Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 31 de Julho de 2026

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Criança desmaia em escola: “Chorei ao notar que era fome”, diz professora



Um aluno de oito anos desmaiou de fome na última segunda-feira (13) em uma escola do Cruzeiro, no Distrito Federal. Ele é um dos 730 estudantes carentes que moram no Paranoá Parque e que, todos os dias, viajam 30 km – quase sempre sem comer – para estudar na região. A criança, que frequenta a Escola Classe 8, mora em um empreendimento do Minha Casa, Minha Vida.

Deste local, 250 alunos são transportados diariamente para uma unidade de ensino no Cruzeiro. “Assim que os alunos chegam, eu cumprimento um a um”, relembra ao UOL Ana Carolina Costa, professora do 2º Ano Fundamental. “Mas quando chegou a vez o menino, percebi que chorava.” Ele estava com a mão no peito, coração disparado, passando mal. “Levei para a direção. Por duas vezes ele apagou.

Não reagia.” A professora acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e chamou os três irmãos do garoto, que também estudam na escola. “Eles ficaram calados, com caras de assustados.” Questionados, disseram que não tinham comido nada no domingo e que naquela segunda tinham tomado mingau de fubá (fubá, água e sal) antes de sair de casa.

“Quando a gente percebeu que era forme, eu saí de perto para chorar. O rapaz do Samu me olhou com uma cara de ‘que realidade é essa?’. E eu disse que é sempre assim. Eu tenho dois alunos que todos os dias reclamam de fome”, diz. 17/11/2017 Criança desmaia em escola: “Chorei ao notar que era fome”, diz

A professora reuniu outros membros da escola e foi levar uma cesta básica para a família do estudante. “A mãe nos disse que tinham o suficiente. Mas enquanto a gente conversava, só tinha uma panela de arroz sobre o fogão. A criança mais nova toda hora enfiava a mão na panela para comer.

Ter comida para eles em casa é ter fubá”, lamenta. Ana garante que mais estudantes passam fome em sua classe. “Dos meus 18 alunos, quatro chegam com fome todos os dias. É a metade que não come, mas esses quatro são muito carentes.” Ela, então, vai à cantina, pega uma fruta e leva para uma criança ou outra “para conseguir enganar a barriga deles e conseguir dar aula até o intervalo”.

O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) já pediu à Secretaria de Educação a construção de uma escola na região do Paranoá Parque. “Se não é possível construir agora, a escola tinha de, no mínimo, oferecer uma refeição na entrada: arroz, feijão e frango, e um lanche à tarde”, disse ao UOL Samuel Fernandes, diretor da entidade.

Ele explica que os alunos que estudam em período parcial recebem apenas um lanche, às 15h30. “Em uma semana, é comida duas vezes por semana e biscoito e suco nos outros três dias. Na outra semana é o oposto. A criança fica até oito horas longe de casa. Até se almoçar às 11h, ela não aguenta”, diz. Mesmo quando completa, a merenda “não é boa, é pouco nutritiva”, garante a professora. “O feijão é enlatado, com sódio. É uma carne que tem de ferver antes para tirar o sebo que tem em cima. Mas diante da realidade dos meninos, é melhor do que nada.” Procurada, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) “lamenta que o aluno tenha passado por esta situação”.

A pasta diz que “não foi informada formalmente sobre o problema” de merenda e que vai apurar “diretamente na escola, com o gestor da unidade, qual a real situação dos alunos para, em conjunto com a direção e coordenação regional de ensino, encontrar uma solução razoável”.

Ainda segundo a secretaria, a construção de escolas no Paranoá Parque e no Itapoã consta no plano de obras 2015/2018, mas “não há disponibilidade financeira imediata para as obras”. O órgão dispõe de um terreno para esta finalidade em cada uma das cidades. “No caso do Itapoã, o projeto para a construção de uma Escola Classe já está concluído e aguarda dotação financeira.” Mas promete que 84 crianças, hoje no 5º ano no Cruzeiro, “irão cursar o 6º ano nos Centros de Ensino Fundamental 03 e 05 do Paranoá, em 2018”.

A professora Ana faz um apelo: “Que a secretaria olhe com carinho para a nossa escola, que é especial por atender tantas crianças pobres. Que o cardápio tenha, pelo menos, almoço na entrada.”

Fonte: Wanderley Preite Sobrinho Colaboração para o UOL



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Primavera do Leste transforma antigo ponto de descarte em nova avenida com ciclovia e pista de caminhada


Obra executada pela Secretaria de Obras teve o asfalto concluído em menos de duas semanas, cria novo acesso e reduz em cerca de 1,5 quilômetro o trajeto até a universidade

O prefeito Sérgio Machnic visitou, na tarde desta quinta-feira (30), a conclusão do asfalto de uma nova avenida em Primavera do Leste, construída em uma área onde anteriormente não existia via pública e que era utilizada como ponto irregular de descarte de resíduos. A pavimentação feita pela Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura foi concluída em menos de duas semanas e representa uma nova alternativa de circulação para moradores e usuários da região.

 

Com aproximadamente 1.000 metros de extensão e cerca de 6.800 metros quadrados de área pavimentada, a nova avenida amplia as opções de circulação e cria uma ligação mais direta para moradores da região. A estrutura também conta com ciclovia e pista de caminhada, além de meio-fio e demais elementos de infraestrutura urbana.

 

Durante a visita, o prefeito Sérgio Machnic destacou a transformação do espaço e ressaltou que a execução de obras públicas deve priorizar qualidade, durabilidade e respeito aos recursos arrecadados pela população.

 

“Há alguns dias, isso aqui era um lixão abandonado. Mas o trabalho de uma equipe competente da Secretaria de Obras transformou completamente esse espaço. Já que vamos fazer, vamos fazer bem feito. É um asfalto de qualidade, com uma ciclovia, pista de caminhada e toda a estrutura necessária. O dinheiro do povo precisa ser bem aproveitado. Tem que ser bem feito, com qualidade, respeitando quem trabalha e quem paga imposto”, afirmou.

 

Segundo o prefeito, a nova estrutura representa mais do que uma obra de pavimentação, contribuindo diretamente para a mobilidade e a segurança viária da região.

 

O coordenador da Secretaria de Obras, Paulo Aladino, explicou que a intervenção também solucionou um problema antigo relacionado ao descarte irregular de resíduos no local e destacou os benefícios que a nova avenida proporcionará aos moradores.

 

“São aproximadamente 1.000 metros de extensão, que representam cerca de 6.800 metros quadrados. Aqui, na realidade, era um lixão. Nós retiramos até carcaça de animais. Então, foi um alívio para os moradores e agora essa área será contemplada de um lado e do outro. Além disso, para quem vai para a universidade, serão cerca de 1.500 metros a menos de trajeto, sem precisar fazer o acesso pela Califórnia”, explicou.

 

O secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Valfredo Rodrigues, destacou a agilidade da equipe na execução da pavimentação e o planejamento adotado para garantir a qualidade do serviço.

 

“É uma obra que representa uma transformação muito grande para essa região. Conseguimos concluir o asfalto em menos de duas semanas, e agora seguimos com as etapas de acabamento. Estamos trabalhando para entregar uma estrutura completa, com pavimentação, meio-fio, drenagem, iluminação, ciclovia e pista de caminhada. A orientação do prefeito é que cada obra seja executada com qualidade, pensando na durabilidade e, principalmente, na população que vai utilizar esse espaço”, destacou.

 

A nova avenida também deverá contribuir para a organização do trânsito na região, oferecendo uma alternativa de circulação e facilitando o deslocamento de veículos, ciclistas e pedestres. Com a obra, a avenida passará a fazer a ligação entre o trevo da Avenida Califórnia e a Rua das Palmeiras, criando uma nova alternativa de deslocamento para motoristas, ciclistas e pedestres.

 

A estrutura da ciclovia e da pista de caminhada foi planejada para garantir espaço adequado aos usuários. A proposta é ampliar as opções de mobilidade ativa, oferecendo um local mais seguro para quem utiliza a bicicleta ou pratica atividades físicas.

 

Com a pavimentação concluída, a equipe da Secretaria de Obras segue com os serviços de acabamento. Entre as próximas etapas estão a implantação da iluminação, execução de sarjetas, conclusão do meio-fio, pintura e demais ajustes necessários para a entrega completa da avenida.

 

A obra representa mais uma intervenção de infraestrutura voltada à melhoria da mobilidade urbana e à transformação de áreas anteriormente degradadas, criando novos espaços de circulação e convivência para a população.


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