Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 06 de Maio de 2026

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Desembargadora Marilia Castro Neves faz comentário repugnante sobre professora com Síndrome de Down



A magistrada desdenha de professores com síndrome de Down e questiona o que eles podem ensinar a alguém.

“Ouço que o Brasil é o primeiro em alguma coisa!!! Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de Down!!! Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social… Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem???? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?”, escreveu a desembargadora.

Débora Seabra, 36, primeira professora com síndrome de Down do Brasil escreveu uma carta em resposta à juíza que é uma verdadeira lição de tolerância e amor contra o ódio. Leia:

“Não quero bater boca com você! Só quero dizer que tenho síndrome de Down e sou professora auxiliar de crianças em uma escola de Natal (RN). Trabalho à tarde todos os dias com minha equipe que tem uma professora titular. Eu ensino muitas coisas para as crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito pelas outras, aceitem as diferenças de cada uma, ajudem a quem precisa mais. Eu estudo o planejamento, eu participo das reuniões, eu dou opiniões, eu conto histórias para as crianças e mais um monte de coisas. O que eu acho mais importante de tudo isso é ensinar a incluir as crianças e todo mundo pra acabar com o preconceito porque é crime. Quem discrimina é criminoso“, escreveu Débora.

Segundo apurou o site DCM, o grupo ‘Magistratura Free’ registra 2.798 membros, entre juízes na ativa e aposentados em todo o Brasil e também no exterior.

Na descrição do grupo, um aviso: “Se não é juiz, não peça sua inscrição, pois não será aceita. Favor não insistir. Grato”.

Repercussão

A Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down publicou uma carta de repúdio “à demonstração de preconceito manifestado por uma autoridade pública, a desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em relação às pessoas com síndrome de Down”.

Na carta, a associação ressalta a luta empreendida pela sociedade e pelo estado brasileiro pela garantia dos direitos das pessoas com deficiência e critica a postura da magistrada.

“A FBASD considera que a mensagem carregada de preconceito, ofende, definitivamente, os ditames impostos aos juízes por seu Código de Ética. Textos dessa natureza claramente denigrem a magistratura e, assim, devem ser rigorosamente apurados pelos órgãos competentes, tais quais a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e o Conselho Nacional de Justiça.”

Nas redes sociais, internautas também repudiaram a desembargadora. “A pessoa que se diz ser “desembargadora” sabe o que essa professora pode ensinar para alguém? Amor! Coisa que você não sabe o que é. Eu tenho 2 pessoas com síndrome de down em casa e te falo: são mais humanos que você”, escreveu uma usuária.

“Que falta de respeito. Imagino o que essa desembargadora deve ter falado sobre Stephen Hawking: quem esse inválido entravado numa cadeira de rodas pensa que é?”, publicou outro.

Fonte: G1



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Polícia

Buscas terminam em tragédia: idosa desaparecida é encontrada morta em mata


Após 14 dias desaparecida, uma idosa foi encontrada morta em uma área de mata em Primavera do Leste.

Durante o período de buscas, uma força-tarefa foi organizada por membros da Igreja Assembleia de Deus do bairro São Cristóvão, que auxiliaram na tentativa de localizar a vítima com vida.

Nesta data, familiares decidiram intensificar as buscas por conta própria. Munidos apenas de um facão, um recipiente com água e muita determinação, eles percorreram uma região de mata próxima aos bairros Poncho Verde e Jardim Luciana, onde acabaram encontrando o corpo.

A preocupação da família aumentava a cada dia, já que a idosa, identificada como Irene, estava desaparecida há cerca de duas semanas. Segundo relatos, ela enfrentava problemas psicológicos e necessitava de acompanhamento constante, o que elevava o temor de que estivesse em situação de risco.

De acordo com informações preliminares das autoridades, há suspeita de que a morte tenha ocorrido por inanição, possivelmente em decorrência de seu estado de fraqueza.

A Politec esteve no local para realizar a remoção do corpo e iniciar os procedimentos periciais. Um laudo oficial deverá confirmar a causa da morte e será posteriormente encaminhado à família.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades competentes.


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