Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 27 de Maio de 2026

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Funcionária é demitida por tomar água



A empresa GR Serviços e Alimentação, proprietária de uma franquia da cafeteria Casa do Pão de Queijo, foi condenada pela Justiça do Trabalho de São Paulo a indenizar uma ex-funcionária que foi demitida por beber uma garrafa de 500 ml de água durante o expediente. A decisão ainda cabe recurso.

A Justiça determinou o pagamento de R$ 11.291 por dano moral, além de verbas relativas à demissão sem justa causa, que totalizam aproximadamente R$ 35 mil. A GR Serviços e Alimentação informou ao G1 que vai recorrer, pois a decisão não condiz com as condições de trabalho na empresa.

De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), a empresa não fornecia água, nem disponibilizava filtro ou bebedouro para os empregados, descumprindo as normas previstas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

“A reclamada não contratou robôs. Seus empregados são seres humanos. Não se trata de luxo ou capricho, mas de necessidade fisiológica. A atitude de despedir sua empregada por justa causa por beber uma garrafa de água é, além de um exagero, um exemplo de desrespeito ao mais elementar direito de qualquer ser humano, que é o de matar a própria sede”, disse a juíza Luciana Bezerra de Oliveira na sentença.

Versão da funcionária

A ex-funcionária, de 21 anos, trabalhou como atendente na loja do grupo localizada no Terminal Rodoviário do Tietê, Zona Norte de São Paulo, por pelo menos três anos.

“Havia um bebedouro no local, mas um dia removeram o equipamento dali e a orientação que recebi era de que poderíamos consumir uma garrafa de água da loja desde que anotássemos no caderno. Foi o que eu fiz”, afirma a atendente demitida, que está desempregada desde dezembro.

Na volta do almoço, o gerente imediatamente me chamou para comparecer ao RH, onde me mostraram uma foto minha bebendo água. Perguntaram se eu sabia que a atitude era quebra de procedimento da loja e insistiram para que eu assinasse o documento que atestasse a minha própria demissão por justa causa. Eu respondi que sabia da existência da câmera de monitoramento e não vi qualquer problema em ser filmada tomando água. Me recusei a pedir demissão.”

Versão da empresa

A GR Serviços e Alimentação informou em nota que vai recorrer da decisão, que, segundo a empresa, “foi baseada em uma versão que não reflete o verdadeiro motivo da demissão e não condiz com as condições de trabalho oferecidas aos seus colaboradores”.

Ainda de acordo com a empresa, os funcionários têm acesso adequado a água e alimentação.

Fonte: Notícias Minuto



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Polícia

Operação policial combate avanço de Facção criminosa sobre associação comunitária na região distrito Nova Poxoréu


A Operação Dreamfall reforça um cenário que já vinha sendo monitorado pelas autoridades: a tentativa de facções criminosas de estabelecer controle paralelo sobre comunidades inteiras

A Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO/MT) deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 27, a Operação Dreamfall, voltada ao enfrentamento da atuação de uma facção criminosa com influência em Primavera do Leste, a partir da região de Nova Poxoréu, especialmente no “Vale dos Sonhos”.

As investigações revelam que integrantes da facção teriam assumido o controle de uma associação de moradores da comunidade, utilizando intimidação, ameaças e violência para dominar a entidade comunitária e ampliar o poder da organização criminosa na região.

De acordo com informações da Polícia Federal, o grupo passou a impor cobranças obrigatórias aos moradores, exigindo pagamentos mensais e até taxas ligadas ao acesso de serviços essenciais, como abastecimento de água e fornecimento de energia elétrica.

A operação teve origem após compartilhamento de informações realizado pelo Comando Regional da Polícia Militar de Primavera do Leste, que identificou indícios da presença estruturada da facção no distrito.

Durante a ação policial desta quarta-feira, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias do Polo de Rondonópolis.

Além das acusações de organização criminosa, extorsão e lavagem de dinheiro, os investigados também poderão responder com base na nova Lei Federal nº 15.358/2026, criada especificamente para endurecer o combate às facções criminosas no país. A legislação prevê penas que podem ultrapassar 40 anos de prisão, sobretudo em casos envolvendo domínio territorial, exploração ilegal de serviços e intimidação coletiva.

A atuação criminosa no Vale dos Sonhos acendeu alerta entre autoridades de segurança pública devido à ligação direta da comunidade com Primavera do Leste. Embora o distrito pertença administrativamente ao município de Poxoréu, grande parte da população depende da estrutura econômica, comercial e de serviços da cidade vizinha.

Nos bastidores das forças de segurança, a preocupação é de que organizações criminosas estejam tentando ocupar espaços comunitários em regiões periféricas e distritos em expansão, aproveitando fragilidades sociais, ausência de infraestrutura e disputas locais para consolidar influência.

A Operação Dreamfall reforça um cenário que já vinha sendo monitorado pelas autoridades: a tentativa de facções criminosas de estabelecer controle paralelo sobre comunidades inteiras, assumindo inclusive funções que deveriam ser garantidas pelo poder público.

 


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