Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Presidente eleito, Bolsonaro fica em casa no primeiro dia após 2º turno



O presidente eleito Jair Bolsonaro ficará em casa e aproveitará esta segunda-feira (29), após o segundo turno das eleições, para descansar.

Candidato pelo PSL, o capitão reformado do Exército derrotou o petista Fernando Haddad neste domingo (28) com 55% dos votos e foi eleito o 38º presidente do Brasil.

Bolsonaro concede entrevista após ser eleito presidente, em sua casa, no último domingo (28) — Foto: TV Globo

Bolsonaro concede entrevista após ser eleito presidente, em sua casa, no último domingo (28) — Foto: TV Globo

Jair Messias Bolsonaro interrompeu um ciclo de vitórias do PT que vinha desde 2002. O trunfo foi confirmado às 19h18, quando, com 94,44% das seções apuradas, Bolsonaro alcançou 55.205.640 votos (55,54% dos válidos) e não podia mais ser ultrapassado por Haddad, que naquele momento somava 44.193.523 (44,46%).

Com 100% das seções apuradas, Bolsonaro recebeu 57.797.073 votos (55,13%) e Haddad, 47.039.291 (44,87%).

No discurso da vitória, Bolsonaro afirmou que o novo governo será um “defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”.

Na manhã desta segunda-feira (29), entrada do condomínio de Bolsonaro estava vazia — Foto: Narayanna Borges/GloboNews

Na manhã desta segunda-feira (29), entrada do condomínio de Bolsonaro estava vazia — Foto: Narayanna Borges/GloboNews

Vida política

Aos 63 anos, capitão reformado do Exército, deputado federal desde 1991 e dono de uma extensa lista de declarações polêmicas, Jair Bolsonaro materializou em votos o apoio que cultivou e ampliou a partir das redes sociais e em viagens pelo Brasil para obter o mandato de presidente de 2019 a 2022.

Na campanha, por meio das redes sociais e do aplicativo de mensagens WhatsApp, apostou em um discurso conservador nos costumes, de aceno liberal na economia, de linha dura no combate à corrupção e à violência urbana e opositor do PT e da esquerda.

Com isso, se tornou um fenômeno eleitoral ao vencer a corrida presidencial filiado a uma legenda sem alianças formais com grandes partidos, com pouco tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV e distante das ruas na maior parte da campanha, em razão do atentadono qual sofreu uma facada que lhe perfurou o abdômen.

Após quatro vitórias consecutivas do PT em eleições presidenciais (2002, 2006, 2010 e 2014), o novo presidente eleito se apresenta como um político de direita.

Bolsonaro e a mulher, Michelle, durante a votação no 2º turno — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Bolsonaro e a mulher, Michelle, durante a votação no 2º turno — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Cidades pelo Brasil tiveram comemorações

Após o anúncio da vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na eleição presidencial,diversas cidades pelo país tiveram comemorações, buzinaços e fogos de artifício. No Rio de Janeiro, muitos eleitores se reuniram na frente do condomínio onde vive o presidente eleito.

Mulher bate continência durante festa pela eleição de Bolsonaro na Barra de Tijuca, Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Mulher bate continência durante festa pela eleição de Bolsonaro na Barra de Tijuca, Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Apoiador de Bolsonaro comemora vitória na Avenida Paulista com máscara de Donald Trump — Foto: Fábio Tito/G1

Apoiador de Bolsonaro comemora vitória na Avenida Paulista com máscara de Donald Trump — Foto: Fábio Tito/G1

Festa na Barra da Tijuca, Rio, após a eleição de Jair Bolsonaro — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Festa na Barra da Tijuca, Rio, após a eleição de Jair Bolsonaro — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Eleitores festejam a vitória de Bolsonaro, em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters

Eleitores festejam a vitória de Bolsonaro, em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters

Apoiadores de Bolsonaro comemoram resultado da eleição em frente à sede da PF, em Curitiba — Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

Apoiadores de Bolsonaro comemoram resultado da eleição em frente à sede da PF, em Curitiba — Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

Fonte: Globo.com



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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