Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 05 de Janeiro de 2026

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Futuro presidente terá de enfrentar financiamento do SUS



A revitalização do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo atendimento exclusivo de cerca de 75% da população brasileira, hoje estimada em 208,5 milhões de pessoas, está entre os principais desafios do próximo presidente da República, juntamente com a segurança pública e a geração de empregos. Segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS é um dos maiores sistemas de saúde do mundo: em 2017 foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.

Entre os procedimentos mais frequentes, ao longo do ano passado, estão, por exemplo, consulta médica em atenção básica e especializada, visita domiciliar, administração de medicamentos em atenção básica e especializada, aferição de pressão arterial e atendimento médico em UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A estrutura do SUS em todo o Brasil envolve 42.606 unidades básicas de saúde e o mesmo número de equipes do programa Saúde da Família, 596 UPAs, 2.552 centros de atenção psicossocial (Caps), 1.355 hospitais psiquiátricos, 436.887 leitos, 3.307 ambulâncias, 219 bancos de leite humano e 4.705 hospitais conveniados (públicos, filantrópicos e privados).

 

Info sus 2018
Info sus 2018 – EBC

Para financiar essa rede de atendimento, a pasta da Saúde tem o maior orçamento da Esplanada dos Ministérios. Em 2018, a previsão no Orçamento Geral da União é de R$ 130,2 bilhões, sendo R$ 119,3 bilhões para ações e serviços públicos. Quem está na ponta do sistema, no entanto, reclama de subfinanciamento da saúde pública.

Diagnóstico

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Leonardo Vilela, as verbas federais são “absolutamente insuficientes” para custear o sistema público, o que vem obrigando os estados e os municípios a ampliarem sua participação. Isso, conforme Vilela, resulta em hospitais privados conveniados quebrando, filantrópicos endividados e atendimento precário nos hospitais públicos. “Se o próximo presidente não resolver a questão do financiamento, o sistema vai entrar em colapso”, afirmou.

O diagnóstico do presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães Junqueira, segue a mesma linha. “Os repasses federais vêm caindo nos últimos tempos. Não levam em conta aumento da população, nem o aumento do desemprego que joga mais pessoas no SUS, nem o envelhecimento da população, com consequente aumento das doenças crônicas. Também não considera os avanços tecnológicos, que custam caro”, argumentou.

Cálculos feitos pelos dois conselhos, com base em dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde, mostram uma linha decrescente no fluxo de recursos federais para financiamento da saúde pública. Em 1993, a participação da União era de 72%, dos municípios, 16%; e dos estados, 12%. Em 2002, a União entrou com 52,4% das verbas, os municípios, com 25,5%; e os estados, com 22,1%.

No ano passado, a União aplicou R$ 115,3 bilhões em saúde, o que representa 43,4% do total de recursos públicos investidos no SUS. Os municípios entraram com R$ 81,8 bilhões (30,8%), e os estados com R$ 68,3 bilhões (25,8%).

Os dois secretários reconhecem a necessidade de melhorar a gestão do sistema público, por meio do treinamento e capacitação de gestores dos hospitais e unidades de saúde, mas argumentam que, ainda assim, a verba é insuficiente para atender a demanda da população. Segundo Vilela, a crise econômica, além de reduzir a arrecadação de impostos, colocou no sistema os trabalhadores desempregados que perderam planos de saúde, sobrecarregando ainda mais a rede pública. “Até para melhorar a gestão precisamos de mais recursos, pois um dos caminhos, a informatização, custa dinheiro”, disse.

Para o Conasems, um dos caminhos para ampliar o financiamento da saúde pública é a revisão da política de isenções fiscais concedidas a setores produtivos. “As desonerações representam mais do que o dobro do orçamento do Ministério da Saúde”, afirmou. Além disso, os conselhos defendem revisão das competências dos três entes da Federação e da repartição da arrecadação, bem como de leis que engessam a administração pública, refletindo diretamente na gestão do sistema de saúde.

Referência

Apesar das dificuldades, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial. São bons exemplos a terapia antirretroviral, o sistema público de transplantes, o programa de imunizações, o banco de leite materno e a assistência farmacêutica. O SUS fornece 22 antirretrovirais, em 38 apresentações farmacêuticas, para o tratamento de portadores do HIV em todo o país. A organização do banco de leite humano brasileiro é referência para 40 países, sendo que 23 têm cooperação internacional com o Brasil para utilização do modelo.

Doação de leite materno
SUS é referência em banco de leite humano – Elza Fiúza/Arquivo/Agência
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Segundo o Ministério da Saúde, o SUS mantém o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo, servindo de referência para outros países. No Brasil, 87% dos transplantes de órgãos sólidos são feitos no SUS, cujo paciente tem acesso à assistência integral – exames preparatórios, cirurgias, acompanhamento e medicamentos pós-transplantes.

A rede brasileira tem centrais de transplantes nas 27 unidades da Federação e conta com 13 câmaras técnicas nacionais, além de 494 estabelecimentos que realizam transplantes e 1.244 equipes habilitadas. Há também 70 organizações de busca de órgãos e 62 bancos de tecidos.

FONTE: Agência Brasil



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Réveillon da Prosperidade reúne multidão e marca novo tempo em Primavera do Leste


Prefeito Sérgio Machnic destacau que a celebração reflete uma nova forma de governar

A programação garantiu entretenimento de qualidade, fortalecendo o sentimento de pertencimento da comunidade

A virada do ano em Primavera do Leste foi marcada por emoção, grande participação popular e valorização da cultura local. Uma multidão compareceu ao espaço de eventos da Lagoa Municipal Vô Pedro Viana para celebrar o fim de 2025 e recepcionar 2026, em uma festa que simbolizou não apenas a chegada de um novo ano, mas também o encerramento do primeiro ano da nova gestão municipal, do prefeito Sérgio Machnic.

 

Organizado pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Lazer e Juventude (Secult), o Réveillon 2025–2026 consolidou-se como um evento planejado, bem estruturado e alinhado aos princípios da atual administração, priorizando responsabilidade com os recursos públicos e incentivo aos talentos da cidade.

 

O prefeito Sérgio Machnic destacou que a celebração reflete uma nova forma de governar, adotada desde o início do mandato. “Nós temos que respeitar o dinheiro do contribuinte e buscar fazer muito com pouco. Foi um ano de aprendizado, de colocar a casa em dia, e agora entramos em 2026 desejando muita saúde, paz, alegria e sabedoria para todas as famílias primaverenses”, afirmou o prefeito, ao desejar um ano novo de bênçãos e prosperidade à população.

 

Ele também ressaltou a importância de valorizar os talentos locais, reunindo, a exemplo de outros eventos, artistas da cidade que contribuem diretamente com o desenvolvimento e são igualmente valorizados pela população. “São primaverenses que ajudam a fazer a diferença no dia a dia, que integram a nossa cultura artística, tanto na música quanto em outras artes”, completou.

 

Na sequência, o secretário municipal de Cultura, Turismo, Lazer e Juventude, Leopoldino André, ressaltou que este foi o primeiro Réveillon da atual gestão e que o evento já demonstra o compromisso da administração com a identidade cultural do município.

 

“No primeiro Réveillon da gestão Sérgio Machnic, o nosso esforço foi, a pedido do prefeito e por meio do município, valorizar a nossa cultura local, valorizar aquilo que é nosso e, de fato, reconhecer os nossos artistas. Pela primeira vez na história de Primavera do Leste, nós temos seis artistas locais no mesmo palco, profissionais que passam o ano todo se esforçando e se dedicando à nossa cidade”, ressaltou.

 

A programação garantiu entretenimento de qualidade, fortalecendo o sentimento de pertencimento da comunidade. Outro ponto que chamou a atenção do público foi a queima de fogos, realizada de forma silenciosa, em conformidade com a legislação municipal. A iniciativa garantiu inclusão e respeito às pessoas e foi uma das maiores registrada no município.


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