Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 10 de Fevereiro de 2026

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Reforma trabalhista entra em vigor; veja o que muda



reforma trabalhista sancionada em julho entra em vigor no próximo dia 11. O eixo central da lei que atualiza a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) amplia o peso das negociações entre empresas e sindicatos ou empregados, permitindo que esses acordos se sobreponham ao legislado.

Segundo especialistas ouvidos por VEJA, as novas regras já passam a valer imediatamente. Outras mudanças, entretanto, precisarão de negociações entre empresas e empregados antes de começarem a valer, o que pode adiar a sua implementação.

Tempo de almoço de trinta minutos e outras mudanças por acordo

Um dos eixos centrais da reforma é que o negociado prevalece sobre o legislado. Isso permitirá que acordos trabalhistas modifiquem pontos da lei, como a redução do intervalo do almoço para trinta minutos. Também poderão ser feitas negociações para determinar jornada de trabalho, registro de ponto, trocas de emendas de feriado, entre outros pontos.

Essas negociações poderão ser feitas a partir do primeiro dia de vigência da reforma. Mas para as mudanças começarem a valer, sindicatos e empresas devem seguir um procedimento já existente para esse fim. “É preciso seguir uma série de formalidades, como convocar assembleia, fazer acordo, ler o documento para os empregados, protocolar no Ministério do Trabalho. Pela minha experiência, isso leva cerca de dois meses. A reforma não mexe nessa parte do acordo”, explica Carla Blanco Pousada, sócia do escritório de advocacia Filhorini, Blanco e Cenciareli.

Férias

Férias acumuladas poderão ser parceladas a partir do primeiro dia de vigência da lei. A mudança na lei trabalhista permite que, se houver interesse do empregado, as férias sejam divididas em até três períodos, sendo que um deles deve ter pelo menos catorze dias e os demais, no mínimo cinco. Quem já tiver direito a férias, mesmo que acumuladas na lei anterior, poderá dividi-las.

Teletrabalho

As novas regras vão valer a partir do primeiro dia de vigência, desde que haja previsão dessa modalidade no contrato de trabalho existente. As novas regras exigem que as obrigações do serviço feito fora da empresa – como home office – sejam especificadas no contrato.

O texto diz também que deve ficar claro quem é o responsável pela aquisição de materiais e infraestrutura necessária ao trabalho, e também a forma de reembolso. Embora não esteja expresso no projeto, a tendência é que seja assumido pela empresa. “Existe um princípio na lei trabalhista de que o empregador arca com os custos do trabalho. Não é porque a reforma regulamenta o home office que poderá transferir custos para o empregado”, explica Anna Thereza de Barros, sócia do escritório Pinheiro Neto.

Se o contrato atual não prevê essa modalidade, a empresa poderá fazer um aditivo.

Demissão consensual

Será possível sair da empresa recebendo 20% da multa do FGTS a partir do primeiro dia de vigência da reforma. Na lei atual, existem duas situações: se o trabalhador é demitido por justa causa ou se demite, não recebe multa sobre os recursos do fundo de garantia nem pode sacá-lo. Se é demitido sem justa causa, recebe a multa de 40% do saldo e pode retirar os recursos depositados. A reforma trabalhista traz a possibilidade de empregador e empregado chegarem num acordo para demissão, no qual o trabalhador recebe 20% da multa e pode sacar 80% dos recursos do FGTS.

Fim da contribuição sindical obrigatória

A reforma prevê que a contribuição deixará de ser recolhida no próximo período de cobrança. A CLT estabelece que as empresas devem descontar em março o equivalente a um dia de trabalho e repassem o valor aos sindicatos, o chamado imposto sindical. Em tese, essa retenção não poderia mais ser feita em 2018, pois a nova lei trabalhista diz que o desconto só poderá ser feito se for aprovado pelo trabalhador previamente. No entanto, o governo Temer negocia com as centrais sindicais a edição de uma medida provisória para substituir o financiamento das entidades sindicais.

Jornada parcial de trinta horas

Não entra em vigor até ser renegociada pelas partes. Atualmente, o limite é de 25 horas semanais e, com a nova lei, o máximo será de trinta horas. “No contrato parcial, normalmente vem descrita a quantidade de horas. Como o salário é normalmente pago em razão delas, e não por mês, o contrato teria que ser renegociado”, explica Carla.

Compensação de banco de horas em seis meses

O limite de seis meses para a compensação passa a ser imediato, mas é possível que outras regras sobressaiam. Atualmente, as empresas têm que dar as folgas referentes a horas extras em até um ano. Esse limite máximo passará para seis meses, mas esse é um dos pontos que poderão ser negociados coletivamente. “A rigor, poderia ser mantido o limite de um ano, porque o sentido todo da reforma é priorizar o acordo sobre a lei”, diz Anna Thereza.

É possível também que a convenção coletiva de determinadas categorias profissionais tenha regras próprias ainda vigentes. “Eu orientaria a empresa a fechar o banco de horas existente e abrir um novo, para não dar confusão”, diz Carla.

Fonte: Veja.abril



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Chuvas intensas mobilizam Prefeitura e Defesa Civil para atendimento emergencial em Primavera do Leste


Equipes da Secretaria de Infraestrutura e da Defesa Civil atuam nas ruas para minimizar os impactos do grande volume de chuva registrado nesta segunda-feira

A cidade de Primavera do Leste registrou uma forte chuva na tarde desta segunda-feira, com registro de alagamentos em algumas vias. Diante da situação, a Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SINFRA), intensificou as ações de monitoramento e resposta para garantir a segurança e o bem-estar da população.

 

Segundo o secretário de Infraestrutura, Victor Diniz, o volume de chuva ultrapassou 100 milímetros em um curto espaço de tempo, o que sobrecarregou o sistema de drenagem em pontos específicos da cidade. As equipes da SINFRA estão nas ruas com maquinários, caminhões e servidores realizando a desobstrução de bocas de lobo e passagens de água, muitas delas comprometidas pelo acúmulo de sacolas plásticas, resíduos e galhadas.

 

“Estamos passando por um período de chuva intensa, acima de 100 milímetros em pouco tempo. As equipes da SINFRA estão nas ruas, com maquinário e caminhões, desobstruindo pontos críticos onde bocas de lobo ficaram entupidas, principalmente por sacolas e plásticos. Pedimos calma à população e que, se possível, evitem sair de casa, para que possamos atuar com mais agilidade e garantir a segurança de todos”, afirmou o secretário.

 

A Defesa Civil do município também segue atuando de forma integrada, monitorando toda a cidade e acompanhando a situação em tempo real. De acordo com Cris Corrêa, representante da Defesa Civil, as equipes estão nas ruas atentas a qualquer ocorrência que possa oferecer risco à população.

 

“Estamos monitorando, fazendo visitas em locais que podem apresentar mais riscos e acompanhando toda a situação. Até o momento, não há registros graves nas últimas horas, mas pedimos a compreensão da população e orientamos que não passem por áreas alagadas, pois isso pode trazer riscos”, destacou.

 

A Prefeitura de Primavera do Leste segue acompanhando as condições climáticas e reforça que as ações são preventivas e emergenciais, com o objetivo de reduzir transtornos, preservar vias públicas e garantir a segurança da população durante o período chuvoso.

 

___________________

 

NOTA OFICIAL

 

Secretaria de Infraestrutura de Primavera do Leste

 

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (Sinfra), de Primavera do Leste informou que tem conhecimento dos alagamentos recorrentes registrados em um ponto específico do município, um problema antigo que se arrasta há anos, desde gestões anteriores e que ainda não teve uma solução definitiva.

 

De acordo com a pasta, já foi realizada uma visita técnica ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o município está elaborando projetos para soluções derradeiras desses problemas onde foi solicitada a elaboração de um estudo técnico detalhado para avaliar a melhor solução para o escoamento das águas pluviais na região. A proposta envolve um projeto integrado com o DNIT, uma vez que a alternativa técnica mais viável aponta para a implantação de um sistema de manilhamento que atravesse sob a pista da BR-070, trecho sob responsabilidade federal.

 

A Secretaria explica que, apesar de o local não demandar um sistema de drenagem ao longo de toda a extensão até áreas mais distantes, trata-se de um ponto crítico e pontual, que exige uma intervenção específica. No momento, não há prazo definido para a execução da obra, já que o andamento depende diretamente da conclusão do levantamento técnico solicitado ao DNIT.

 

Enquanto aguarda o estudo, a Prefeitura segue realizando ações de manutenção preventiva, como a limpeza de bueiros e galerias de águas pluviais, um trabalho contínuo que ocorre em todas as regiões da cidade, especialmente no período chuvoso. A Secretaria esclarece que o problema não está relacionado a entupimentos, mas sim ao alto volume de água, superior à capacidade do sistema de drenagem existente.

 

Como medida emergencial, a Secretaria de Infraestrutura reforça a orientação aos motoristas para que evitem trafegar por áreas alagadas durante períodos de chuva intensa, a fim de prevenir acidentes e situações de risco, como a registrada nesta segunda-feira (09), quando um veículo ficou praticamente submerso.

 


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