Primavera do Leste / MT - Domingo, 31 de Agosto de 2025

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Entenda os diferentes tipos de vírus da gripe que circulam pelo Brasil



Este ano, até 7 de abril, o Brasil contabilizou 286 casos de influenza, comumente conhecida como gripe. Desse total, 117 casos e 16 óbitos foram provocados pelo vírus H1N1, responsável pela pandemia de 2009. Já o H3N2, menos conhecido, registrou, até o momento, 71 casos e 12 mortes no país. Há poucos meses, uma mutação desse mesmo vírus provocou a morte de centenas de pessoas no Hemisfério Norte, sobretudo nos Estados Unidos.

Em entrevista à Agência Brasil, o infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, explicou que a principal característica do vírus influenza é sua capacidade de sofrer pequenas mutações e causar epidemias que atingem entre 10% e 15% da população mundial todos os anos. Para o especialista, entretanto, não há motivo para pânico.

Às vésperas do início da temporada de inverno no Brasil, ele alertou para a importância da vacinação, sobretudo para os que integram os chamados grupos de risco. “Assim que a campanha começar, as pessoas devem procurar a vacina e se proteger antes da entrada da estação do vírus”, explicou.

O Ministério da Saúde informou que a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe deve começar na segunda quinzena deste mês. Idosos com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres com até 45 dias pós-parto), trabalhadores da área de saúde, professores, detentos, profissionais do sistema prisional e indígenas compõem o público-alvo.

Confira os principais trechos da entrevista com o especialista:

Agência Brasil: Quais vírus do tipo influenza circulam no país neste momento?
Renato Kfouri: Existem dois grandes tipos de vírus influenza que acometem humanos: A e B que, por sua vez, possuem diversos subtipos. Eles sofrem pequenas variações todos os anos e é essa capacidade de fazer mutações leves que os faz chegar, no ano seguinte, causando uma epidemia, como se a população não reconhecesse aquilo como uma doença que já teve e acabe adoecendo novamente.

O Brasil é um país continental e, por essa razão, temos variações em relação aos subtipos de influenza que circulam neste momento. Goiânia, por exemplo, abriu a temporada com predomínio de circulação de H1N1. Já em São Paulo, temos casos confirmados e, inclusive, óbitos relacionados ao H3N2. Há, portanto, dentro de um país tão grande quanto o nosso, variações de regiões onde a epidemia anual pode se dar com mais intensidade por um tipo de vírus ou por outro.

Agência Brasil: A exemplo do Hemisfério Norte, teremos, no Brasil, uma situação fora do comum?
Kfouri: A cada ano, a gente experimenta estações de vírus influenza por vezes mais graves, por vezes mais simples. Este ano, ainda estamos começando nossa temporada. Ainda há poucos casos para se chegar à conclusão de que será uma temporada de predomínio de uma ou de outra variante e com que gravidade.

No Hemisfério Norte, o que circulou na última temporada foi um H3N2 que tinha sofrido uma mutação maior em relação à circulação de anos anteriores e foi, talvez, desde a pandemia de 2009, a pior temporada de influenza que o hemisfério e, especialmente, os Estados Unidos vivenciaram. O que não quer dizer que isso vai se dar também aqui na América Latina. As temporadas dependem muito da migração do vírus, das condições climáticas. Só o acompanhamento da evolução desses casos nos permitirá dizer se essa será uma temporada de predomínio de circulação de H1N1 ou de H3N2.

Agência Brasil: Quais as diferenças entre os dois tipos de vírus e qual pode ser considerado mais grave?
Kfouri: Não há diferença clínica ou uma série histórica de infecções mais graves por um tipo de vírus ou por outro. Isso depende dessa variação que comentamos. Um vírus que muda muito tende a ser muito diferente e a trazer infecções mais sérias porque não encontra uma memória de proteção na população por exposições anteriores.

Depende muito do tipo de vírus que vai circular. Se houver predomínio de um H3N2 ou um H1N1 muito diferente do que vem circulando até então, as chances de encontrar uma população ainda não exposta e fazer doenças mais graves é maior. Isso teremos que acompanhar durante a estação.

Agência Brasil: Como fica a vacinação contra a gripe em meio a todo esse cenário?
Kfouri: Temos casos de influenza registrados durante todo o ano no Brasil, mas a grande concentração se dá agora, final do outono e começo do inverno. Por isso, a vacinação é feita exatamente nessa época que precede a estação do vírus. Vamos vacinar no final de abril esperando que, em maio, a população esteja imunizada. Geralmente, de maio a julho é o período de maior circulação do vírus, mas isso é muito variável de ano para ano. Às vezes, começa um pouco mais cedo, às vezes, um pouco mais tarde. Não é uma coisa matemática.

Não há que se ter pânico. Há sim que se vacinar – especialmente aqueles pertencentes a grupos de risco, onde a vulnerabilidade os torna casos com maiores chances de evoluir com gravidade. Assim que a campanha começar, as pessoas devem procurar a vacina e se proteger antes da entrada da estação do vírus. Para os que não pertencem aos grupos de risco e não têm a vacina gratuita, a orientação é procurar os serviços particulares e já se imunizar.

Agência Brasil: Há outros cuidados a serem tomados na prevenção de casos de gripe?
Kfouri: Além da vacinação, as maneiras importantes de prevenção do vírus da gripe incluem a lavagem frequente de mãos; se estiver doente, evitar ambientes aglomerados e o contágio para outras pessoas; usar sempre lenços descartáveis e desprezar esses lenços; cobrir a boca quando tossir com o antebraço, evitando, com isso, a disseminação do vírus; na impossibilidade da utilização de água e sabão, usar o álcool em gel, que tem uma boa ação para limpeza das mãos; crianças devem ser amamentadas e, se possível, frequentar creches mais tardiamente; não se expor ao cigarro, seja de forma ativa ou como fumante passivo, já que a fumaça é um irritante das vias aéreas e facilita a entrada dos vírus. Esses cuidados são muito importantes também para a prevenção da gripe.

Fonte: Agência Brasil



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Brasil

Megaoperação identificou crime organizado na ‘economia real e no mercado financeiro’


Investigações identificaram pelo menos 40 fundos de investimento controlados por organizações criminosas, com patrimônio de R$ 30 bi

megaoperação deflagrada pela Receita Federal nesta quinta-feira (28) no âmbito de investigações sobre um esquema criminoso no setor de combustíveis foi a maior já realizada contra o crime organizado no Brasil. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cerca de 350 alvos em oito estados diferentes (São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina).

Andrea Costa Chaves, subsecretária de fiscalização da Receita Federal, afirma que as investigações identificaram a invasão do crime organizado “na economia real e no mercado financeiro”. “A estrutura na operação nessa operação envolveu toda a cadeia na parte da economia real: importação, produção, distribuição, comercialização até o consumidor final”, explica.

Já na parte financeira, a atuação do crime organizado aconteceu na ocultação e na blindagem do patrimônio. As investigações identificaram pelo menos 40 fundos de investimento, sendo eles fundos imobiliários e de multimercado, que eram controlados por organizações criminosas. O patrimônio desses fundos era de R$ 30 bilhões.

Segundo o órgão, com esses recursos o grupo adquiriu um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (além de outras duas em parceria ou em processo de compra) e 1.600 caminhões para transporte de combustíveis.

A organização também comprou mais de 100 imóveis, entre eles seis fazendas no interior de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso (BA), adquirida por R$ 13 milhões.

Fintechs e a ‘blindagem do esquema’

O dinheiro de origem ilícita era reinvestido em negócios, propriedades e outros investimentos por meio desses fundos de investimentos que recebiam recursos da fintech, dificultando sua rastreabilidade e dando a ele uma aparência de legalidade.

Perguntas e Respostas

Qual foi a operação realizada pela Receita Federal?

A Receita Federal deflagrou uma megaoperação no dia 28, que foi a maior já realizada contra o crime organizado no Brasil, focando em um esquema criminoso no setor de combustíveis. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cerca de 350 alvos em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O que foi identificado nas investigações?

As investigações identificaram a invasão do crime organizado na economia real e no mercado financeiro. A subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, explicou que a operação envolveu toda a cadeia da economia real, incluindo importação, produção, distribuição e comercialização até o consumidor final.

Como o crime organizado atuou no mercado financeiro?

No mercado financeiro, o crime organizado atuou na ocultação e blindagem do patrimônio. Foram identificados pelo menos 40 fundos de investimento, incluindo fundos imobiliários e de multimercado, controlados por organizações criminosas, com um patrimônio total de R$ 30 bilhões.

Quais foram os investimentos feitos com os recursos ilícitos?

Com os recursos obtidos, o grupo adquiriu um terminal portuário, quatro usinas produtoras de álcool (além de outras duas em parceria ou em processo de compra) e 1.600 caminhões para transporte de combustíveis. Também foram comprados mais de 100 imóveis, incluindo seis fazendas no interior de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma residência em Trancoso (BA), adquirida por R$ 13 milhões.

Como o dinheiro ilícito era reinvestido?

O dinheiro de origem ilícita era reinvestido em negócios, propriedades e outros investimentos por meio dos fundos de investimento, que recebiam recursos de uma fintech. Isso dificultava a rastreabilidade do dinheiro e conferia uma aparência de legalidade às operações.

R7


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Polícia - Região

PMs serão interrogados por suposto confronto forjado para ‘sumir’ com arma que matou advogado


Por determinação do juiz Moacir Rogério Tortato, os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira serão interrogados, na próxima segunda-feira (1º), às 14h, na sala de audiência da Justiça Militar, no Fórum de Cuiabá. O grupo é acusado de forjar confronto para “plantar” no local arma usada para matar o advogado Renato Nery.

 

Conforme apurou o GD, além dos militares, também devem ser ouvidas testemunhas e servidores da Polícia Civil. Os 4 PMs respondem a processo por organização criminosa, abuso de autoridade e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito em meio ao caso de um confronto após assalto em que um veículo gol de cor branca foi levado e houve troca de tiros com os suspeitos, resultando na morte de Walteir Lima Cabral e outros dois suspeitos ficaram feridos.

 

O confronto ocorreu em 12 de julho de 2024. A arma supostamente encontrada em posse de um dos criminosos, no local do crime, foi utilizada no assassinato do advogado Renato Gomes Nery, morto em 5 de julho do mesmo ano. Laudo pericial balístico demonstrou que a pistola Glock modelo G17, calibre 9mm foi a mesma utilizada para executar o jurista.

 

Conforme noticiou o GD, o caso ficou conhecido como “Grupo do Gol Branco”, em alusão a grupo de WhatsApp em que os 4 discutiam combinação de versões, preocupação com divergências de depoimentos e indícios de obstrução da justiça, algo revelado após perícia em celulares. Segundo o Ministério Público, os elementos reunidos demonstram que não houve confronto real, mas sim uma “execução deliberada seguida de inovação artificiosa da cena do crime”.

 

No dia 12 deste mês o Conselho Permanente de Justiça, da 11ª Vara Criminal Especializada de Justiça Militar de Cuiabá, por maioria, votou pela revogação parcial das cautelares impostas aos policiais, permitindo que os réus retornem ao serviço militar com porte de arma, além da retirada da tornozeleira eletrônica. Contudo, ainda permanecem as cautelas de proibição de manter contato com vítima e familiares, bem como testemunhas do processo.

 

Eles foram afastados das funções em julho pelo comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), Cláudio Fernando Carneiro Tinoco. Os 4 chegaram a ficar presos preventivamente durante um período, no entanto, foram colocados em liberdade após decisão do juiz Francisco Ney Gaíva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá.


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política

Deputado sugere economizar em parque para comprar Santa Casa


O deputado Júlio Campos (União) foi taxativo ao mostrar solução para que o governo do Estado compre a Santa Casa: reduza investimentos no Parque Novo Mato Grosso.

A solução foi publicada em sua rede social, na sexta-feira (29), um dia após o prazo de propostas para a compra do hospital terminar sem sequer uma oferta. Agora, um novo edital será publicado e o Estado avalia a compra, apesar de Mauro Mendes (União) alegar que não há dinheiro para oferta.

O parque promete ser o maior da América Latina e é objeto de grande apreço pelo governador.


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Polícia

Briga por dívida de cartão: Mulher é condenada a 16 anos por matar marido com facada no peito em Primavera


O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá) condenou Patrícia Sarmanho Garcia a 16 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado por assassinar Bruno Nazareno Fernandes do Nascimento com uma facada no peito. O julgamento foi realizado essa semana.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Patrícia e Bruno eram conviventes e já apresentavam histórico de agressões. O crime ocorreu no dia 2 de junho de 2023, por volta das 22h, no conjunto de quitinetes do bairro Poncho Verde, em Primavera.

 

A ré discutiu com a vítima sobre a cobrança de um cartão bancário, o agrediu fisicamente e, em seguida, desferiu uma facada no peito da vítima no corredor que dá acesso à residência.

 

Ferido, o rapaz voltou para a parte da frente do conjunto de quitinetes e caiu na calçada da casa de uma vizinha. Apesar de ter sido socorrido, ele não resistiu aos ferimentos.

 

A promotora de Justiça Tessaline Higuchi, da 1ª Promotoria Criminal de Primavera do Leste, apontou que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante dissimulação, dificultando a defesa da vítima. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença confirmou a autoria e a materialidade do homicídio e rejeitou o pedido de absolvição.

Fonte Gazeta Digital 


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