Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 14 de Julho de 2026

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Desembargadora Marilia Castro Neves faz comentário repugnante sobre professora com Síndrome de Down



A magistrada desdenha de professores com síndrome de Down e questiona o que eles podem ensinar a alguém.

“Ouço que o Brasil é o primeiro em alguma coisa!!! Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de Down!!! Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social… Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem???? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?”, escreveu a desembargadora.

Débora Seabra, 36, primeira professora com síndrome de Down do Brasil escreveu uma carta em resposta à juíza que é uma verdadeira lição de tolerância e amor contra o ódio. Leia:

“Não quero bater boca com você! Só quero dizer que tenho síndrome de Down e sou professora auxiliar de crianças em uma escola de Natal (RN). Trabalho à tarde todos os dias com minha equipe que tem uma professora titular. Eu ensino muitas coisas para as crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito pelas outras, aceitem as diferenças de cada uma, ajudem a quem precisa mais. Eu estudo o planejamento, eu participo das reuniões, eu dou opiniões, eu conto histórias para as crianças e mais um monte de coisas. O que eu acho mais importante de tudo isso é ensinar a incluir as crianças e todo mundo pra acabar com o preconceito porque é crime. Quem discrimina é criminoso“, escreveu Débora.

Segundo apurou o site DCM, o grupo ‘Magistratura Free’ registra 2.798 membros, entre juízes na ativa e aposentados em todo o Brasil e também no exterior.

Na descrição do grupo, um aviso: “Se não é juiz, não peça sua inscrição, pois não será aceita. Favor não insistir. Grato”.

Repercussão

A Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down publicou uma carta de repúdio “à demonstração de preconceito manifestado por uma autoridade pública, a desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em relação às pessoas com síndrome de Down”.

Na carta, a associação ressalta a luta empreendida pela sociedade e pelo estado brasileiro pela garantia dos direitos das pessoas com deficiência e critica a postura da magistrada.

“A FBASD considera que a mensagem carregada de preconceito, ofende, definitivamente, os ditames impostos aos juízes por seu Código de Ética. Textos dessa natureza claramente denigrem a magistratura e, assim, devem ser rigorosamente apurados pelos órgãos competentes, tais quais a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e o Conselho Nacional de Justiça.”

Nas redes sociais, internautas também repudiaram a desembargadora. “A pessoa que se diz ser “desembargadora” sabe o que essa professora pode ensinar para alguém? Amor! Coisa que você não sabe o que é. Eu tenho 2 pessoas com síndrome de down em casa e te falo: são mais humanos que você”, escreveu uma usuária.

“Que falta de respeito. Imagino o que essa desembargadora deve ter falado sobre Stephen Hawking: quem esse inválido entravado numa cadeira de rodas pensa que é?”, publicou outro.

Fonte: G1



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Acidente na Avenida Porto Alegre: Carro capota e mobiliza resgate em Primavera do Leste


O tráfego intenso na Avenida Porto Alegre exige cautela constante, e ocorrências como esta servem de alerta para a importância da direção prudente.

Um acidente de trânsito ocorrido na tarde deste domingo (12) causou movimentação na Avenida Porto Alegre, uma das vias mais movimentadas de Primavera do Leste. Um Chevrolet Prisma (placas NJJ-6878) capotou após colidir com um veículo T-Cross, parando atravessado na pista e gerando preocupação entre populares que transitavam pelo local.

 

De acordo com relatos dos ocupantes do T-Cross, o motorista e os demais passageiros do Prisma abandonaram o local do acidente antes da chegada das autoridades. As causas da colisão ainda são desconhecidas e deverão ser investigadas pela polícia.

 

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram prontamente deslocadas para atender à ocorrência. Apesar da imagem impactante do veículo capotado, os socorristas constataram que não havia ninguém no interior do automóvel e que não houve vítimas, concentrando os trabalhos no registro do caso e na organização da área.

 

A Polícia Militar isolou parte da avenida para controlar o fluxo de veículos e assegurar que a remoção do carro fosse realizada de forma segura.

 

O episódio serve como um lembrete urgente sobre a segurança viária. Dada a alta circulação de veículos na Avenida Porto Alegre durante todo o período, autoridades reforçam a necessidade de respeito à sinalização e aos limites de velocidade, medidas fundamentais para prevenir acidentes graves.

 

Com informações O MT Regional que segue monitorando o caso e atualizará as informações assim que novos dados forem fornecidos pelas autoridades competentes.


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