Primavera do Leste / MT - Sábado, 19 de Setembro de 2026

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Brasil

Desembargadora Marilia Castro Neves faz comentário repugnante sobre professora com Síndrome de Down



A magistrada desdenha de professores com síndrome de Down e questiona o que eles podem ensinar a alguém.

“Ouço que o Brasil é o primeiro em alguma coisa!!! Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de Down!!! Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social… Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem???? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?”, escreveu a desembargadora.

Débora Seabra, 36, primeira professora com síndrome de Down do Brasil escreveu uma carta em resposta à juíza que é uma verdadeira lição de tolerância e amor contra o ódio. Leia:

“Não quero bater boca com você! Só quero dizer que tenho síndrome de Down e sou professora auxiliar de crianças em uma escola de Natal (RN). Trabalho à tarde todos os dias com minha equipe que tem uma professora titular. Eu ensino muitas coisas para as crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito pelas outras, aceitem as diferenças de cada uma, ajudem a quem precisa mais. Eu estudo o planejamento, eu participo das reuniões, eu dou opiniões, eu conto histórias para as crianças e mais um monte de coisas. O que eu acho mais importante de tudo isso é ensinar a incluir as crianças e todo mundo pra acabar com o preconceito porque é crime. Quem discrimina é criminoso“, escreveu Débora.

Segundo apurou o site DCM, o grupo ‘Magistratura Free’ registra 2.798 membros, entre juízes na ativa e aposentados em todo o Brasil e também no exterior.

Na descrição do grupo, um aviso: “Se não é juiz, não peça sua inscrição, pois não será aceita. Favor não insistir. Grato”.

Repercussão

A Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down publicou uma carta de repúdio “à demonstração de preconceito manifestado por uma autoridade pública, a desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em relação às pessoas com síndrome de Down”.

Na carta, a associação ressalta a luta empreendida pela sociedade e pelo estado brasileiro pela garantia dos direitos das pessoas com deficiência e critica a postura da magistrada.

“A FBASD considera que a mensagem carregada de preconceito, ofende, definitivamente, os ditames impostos aos juízes por seu Código de Ética. Textos dessa natureza claramente denigrem a magistratura e, assim, devem ser rigorosamente apurados pelos órgãos competentes, tais quais a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e o Conselho Nacional de Justiça.”

Nas redes sociais, internautas também repudiaram a desembargadora. “A pessoa que se diz ser “desembargadora” sabe o que essa professora pode ensinar para alguém? Amor! Coisa que você não sabe o que é. Eu tenho 2 pessoas com síndrome de down em casa e te falo: são mais humanos que você”, escreveu uma usuária.

“Que falta de respeito. Imagino o que essa desembargadora deve ter falado sobre Stephen Hawking: quem esse inválido entravado numa cadeira de rodas pensa que é?”, publicou outro.

Fonte: G1



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Polícia

Justiça mantém preso suspeito de matar esposa e bebê de 4 meses em Mato Grosso


Homem de 29 anos teve prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia; Polícia Civil continua investigando o caso

A Justiça de Mato Grosso decidiu manter preso Jailton Gonçalves Barreira, de 29 anos, investigado pelas mortes da esposa, Taymilla Reis da Silva, de 23 anos, e do filho do casal, um bebê de apenas quatro meses. O crime aconteceu na quinta-feira (17), em uma propriedade rural na região de Luciara, no norte de Mato Grosso.

A prisão preventiva foi determinada nesta sexta-feira (18), durante audiência de custódia conduzida pelo juiz Raphael Alves Oldemburg, da 2ª Vara da Comarca de São Félix do Araguaia.

Com a decisão, Jailton permanece detido enquanto a investigação avança. A prisão preventiva não tem prazo previamente determinado e pode ser mantida enquanto existirem fundamentos legais para a medida.

Mãe e bebê foram mortos dentro de propriedade rural

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, Taymilla e o bebê foram encontrados mortos após serem atingidos por golpes de arma branca na Fazenda Mata Verde, na região rural de Luciara.

Antes do crime, a jovem teria entrado em contato com familiares pedindo ajuda e relatando que estaria em perigo. O irmão dela, de 18 anos, foi até a propriedade para tentar socorrê-la e, segundo o relato apresentado à polícia, teria presenciado parte da agressão.

As forças de segurança foram acionadas e realizaram buscas na região. Jailton acabou localizado em uma das casas existentes na propriedade e recebeu voz de prisão em flagrante.

Investigação continua

A Polícia Civil de São Félix do Araguaia conduz as investigações para esclarecer a dinâmica do crime e a motivação. O caso permanece sob investigação e outros elementos deverão ser analisados durante o inquérito.

Informações preliminares divulgadas pelo delegado Daniel Moura apontam que a perícia ainda deverá concluir os laudos necessários para esclarecer detalhes das lesões e das circunstâncias das mortes.

A defesa do investigado deverá apresentar sua versão no decorrer do processo. Até o momento, a Justiça manteve a prisão preventiva.

Fonte: Redação Antenado News
Informações complementares: Polícia Civil e fontes jornalísticas


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Região

Prefeitura de Primavera do Leste reforça combate a incêndio na região das Furnas


Força-tarefa reúne Corpo de Bombeiros, equipes municipais e apoio particular para conter fogo que já atingiu aproximadamente 150 hectares

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, segue atuando em conjunto com o Corpo de Bombeiros no combate a um incêndio que atinge áreas de mata de preservação e pastagens na região das Furnas, nas proximidades do município.

 

O trabalho foi intensificado na manhã desta quinta-feira (17), na Fazenda Vale Formoso, onde o fogo avançou após atingir a região de serra e Furnas. A ocorrência teve possível início às margens da BR-070, no dia 11 de setembro, quando as equipes realizaram o primeiro combate na Fazenda Rio Grande 1.

 

Com o avanço das chamas, o incêndio chegou à Fazenda Vale Formoso, atingindo uma área estimada em aproximadamente 150 hectares. Desde o início da ocorrência, equipes permanecem mobilizadas para conter os focos e evitar que o fogo avance para novas áreas.

 

A operação conta com três militares do Corpo de Bombeiros e o apoio de diferentes recursos empregados no combate, incluindo uma AT e uma ABT do Corpo de Bombeiros, três caminhões-pipa da Prefeitura de Primavera do Leste, duas pás carregadeiras e uma motoniveladora do município, além de um trator de esteira disponibilizado por proprietário particular e uma aeronave contratada pelo proprietário da fazenda.

 

No local, aproximadamente 11 civis também atuam nas atividades de combate e apoio à ocorrência, auxiliando as equipes durante os trabalhos.

 

O subtenente do Corpo de Bombeiros Dos Santos explicou que as equipes permanecem mobilizadas desde o início do incêndio e destacou a importância do trabalho conjunto.

 

“Nossas equipes permanecem no local desde a última sexta-feira, dia em que o foco de incêndio teve início. Contamos com o apoio fundamental da Prefeitura de Primavera do Leste, que disponibilizou maquinário, incluindo pás carregadeiras e caminhões-pipa, além de auxílio logístico constante. Somam-se aos nossos esforços aeronaves contratadas pelo proprietário da fazenda. Embora o fogo ainda persista no interior da região das Furnas, estamos empenhados em sua extinção e acreditamos que a ocorrência será finalizada em breve”, explicou.

 

Nesta sexta-feira (18), as equipes continuam mobilizadas na região, atuando no combate aos focos ainda existentes e na contenção das chamas, com o objetivo de eliminar completamente o incêndio e reduzir os riscos de novos avanços.

 

A Prefeitura de Primavera do Leste reforça que a atuação integrada entre o Município, Corpo de Bombeiros e os demais envolvidos é fundamental para garantir uma resposta rápida às ocorrências e minimizar os impactos causados pelos incêndios, especialmente em áreas de vegetação e propriedades rurais.

Assessoria.


Antenado News