mercado em que um rolamento custa em média de R$ 26 a R$ 250 reais, sendo que pode ser trocado até três (03) rolamentos apenas. Também foi solicitado o orçamento para o concerto, segundo as especificações do documento da prefeitura, para a empresa autorizada no estado, e o custo ficaria em R$2.973 reais.

Luis Costa ressalta ainda que não obteve resposta da prefeitura em relação aos documentos solicitados e que até o momento toda documentação levantada foi pelo portal da transparência do executivo. O vereador aguarda ansioso até quarta-feira (07) a resposta da prefeitura, pois deseja que o caso seja esclarecido ao povo e que, não venha obter as respostas desejadas, irá entrar com um mandato de segurança.

“As pessoas acham que eu sou palhaço, ou que estou com brincadeiras, estão muito enganados, porque fiz todo o levantamento de orçamentos com outras empresas. Como um bom jornalista, eu apurei e ouvi todas as pessoas que são técnicas desta área de manutenção de centrífuga industrial e vocês acham que custou R$ 6.985 reais? Senhor prefeito, não brinque comigo, pois estou desempenhando meu papel de vereador, fiscalizando o executivo, e não adianta mandar seus puxa sacos ficar nas redes sociais me degrenindo para defender o senhor, porque eu estou aqui para defender os direitos do povo, doa a quem doer, e se for preciso irei solicitar a abertura de uma CPI para investigar não só este processo, mas todos os outros que estiverem duvidosos. Eu esperava que o executivo tivesse a postura de me responder falando que irá investigar para apurar se houve ou não irregularidades, mas não são capazes. Eu continuarei levantando os dados, e se houver, seja qualquer indicio que prove o superfaturamento, irei denunciar a justiça”.

O vereador Luis Costa aguarda o recebimento dos documentos solicitados ao executivo para a conclusão da investigação, mas até o momento, com o suporte de documentação que já tem em mãos, fica explícita a diferença do preço contratado pelo município para o concerto da centrífuga.

 

 

 

 

 

 

 



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Hospitais São Lucas e Das Clínicas enviam notificação à Secretária de Saúde, podendo interromper atendimento ao SUS


Os hospitais lamentam a falta de ajuste no contrato e ameaçam suspender o atendimento aos pacientes do SUS encaminhados pela UPA.


No dia 13 de fevereiro de 2026, a direção dos Hospitais São Lucas e das Clínicas de Primavera do Leste enviou uma notificação formal à Secretária Municipal de Saúde, Laura Leandra, alertando sobre a ausência de um reajuste no contrato, o que comprometeria a continuidade dos serviços prestados. O documento destaca que, após sucessivas prorrogações contratuais sem o ajuste necessário, a situação financeira dos hospitais se tornou insustentável, podendo até resultar na interrupção dos atendimentos aos pacientes do SUS.

 

O texto revela que o contrato atual, com término previsto para 28 de fevereiro de 2026, já foi prorrogado anteriormente e que, até a data mencionada, não foi apresentado um novo contrato ou proposta formal por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Em resposta, os hospitais afirmaram que não aceitarão a celebração de um novo termo aditivo nas condições atuais.

 

A medida de não continuar com o contrato atual está relacionada ao descumprimento das condições financeiras necessárias para a manutenção da qualidade no atendimento. A partir de março de 2026, os serviços poderão ser prestados sob novas condições, que envolvem a assinatura de um novo contrato com valores atualizados ou a aplicação de um reajuste provisório de 20% sobre os valores vigentes, até a formalização de um novo acordo.

 

Os hospitais registraram que, caso haja interrupção no serviço após o término da vigência contratual, essa responsabilidade não será imputada aos hospitais, mas sim à Secretaria Municipal de Saúde, que não tomou as medidas administrativas necessárias para resolver a questão de forma tempestiva.

 

A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação, mas a expectativa é que um novo ajuste contratual seja negociado o quanto antes para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.


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