Primavera do Leste / MT - Sábado, 16 de Maio de 2026

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Futuro presidente terá de enfrentar financiamento do SUS



A revitalização do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo atendimento exclusivo de cerca de 75% da população brasileira, hoje estimada em 208,5 milhões de pessoas, está entre os principais desafios do próximo presidente da República, juntamente com a segurança pública e a geração de empregos. Segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS é um dos maiores sistemas de saúde do mundo: em 2017 foram realizados 3,9 bilhões de atendimentos na rede credenciada.

Entre os procedimentos mais frequentes, ao longo do ano passado, estão, por exemplo, consulta médica em atenção básica e especializada, visita domiciliar, administração de medicamentos em atenção básica e especializada, aferição de pressão arterial e atendimento médico em UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A estrutura do SUS em todo o Brasil envolve 42.606 unidades básicas de saúde e o mesmo número de equipes do programa Saúde da Família, 596 UPAs, 2.552 centros de atenção psicossocial (Caps), 1.355 hospitais psiquiátricos, 436.887 leitos, 3.307 ambulâncias, 219 bancos de leite humano e 4.705 hospitais conveniados (públicos, filantrópicos e privados).

 

Info sus 2018
Info sus 2018 – EBC

Para financiar essa rede de atendimento, a pasta da Saúde tem o maior orçamento da Esplanada dos Ministérios. Em 2018, a previsão no Orçamento Geral da União é de R$ 130,2 bilhões, sendo R$ 119,3 bilhões para ações e serviços públicos. Quem está na ponta do sistema, no entanto, reclama de subfinanciamento da saúde pública.

Diagnóstico

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Leonardo Vilela, as verbas federais são “absolutamente insuficientes” para custear o sistema público, o que vem obrigando os estados e os municípios a ampliarem sua participação. Isso, conforme Vilela, resulta em hospitais privados conveniados quebrando, filantrópicos endividados e atendimento precário nos hospitais públicos. “Se o próximo presidente não resolver a questão do financiamento, o sistema vai entrar em colapso”, afirmou.

O diagnóstico do presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Guimarães Junqueira, segue a mesma linha. “Os repasses federais vêm caindo nos últimos tempos. Não levam em conta aumento da população, nem o aumento do desemprego que joga mais pessoas no SUS, nem o envelhecimento da população, com consequente aumento das doenças crônicas. Também não considera os avanços tecnológicos, que custam caro”, argumentou.

Cálculos feitos pelos dois conselhos, com base em dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde, mostram uma linha decrescente no fluxo de recursos federais para financiamento da saúde pública. Em 1993, a participação da União era de 72%, dos municípios, 16%; e dos estados, 12%. Em 2002, a União entrou com 52,4% das verbas, os municípios, com 25,5%; e os estados, com 22,1%.

No ano passado, a União aplicou R$ 115,3 bilhões em saúde, o que representa 43,4% do total de recursos públicos investidos no SUS. Os municípios entraram com R$ 81,8 bilhões (30,8%), e os estados com R$ 68,3 bilhões (25,8%).

Os dois secretários reconhecem a necessidade de melhorar a gestão do sistema público, por meio do treinamento e capacitação de gestores dos hospitais e unidades de saúde, mas argumentam que, ainda assim, a verba é insuficiente para atender a demanda da população. Segundo Vilela, a crise econômica, além de reduzir a arrecadação de impostos, colocou no sistema os trabalhadores desempregados que perderam planos de saúde, sobrecarregando ainda mais a rede pública. “Até para melhorar a gestão precisamos de mais recursos, pois um dos caminhos, a informatização, custa dinheiro”, disse.

Para o Conasems, um dos caminhos para ampliar o financiamento da saúde pública é a revisão da política de isenções fiscais concedidas a setores produtivos. “As desonerações representam mais do que o dobro do orçamento do Ministério da Saúde”, afirmou. Além disso, os conselhos defendem revisão das competências dos três entes da Federação e da repartição da arrecadação, bem como de leis que engessam a administração pública, refletindo diretamente na gestão do sistema de saúde.

Referência

Apesar das dificuldades, o Ministério da Saúde vê no SUS áreas de referência mundial. São bons exemplos a terapia antirretroviral, o sistema público de transplantes, o programa de imunizações, o banco de leite materno e a assistência farmacêutica. O SUS fornece 22 antirretrovirais, em 38 apresentações farmacêuticas, para o tratamento de portadores do HIV em todo o país. A organização do banco de leite humano brasileiro é referência para 40 países, sendo que 23 têm cooperação internacional com o Brasil para utilização do modelo.

Doação de leite materno
SUS é referência em banco de leite humano – Elza Fiúza/Arquivo/Agência
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Segundo o Ministério da Saúde, o SUS mantém o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo, servindo de referência para outros países. No Brasil, 87% dos transplantes de órgãos sólidos são feitos no SUS, cujo paciente tem acesso à assistência integral – exames preparatórios, cirurgias, acompanhamento e medicamentos pós-transplantes.

A rede brasileira tem centrais de transplantes nas 27 unidades da Federação e conta com 13 câmaras técnicas nacionais, além de 494 estabelecimentos que realizam transplantes e 1.244 equipes habilitadas. Há também 70 organizações de busca de órgãos e 62 bancos de tecidos.

FONTE: Agência Brasil



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Vira Saúde amplia atendimentos e reforça compromisso da gestão com a saúde da população em Primavera do Leste


Desde o lançamento, o Vira Saúde vem sendo apontado pela administração municipal como uma das principais estratégias para fortalecer a atenção básica

 

A vice-prefeita Iva Viana reforça que o programa segue a determinação da gestão municipal de ampliar o cuidado com a população
A Secretaria Municipal de Saúde de Primavera do Leste realizou neste sábado (16) mais uma etapa do programa Vira Saúde, iniciativa lançada recentemente pela administração municipal e que já vem beneficiando milhares de moradores com consultas, exames e procedimentos especializados em diferentes unidades de saúde do município.

 

As ações ocorreram em Estratégias de Saúde da Família (ESFs), além de atendimentos no CEMOC, Clínica da Mulher e Centro de Imagem, mobilizando equipes da saúde mesmo durante o fim de semana para acelerar atendimentos e reduzir filas de espera.

 

Representando a gestão do prefeito Sérgio Machnic, a vice-prefeita Iva Viana acompanhou os trabalhos no ESF do bairro Padre Onesto Costa e destacou a adesão da população ao programa.

 

“Estamos aqui hoje acompanhando o projeto do Vira Saúde. Andamos em vários bairros, em vários ESFs, e todos eles a população aderiu, está vindo, está fazendo seus exames. É isso que nós precisamos. Quem ainda não fez ou não foi chamado, vai ser chamado para fazer seus exames. Tenho certeza que o Vira Saúde vai fazer a diferença na vida das pessoas”, afirmou.

 

A secretária municipal de Saúde, Laura Leandra, ressaltou que o programa foi criado justamente para ampliar o acesso da população aos serviços e agilizar procedimentos represados. “O Vira Saúde veio para virar mesmo. Só aqui no Padre Onesto Costa foram atendidas aproximadamente 200 pessoas, com cerca de 2 mil procedimentos de exames de sangue, o que vai significar redução na fila de espera. É uma felicidade acompanhar esse programa acontecendo”, destacou.

Laura Leandra também fez questão de agradecer o empenho das equipes envolvidas na ação. “Agradecemos aos colaboradores da Secretaria de Saúde que deixaram suas famílias para estar aqui trabalhando neste sábado. Tenho convicção de que o Vira Saúde veio para mudar mesmo”, completou.

Somente neste sábado, a programação do Vira Saúde mobilizou milhares de exames e atendimentos em diferentes regiões da cidade. No ESF 13, no bairro Padre Onesto Costa, o laboratório Acertalab realizou 2.010 exames laboratoriais. Já no ESF 03, no São Cristóvão, o laboratório Biolab também executou outros 2.010 exames.

 

No ESF 09, no Primavera III, o laboratório Conceito realizou 1.200 exames laboratoriais durante a ação.
Além dos atendimentos laboratoriais, o CEMOC realizou 20 pequenas cirurgias ao longo do dia. Na Clínica da Mulher foram disponibilizadas 72 consultas ginecológicas, divididas entre os atendimentos dos médicos.
O Centro de Imagem também integrou a programação do mutirão, com 60 exames de rins e outros 40 exames de raio-x realizados durante o sábado.

 

A vice-prefeita Iva Viana também reforçou que o programa segue a determinação da gestão municipal de ampliar o cuidado com a população. “O prefeito Sérgio quer que o povo seja bem cuidado e tenha saúde. Essa é a nossa bandeira: cuidar da população”, enfatizou Iva Viana.

 

Desde o lançamento, o Vira Saúde vem sendo apontado pela administração municipal como uma das principais estratégias para fortalecer a atenção básica, reduzir filas e garantir mais agilidade nos atendimentos em Primavera do Leste.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação

Autor: RAIZA NASCIMENTO


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