Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 18 de Fevereiro de 2026

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Funcionária é demitida por tomar água



A empresa GR Serviços e Alimentação, proprietária de uma franquia da cafeteria Casa do Pão de Queijo, foi condenada pela Justiça do Trabalho de São Paulo a indenizar uma ex-funcionária que foi demitida por beber uma garrafa de 500 ml de água durante o expediente. A decisão ainda cabe recurso.

A Justiça determinou o pagamento de R$ 11.291 por dano moral, além de verbas relativas à demissão sem justa causa, que totalizam aproximadamente R$ 35 mil. A GR Serviços e Alimentação informou ao G1 que vai recorrer, pois a decisão não condiz com as condições de trabalho na empresa.

De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), a empresa não fornecia água, nem disponibilizava filtro ou bebedouro para os empregados, descumprindo as normas previstas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

“A reclamada não contratou robôs. Seus empregados são seres humanos. Não se trata de luxo ou capricho, mas de necessidade fisiológica. A atitude de despedir sua empregada por justa causa por beber uma garrafa de água é, além de um exagero, um exemplo de desrespeito ao mais elementar direito de qualquer ser humano, que é o de matar a própria sede”, disse a juíza Luciana Bezerra de Oliveira na sentença.

Versão da funcionária

A ex-funcionária, de 21 anos, trabalhou como atendente na loja do grupo localizada no Terminal Rodoviário do Tietê, Zona Norte de São Paulo, por pelo menos três anos.

“Havia um bebedouro no local, mas um dia removeram o equipamento dali e a orientação que recebi era de que poderíamos consumir uma garrafa de água da loja desde que anotássemos no caderno. Foi o que eu fiz”, afirma a atendente demitida, que está desempregada desde dezembro.

Na volta do almoço, o gerente imediatamente me chamou para comparecer ao RH, onde me mostraram uma foto minha bebendo água. Perguntaram se eu sabia que a atitude era quebra de procedimento da loja e insistiram para que eu assinasse o documento que atestasse a minha própria demissão por justa causa. Eu respondi que sabia da existência da câmera de monitoramento e não vi qualquer problema em ser filmada tomando água. Me recusei a pedir demissão.”

Versão da empresa

A GR Serviços e Alimentação informou em nota que vai recorrer da decisão, que, segundo a empresa, “foi baseada em uma versão que não reflete o verdadeiro motivo da demissão e não condiz com as condições de trabalho oferecidas aos seus colaboradores”.

Ainda de acordo com a empresa, os funcionários têm acesso adequado a água e alimentação.

Fonte: Notícias Minuto



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A Palavra - Opinião

Crise política entre Primavera do Leste, Poxoréu e Governo do Estado de MT após declarações de vereador


Várias autoridades estiveram presente no momento em que foi anunciado o asfalto

A pavimentação do trecho entre Primavera do Leste, Nova Poxoréu e Vale Verde se tornou o centro de uma crise política regional, após declarações inflamadas do vereador Sargento Telles (PRD), de Primavera do Leste, em um vídeo publicado em suas redes sociais.

O governo estadual anunciou oficialmente, no dia 25 de novembro de 2026, o início da pavimentação da MT entre Primavera do Leste, Nova Poxoréu e Vale Verde, com obras previstas para começarem no primeiro semestre de 2026. A obra, de 5,9 km, foi recebida com entusiasmo pela população local, sendo vista como um pleito histórico que trará acesso seguro e desenvolvimento econômico para a região.

O episódio que gerou polêmica

No entanto, o anúncio de um avanço importante para a infraestrutura da região foi ofuscado pelas declarações do vereador Sargento Telles, que em 10 de fevereiro de 2026, em tom de crítica e utilizando linguagem agressiva, afirmou em um vídeo que “um monte de vagabundos” aparecia para tirar fotos quando o asfalto era anunciado. A fala gerou indignação e rapidamente se espalhou pelos municípios vizinhos.

A acusação e os termos utilizados pelo vereador afetaram a relação política entre os municípios de Primavera do Leste e Poxoréu, criando um ambiente tenso e gerando dúvidas sobre a representatividade e o compromisso dos políticos locais com as causas da população.

Pedido de desculpas que não apaga os danos

Após a repercussão negativa de suas palavras, o vereador Sargento Telles tentou amenizar a situação com um pedido de desculpas público. No entanto, o pedido foi tardio e não conseguiu reverter a má impressão deixada, especialmente em uma época em que o diálogo entre as cidades e a colaboração política são essenciais para o progresso coletivo.

Contraste de ações políticas

A declaração de Telles contrasta com os feitos de outros parlamentares da região. O presidente da Câmara de Vereadores de Poxoréu, Baiano das Alminhas (MDB), concluiu seu primeiro ano de mandato com um expressivo saldo de mais de R$ 1 milhão em emendas parlamentares para o município, recursos destinados principalmente à agricultura familiar e aos assentamentos rurais. Em contraste, Sargento Telles não apresentou recursos significativos para o desenvolvimento de Primavera do Leste ou Poxoréu.

Justificativa que não convenceu

Em uma sessão extraordinária no dia 13 de fevereiro de 2026, Telles tentou justificar suas palavras, adotando uma postura de ameaça e argumentando que suas declarações eram uma crítica ao sistema político. Contudo, nos bastidores, a opinião foi unânime: a justificativa não foi bem recebida e acabou agravando ainda mais a situação.

Conclusão

A pavimentação do trecho entre Primavera do Leste, Nova Poxoréu e Vale Verde representa uma grande conquista para a população da região. Contudo, a tentativa de politizar e desqualificar a obra por meio de xingamentos públicos prejudica o progresso e a imagem dos representantes políticos. A solução para os problemas da região está no trabalho conjunto e no diálogo, e não nas divisões e ataques que apenas atrapalham o que pode ser uma verdadeira vitória para todos.


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