Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 12 de Outubro de 2026

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Criança desmaia em escola: “Chorei ao notar que era fome”, diz professora



Um aluno de oito anos desmaiou de fome na última segunda-feira (13) em uma escola do Cruzeiro, no Distrito Federal. Ele é um dos 730 estudantes carentes que moram no Paranoá Parque e que, todos os dias, viajam 30 km – quase sempre sem comer – para estudar na região. A criança, que frequenta a Escola Classe 8, mora em um empreendimento do Minha Casa, Minha Vida.

Deste local, 250 alunos são transportados diariamente para uma unidade de ensino no Cruzeiro. “Assim que os alunos chegam, eu cumprimento um a um”, relembra ao UOL Ana Carolina Costa, professora do 2º Ano Fundamental. “Mas quando chegou a vez o menino, percebi que chorava.” Ele estava com a mão no peito, coração disparado, passando mal. “Levei para a direção. Por duas vezes ele apagou.

Não reagia.” A professora acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e chamou os três irmãos do garoto, que também estudam na escola. “Eles ficaram calados, com caras de assustados.” Questionados, disseram que não tinham comido nada no domingo e que naquela segunda tinham tomado mingau de fubá (fubá, água e sal) antes de sair de casa.

“Quando a gente percebeu que era forme, eu saí de perto para chorar. O rapaz do Samu me olhou com uma cara de ‘que realidade é essa?’. E eu disse que é sempre assim. Eu tenho dois alunos que todos os dias reclamam de fome”, diz. 17/11/2017 Criança desmaia em escola: “Chorei ao notar que era fome”, diz

A professora reuniu outros membros da escola e foi levar uma cesta básica para a família do estudante. “A mãe nos disse que tinham o suficiente. Mas enquanto a gente conversava, só tinha uma panela de arroz sobre o fogão. A criança mais nova toda hora enfiava a mão na panela para comer.

Ter comida para eles em casa é ter fubá”, lamenta. Ana garante que mais estudantes passam fome em sua classe. “Dos meus 18 alunos, quatro chegam com fome todos os dias. É a metade que não come, mas esses quatro são muito carentes.” Ela, então, vai à cantina, pega uma fruta e leva para uma criança ou outra “para conseguir enganar a barriga deles e conseguir dar aula até o intervalo”.

O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) já pediu à Secretaria de Educação a construção de uma escola na região do Paranoá Parque. “Se não é possível construir agora, a escola tinha de, no mínimo, oferecer uma refeição na entrada: arroz, feijão e frango, e um lanche à tarde”, disse ao UOL Samuel Fernandes, diretor da entidade.

Ele explica que os alunos que estudam em período parcial recebem apenas um lanche, às 15h30. “Em uma semana, é comida duas vezes por semana e biscoito e suco nos outros três dias. Na outra semana é o oposto. A criança fica até oito horas longe de casa. Até se almoçar às 11h, ela não aguenta”, diz. Mesmo quando completa, a merenda “não é boa, é pouco nutritiva”, garante a professora. “O feijão é enlatado, com sódio. É uma carne que tem de ferver antes para tirar o sebo que tem em cima. Mas diante da realidade dos meninos, é melhor do que nada.” Procurada, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) “lamenta que o aluno tenha passado por esta situação”.

A pasta diz que “não foi informada formalmente sobre o problema” de merenda e que vai apurar “diretamente na escola, com o gestor da unidade, qual a real situação dos alunos para, em conjunto com a direção e coordenação regional de ensino, encontrar uma solução razoável”.

Ainda segundo a secretaria, a construção de escolas no Paranoá Parque e no Itapoã consta no plano de obras 2015/2018, mas “não há disponibilidade financeira imediata para as obras”. O órgão dispõe de um terreno para esta finalidade em cada uma das cidades. “No caso do Itapoã, o projeto para a construção de uma Escola Classe já está concluído e aguarda dotação financeira.” Mas promete que 84 crianças, hoje no 5º ano no Cruzeiro, “irão cursar o 6º ano nos Centros de Ensino Fundamental 03 e 05 do Paranoá, em 2018”.

A professora Ana faz um apelo: “Que a secretaria olhe com carinho para a nossa escola, que é especial por atender tantas crianças pobres. Que o cardápio tenha, pelo menos, almoço na entrada.”

Fonte: Wanderley Preite Sobrinho Colaboração para o UOL



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Primavera do Leste promove ação de acolhimento e cidadania para população em situação de rua


A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, realizará no dia 19 de agosto uma ação especial de acolhimento, cidadania e acesso a serviços essenciais para pessoas em situação de rua. A iniciativa marca o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua e será realizada na sede do Centro de Abordagem Social.

A data, instituída em 2004, reforça a importância da garantia de direitos, proteção e dignidade às pessoas em situação de vulnerabilidade social. Em Primavera do Leste, a programação reunirá uma força-tarefa com diferentes setores da rede de proteção.

Durante a ação, serão oferecidos café da manhã produzido pela Padaria Municipal e almoço preparado pela Cozinha Comunitária. A Secretaria de Assistência Social realizará atualização do Cadastro Único, orientações e análise para concessão de passagens de retorno ao convívio familiar, além de suporte para pessoas que buscam recolocação no mercado de trabalho.

Também haverá atendimento para regularização documental, com auxílio na emissão de certidões de nascimento, RG e CPF, além de encaminhamentos à Junta Militar.

Na área da saúde, a Secretaria Municipal de Saúde e o Consultório na Rua estarão presentes com atendimento médico e odontológico, atualização vacinal e realização de testes rápidos. A ação contará ainda com o apoio da Defensoria Pública em demandas jurídicas e documentais, do SENAC e de profissionais que oferecerão cortes de cabelo e cuidados pessoais.

Acolhimento e construção de novos caminhos

Segundo a coordenadora do Serviço de Abordagem Social, Natieli Machado, o trabalho desenvolvido pelo município busca compreender a situação de rua como uma condição que pode ser superada, oferecendo suporte para que cada pessoa possa construir novos caminhos.

“Em nosso serviço especializado, acreditamos na possibilidade de transformação. Utilizamos o termo ‘situação de rua’ justamente por compreendermos que se trata de uma condição transitória, passível de mudança. Nosso compromisso é oferecer os meios necessários para que essas pessoas superem a vulnerabilidade e tracem novos caminhos”, destacou.

Para ela, a realização do evento na própria sede do Centro de Abordagem Social representa um avanço, permitindo ampliar a oferta de serviços e aproximar os atendidos da estrutura disponibilizada pelo município.

“Essa ação reafirma nosso propósito de promover o acolhimento e o fortalecimento de vínculos, oferecendo dignidade e novas perspectivas de vida àqueles que buscam sair da situação de rua em nosso município. Esse é o pilar fundamental do nosso trabalho: promover melhorias concretas e caminhos viáveis para que os cidadãos superem a vulnerabilidade em que se encontram”, afirmou.

Rede preparada para atendimento

Atualmente, o serviço conta com três técnicos de abordagem, um cadastrador responsável pelo Cadastro Único e equipe administrativa. A estrutura também dispõe de psicólogos, que atuam no acolhimento, escuta especializada e elaboração de planos individuais de reintegração social, além de assistentes sociais responsáveis pela avaliação e concessão de benefícios e auxílios, como alimentação, moradia e transporte, conforme a necessidade de cada pessoa.

As equipes que atuam no albergue também participarão da mobilização. Durante a ação, serão entregues kits de higiene e alimentação aos atendidos.

A iniciativa não será aberta ao público em geral, sendo direcionada especificamente à população em situação de rua e integrada à rede de proteção municipal. A proposta é fortalecer vínculos, facilitar o acesso aos serviços públicos e apresentar aos atendidos as possibilidades de acompanhamento oferecidas pelo município.

“Nosso objetivo central permanece sendo promover a dignidade acima de qualquer outro propósito. Primavera do Leste dispõe de uma estrutura preparada para acolher, ouvir e encaminhar essas pessoas, oferecendo suporte para que possam superar as dificuldades e buscar uma nova perspectiva de vida”, reforçou Natieli.


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Brasil - Região

MT-130 passa a ter pedágio eletrônico sem paradas entre Primavera do Leste e Paranatinga


Divulgação AGER-MTComeçou a operar neste sábado (10) o sistema de cobrança eletrônica de pedágio Free Flow no trecho da rodovia MT-130, que liga os municípios de Primavera do Leste e Paranatinga (231 km e 373 km ao sul de Cuiabá, respectivamente). A transição do modelo tradicional de praças físicas para o automático foi autorizada pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager) e pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra).

Com a tecnologia, a rodovia deixa de ter cancelas e paradas obrigatórias. A leitura dos veículos é feita por pórticos equipados com sensores inteligentes, que identificam a placa do automóvel ou a etiqueta eletrônica (TAG). O usuário tem até 30 dias para efetuar o pagamento da tarifa, que pode ser feito no site da concessionária (via PIX ou cartões de débito e crédito), pela TAG automática ou nos totens localizados nas bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU).

Neste primeiro momento, até a próxima terça-feira (13), os veículos de passeio (categoria 1) pagarão tarifa básica de R$ 2,55 no pórtico PFF-01 e de R$ 3,85 nos pórticos PFF-02 a PFF-06. A partir de quarta-feira (14), entram em vigor as novas tarifas atualizadas do reajuste anual de contrato, aprovadas pela Ager, e a taxa passará para R$ 2,64 no pórtico PFF-01 e R$ 3,98 nos demais.

De acordo com a Agência, o modelo de fluxo livre elimina filas, aumenta a fluidez e a segurança no trânsito, além de reduzir a emissão de poluentes provocada pelas desacelerações e arrancadas dos veículos nas antigas praças físicas. Os motoristas que trafegam pelo trecho concedido continuam contando com socorro médico, apoio mecânico e inspeção de tráfego ao longo da via.

Fonte AGER/GD


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