Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2026

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Presidente eleito, Bolsonaro fica em casa no primeiro dia após 2º turno



O presidente eleito Jair Bolsonaro ficará em casa e aproveitará esta segunda-feira (29), após o segundo turno das eleições, para descansar.

Candidato pelo PSL, o capitão reformado do Exército derrotou o petista Fernando Haddad neste domingo (28) com 55% dos votos e foi eleito o 38º presidente do Brasil.

Bolsonaro concede entrevista após ser eleito presidente, em sua casa, no último domingo (28) — Foto: TV Globo

Bolsonaro concede entrevista após ser eleito presidente, em sua casa, no último domingo (28) — Foto: TV Globo

Jair Messias Bolsonaro interrompeu um ciclo de vitórias do PT que vinha desde 2002. O trunfo foi confirmado às 19h18, quando, com 94,44% das seções apuradas, Bolsonaro alcançou 55.205.640 votos (55,54% dos válidos) e não podia mais ser ultrapassado por Haddad, que naquele momento somava 44.193.523 (44,46%).

Com 100% das seções apuradas, Bolsonaro recebeu 57.797.073 votos (55,13%) e Haddad, 47.039.291 (44,87%).

No discurso da vitória, Bolsonaro afirmou que o novo governo será um “defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”.

Na manhã desta segunda-feira (29), entrada do condomínio de Bolsonaro estava vazia — Foto: Narayanna Borges/GloboNews

Na manhã desta segunda-feira (29), entrada do condomínio de Bolsonaro estava vazia — Foto: Narayanna Borges/GloboNews

Vida política

Aos 63 anos, capitão reformado do Exército, deputado federal desde 1991 e dono de uma extensa lista de declarações polêmicas, Jair Bolsonaro materializou em votos o apoio que cultivou e ampliou a partir das redes sociais e em viagens pelo Brasil para obter o mandato de presidente de 2019 a 2022.

Na campanha, por meio das redes sociais e do aplicativo de mensagens WhatsApp, apostou em um discurso conservador nos costumes, de aceno liberal na economia, de linha dura no combate à corrupção e à violência urbana e opositor do PT e da esquerda.

Com isso, se tornou um fenômeno eleitoral ao vencer a corrida presidencial filiado a uma legenda sem alianças formais com grandes partidos, com pouco tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV e distante das ruas na maior parte da campanha, em razão do atentadono qual sofreu uma facada que lhe perfurou o abdômen.

Após quatro vitórias consecutivas do PT em eleições presidenciais (2002, 2006, 2010 e 2014), o novo presidente eleito se apresenta como um político de direita.

Bolsonaro e a mulher, Michelle, durante a votação no 2º turno — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Bolsonaro e a mulher, Michelle, durante a votação no 2º turno — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Cidades pelo Brasil tiveram comemorações

Após o anúncio da vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na eleição presidencial,diversas cidades pelo país tiveram comemorações, buzinaços e fogos de artifício. No Rio de Janeiro, muitos eleitores se reuniram na frente do condomínio onde vive o presidente eleito.

Mulher bate continência durante festa pela eleição de Bolsonaro na Barra de Tijuca, Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Mulher bate continência durante festa pela eleição de Bolsonaro na Barra de Tijuca, Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Apoiador de Bolsonaro comemora vitória na Avenida Paulista com máscara de Donald Trump — Foto: Fábio Tito/G1

Apoiador de Bolsonaro comemora vitória na Avenida Paulista com máscara de Donald Trump — Foto: Fábio Tito/G1

Festa na Barra da Tijuca, Rio, após a eleição de Jair Bolsonaro — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Festa na Barra da Tijuca, Rio, após a eleição de Jair Bolsonaro — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Eleitores festejam a vitória de Bolsonaro, em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters

Eleitores festejam a vitória de Bolsonaro, em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters

Apoiadores de Bolsonaro comemoram resultado da eleição em frente à sede da PF, em Curitiba — Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

Apoiadores de Bolsonaro comemoram resultado da eleição em frente à sede da PF, em Curitiba — Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

Fonte: Globo.com



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política

PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


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