Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 18 de Maio de 2026

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Futuro presidente terá de enfrentar financiamento do SUS



A revitalização do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo atendimento exclusivo de cerca de 75% da população brasileira, hoje estimada em 208,5 milhões de pessoas, está entre os principais desafios do próximo presidente da República, juntamente com a segurança pública e a geração de empregos. Segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS é um dos maiores sistemas de saúde do mundo: em 2017 foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.

Entre os procedimentos mais frequentes, ao longo do ano passado, estão, por exemplo, consulta médica em atenção básica e especializada, visita domiciliar, administração de medicamentos em atenção básica e especializada, aferição de pressão arterial e atendimento médico em UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A estrutura do SUS em todo o Brasil envolve 42.606 unidades básicas de saúde e o mesmo número de equipes do programa Saúde da Família, 596 UPAs, 2.552 centros de atenção psicossocial (Caps), 1.355 hospitais psiquiátricos, 436.887 leitos, 3.307 ambulâncias, 219 bancos de leite humano e 4.705 hospitais conveniados (públicos, filantrópicos e privados).

 

Info sus 2018
Info sus 2018 – EBC

Para financiar essa rede de atendimento, a pasta da Saúde tem o maior orçamento da Esplanada dos Ministérios. Em 2018, a previsão no Orçamento Geral da União é de R$ 130,2 bilhões, sendo R$ 119,3 bilhões para ações e serviços públicos. Quem está na ponta do sistema, no entanto, reclama de subfinanciamento da saúde pública.

Diagnóstico

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Leonardo Vilela, as verbas federais são “absolutamente insuficientes” para custear o sistema público, o que vem obrigando os estados e os municípios a ampliarem sua participação. Isso, conforme Vilela, resulta em hospitais privados conveniados quebrando, filantrópicos endividados e atendimento precário nos hospitais públicos. “Se o próximo presidente não resolver a questão do financiamento, o sistema vai entrar em colapso”, afirmou.

O diagnóstico do presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães Junqueira, segue a mesma linha. “Os repasses federais vêm caindo nos últimos tempos. Não levam em conta aumento da população, nem o aumento do desemprego que joga mais pessoas no SUS, nem o envelhecimento da população, com consequente aumento das doenças crônicas. Também não considera os avanços tecnológicos, que custam caro”, argumentou.

Cálculos feitos pelos dois conselhos, com base em dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde, mostram uma linha decrescente no fluxo de recursos federais para financiamento da saúde pública. Em 1993, a participação da União era de 72%, dos municípios, 16%; e dos estados, 12%. Em 2002, a União entrou com 52,4% das verbas, os municípios, com 25,5%; e os estados, com 22,1%.

No ano passado, a União aplicou R$ 115,3 bilhões em saúde, o que representa 43,4% do total de recursos públicos investidos no SUS. Os municípios entraram com R$ 81,8 bilhões (30,8%), e os estados com R$ 68,3 bilhões (25,8%).

Os dois secretários reconhecem a necessidade de melhorar a gestão do sistema público, por meio do treinamento e capacitação de gestores dos hospitais e unidades de saúde, mas argumentam que, ainda assim, a verba é insuficiente para atender a demanda da população. Segundo Vilela, a crise econômica, além de reduzir a arrecadação de impostos, colocou no sistema os trabalhadores desempregados que perderam planos de saúde, sobrecarregando ainda mais a rede pública. “Até para melhorar a gestão precisamos de mais recursos, pois um dos caminhos, a informatização, custa dinheiro”, disse.

Para o Conasems, um dos caminhos para ampliar o financiamento da saúde pública é a revisão da política de isenções fiscais concedidas a setores produtivos. “As desonerações representam mais do que o dobro do orçamento do Ministério da Saúde”, afirmou. Além disso, os conselhos defendem revisão das competências dos três entes da Federação e da repartição da arrecadação, bem como de leis que engessam a administração pública, refletindo diretamente na gestão do sistema de saúde.

Referência

Apesar das dificuldades, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial. São bons exemplos a terapia antirretroviral, o sistema público de transplantes, o programa de imunizações, o banco de leite materno e a assistência farmacêutica. O SUS fornece 22 antirretrovirais, em 38 apresentações farmacêuticas, para o tratamento de portadores do HIV em todo o país. A organização do banco de leite humano brasileiro é referência para 40 países, sendo que 23 têm cooperação internacional com o Brasil para utilização do modelo.

Doação de leite materno
SUS é referência em banco de leite humano – Elza Fiúza/Arquivo/Agência
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Segundo o Ministério da Saúde, o SUS mantém o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo, servindo de referência para outros países. No Brasil, 87% dos transplantes de órgãos sólidos são feitos no SUS, cujo paciente tem acesso à assistência integral – exames preparatórios, cirurgias, acompanhamento e medicamentos pós-transplantes.

A rede brasileira tem centrais de transplantes nas 27 unidades da Federação e conta com 13 câmaras técnicas nacionais, além de 494 estabelecimentos que realizam transplantes e 1.244 equipes habilitadas. Há também 70 organizações de busca de órgãos e 62 bancos de tecidos.

FONTE: Agência Brasil



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Feira de adoção do Castrapet reúne população e reforça cuidado animal em Primavera do Leste


Ação promovida pelas secretarias de Meio Ambiente e Saúde contou com vacinação antirrábica, adoção responsável e votação do nome do novo parque municipal

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde, realizou na tarde deste domingo (17), a primeira feira de adoção do Castrapet em Primavera do Leste. A ação aconteceu com a participação das associações Adorável Aumigo e SOS Animais e integrou o calendário de comemorações dos 40 anos do município.

 

Durante a ação, diversos animais entre filhotes e adultos ficaram disponíveis para adoção responsável, além da oferta gratuita de vacinação antirrábica realizada pela Vigilância Ambiental.

 

O secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Rocha, destacou a importância da iniciativa para o município e para a causa animal.

 

“Estamos aqui promovendo uma ação de doação de animais, abrindo para a população a possibilidade de adotar filhotes e animais adultos que estão expostos aqui no estande. É uma ação conjunta com a Secretaria de Saúde e Vigilância Ambiental, que também está disponibilizando a vacina antirrábica. Então a pessoa já pode adotar o animal e sair com ele vacinado. É uma tarde especial em comemoração ao aniversário da cidade, um domingo de alegria para toda a população”, afirmou.

 

Além da feira de adoção, a população também pôde participar da votação popular para escolha do nome do novo parque municipal criado no início deste ano. Entre os nomes disponíveis para votação estão Parque Raízes das Águas, Parque Raízes do Cerrado, Parque Aurora e Parque Primavera.

 

A coordenadora da Vigilância Ambiental, Juscilene Rosa, explicou que a vacinação antirrábica segue disponível durante todo o ano no município.

 

“Nós iniciamos agora em 2026 a vacinação antirrábica e hoje estamos aqui na Lagoa Vô Pedro Viana realizando essa ação. Toda a população pode trazer seus animais acima de três meses para vacinar gratuitamente, não apenas os animais adotados na feira. A campanha acontece durante o ano todo e quem quiser também pode procurar a Vigilância Ambiental para realizar a vacinação”, destacou.

 

Quem também participou da ação foi a vereadora Maria do Super Compras, conhecida pelo trabalho e defesa da causa animal no município. Ela ressaltou a importância de iniciativas voltadas à adoção responsável.

 

“Essa ação é muito importante porque é o coroamento de tudo aquilo que a gente faz. A gente resgata o animal da rua, faz os cuidados necessários, realiza a adoção e depois acompanha como ele está no novo lar. Também fazemos o termo de adoção para garantir a responsabilidade sobre aquele animal”, disse.

 

A ação reforça o compromisso da gestão municipal com o bem-estar animal, promovendo conscientização, adoção responsável e ampliando os cuidados voltados aos animais em Primavera do Leste.

 


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