Primavera do Leste / MT - Domingo, 18 de Janeiro de 2026

HOME / NOTÍCIAS

Brasil

Alunos fazem vaquinha e presenteiam professor que está sem salário há dois meses



O professor de artes Bruno Rafael Paiva, da Escola Estadual de Ensino Profissional Balbina Viana Arrais, em Brejo Santo, município da região Sul do Ceará, foi surpreendido pelos alunos com um gesto de carinho e solidariedade na sala de aula, na terça-feira (15). O momento foi filmado e postado na rede social do professor, e o vídeo viralizou.

Substituindo uma professora de licença médica há cerca de dois meses, Bruno Rafael precisou ficar alojado na escola, já que a família vive no Crato e, com os trâmites burocráticos da licença e o atraso dos salários de abril e maio, ele ficou sem condições de se manter sozinho em Brejo Santo, onde não tem parentes nem amigos.

“A licença fica se renovando, e todas as vezes é essa burocracia. Trabalhei um mês e meio e achei que ia receber, mas quando olhei a conta não tinha nada. Aí comecei a ficar preocupado, perdido”, conta Rafael.

Ao saber da situação, os estudantes da turma de 1º ano de Edificações realizaram uma rifa, juntaram o valor de R$ 400 e organizaram uma surpresa para presentear o professor. No vídeo gravado pela turma, Rafael se mostra sem jeito ao ler as mensagens escritas pelos adolescentes, e depois, ao receber a caixinha com o presente. “Fiquei travado, espantado mesmo com a atitude”, diz.

A turma, de alunos entre 14 e 16 anos, agradece o professor pela paciência e se desculpa “por dar tanto trabalho”. O docente se emociona com o gesto e, chorando, recebe um abraço coletivo dos estudantes. “Dali comecei a ficar nervoso, a tremer, chorei e eles me abraçaram. Enquanto eles me abraçavam, eu tremia.”

Respeito ao professor

Rafael lembra casos violentos contra professores em salas de aulas pelo país e diz que, mais do que receber o dinheiro, a homenagem dos estudantes foi o que mais surpreendeu. “A gente vê muito o oposto, aluno querendo enfrentar e bater em professor. Quando aconteceu isso fiquei muito feliz de verdade”, declara.

Segundo ele, o alcance do vídeo também foi importante para “tocar pessoas no Brasil que estavam precisando acreditar de novo”.

“São alunos como eles que me fazem ainda acreditar na educação do país, acreditar no amor ao próximo, na compaixão de se colocar no lugar do próximo, e acreditar, principalmente, no respeito e amor do aluno para com o professor de sua escola”, reforça.

Professor Bruno Rafael recebe homenagem na Escola Estadual de Ensino Profissional Balbina Viana Arrais, em Brejo Santo, no Ceará. (Foto: Reprodução)

Professor Bruno Rafael recebe homenagem na Escola Estadual de Ensino Profissional Balbina Viana Arrais, em Brejo Santo, no Ceará. (Foto: Reprodução).

Atraso no pagamento

O diretor da escola, Cícero Pereiro, explica que o professor já consta na folha de pagamento, mas um atraso no processo de licença da outra professora ultrapassou o prazo para liberação do salário.

“Ele chegou aqui em março pra tirar a licença de uma professora que está com problemas de saúde. O contrato foi formalizado no dia 20. Por causa da data, o salário não entrou no primeiro mês. Quando abriu pro mês seguinte, não tinham liberado a licença da professora, por isso não caiu. Mas é um caso isolado. Em junho o salário dele entra”, afirma o diretor.

Cícero também garante que ninguém na instituição sabia da surpresa organizada pelos alunos. “Foi surpresa pra todo mundo, os alunos não deixaram nem que outros professores percebessem”, conta.

Sem conhecidos na cidade, Rafael foi acolhido na escola, onde dorme durante a semana. Às sextas-feiras, volta para o Crato, onde a família vive. Ele descreve Brejo Santo como um local acolhedor. “Desde que cheguei naquela escola eles abriram os braços pra mim, só tenho a agradecer a todos. A comunidade inteira é muito acolhedora. Os que me ajudaram não são únicos, são reflexo de muitos. Que isso seja inspiração.”

Fonte: G1 Globo



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

geral

Punição da Sefaz: Secretário multa servidora em 50% da remuneração por não cumprir lei


O secretário de Fazenda (Sefaz-MT) Rogério Gallo multou em 50% da remuneração a servidora pública Gisele Barco de Matos, que respondia a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), desde de 2024.

A punição foi aplicada como medida alternativa da suspensão por 90 dias da servidora, como estabelece o Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso. A servidora está afastada da sua função há dois anos para tratar de interesse pessoa

A pena de suspensão não faria sentido de forma correta.

A punição foi aplicada como medida alternativa da suspensão por 90 dias da servidora, como estabelece o Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso. A servidora está afastada da sua função há dois anos para tratar de interesse pessoal A pena de suspensão não faria sentido de forma

 

A penalidade à servidora foi aplicada porque ela violou a dever do funcionário público, de ler conduta de moralidade administrativa, e pela proibição de realizar atividade incompatível com a função e horário de trabalho que exerce na secretaria

 

A Sefaz MT informou que o caso está em sigilo e não pode comentar mais detalhes sobre o processo disciplinar da servidora

 

Explique melhor “A penalidade à servidora foi aplicada porque ela violou o dever do funcionário público, de ter conduta de moralidade administrativa, e pela proibição de realizar atividade incompatível com a função e horário de trabalho que exerce na secretaria.”

 

Essa frase resume os fundamentos jurídicos e éticos que levaram à punição da servidora. No Direito Administrativo brasileiro, o servidor público não responde apenas pelo que faz “no papel”, mas também por como se comporta e como gere seu tempo.

Aqui está o desdobramento desses três pontos principais:

 

1. Violação do Dever de Moralidade Administrativa A moralidade administrativa vai além da legalidade (seguir a lei). Ela exige que o servidor atue com honestidade, decoro e boa-fé. O que significa na prática: Não basta que o ato seja legal; ele precisa ser ético. Se a conduta da servidora foi considerada “imoral” para a administração, entende-se que ela feriu a imagem da instituição ou agiu de forma a privilegiar interesses que não são os públicos.

 

2. Realização de Atividade Incompatível com a Função

Todo cargo público possui restrições para evitar conflitos de interesse. O conflito: Um servidor da Secretaria de Fazenda (Sefaz), que lida com impostos, fiscalização e dinheiro público, geralmente é proibido de exercer atividades privadas que possam gerar influência indevida ou onde ele possa usar informações privilegiadas.

 

Exemplo: Um fiscal de tributos não pode ser consultor de empresas que ele mesmo deveria fiscalizar.

3. Incompatibilidade com o Horário de Trabalho

 

Este é um ponto objetivo sobre a jornada de trabalho. Dedicação: O Estado paga pelo tempo do servidor. Se ficou comprovado que ela exercia outra atividade (seja comercial, advocatícia, etc.) durante o período em que deveria estar cumprindo sua carga horária na Sefaz, isso configura abandono de função ou má prestação de serviço.

 

Por que isso é grave?

Para a administração pública, quando um servidor une esses três fatores, ele quebra a relação de confiança com o Estado. A punição (que pode variar de advertência e suspensão até demissão) serve para reafirmar que o interesse público deve prevalecer sobre o interesse privado do funcionário.

 

No caso citado, a decisão do secretário Rogério Gallo sinaliza que a conduta de Gisele Barco de Matos ultrapassou os limites aceitáveis para alguém que ocupa um cargo na estrutura fazendária.

Fonte: Mídia News

 


Antenado News