Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 09 de Julho de 2026

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Saiba como sacar o PIS/Pasep 2017/2018



Criados em 1971, os fundos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) funcionaram, por quase 20 anos, como uma poupança particular. A cada ano, o trabalhador tinha direito a receber o rendimento das cotas e podia sacar todo o crédito em caso de aposentadoria, doença grave ou ao completar 70 anos.

Os fundos vigoraram até 4 de outubro de 1988. Com a promulgação da Constituição, a arrecadação do PIS/Pasep passou a ser destinada ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que empresta a empresas do setor produtivo. O PIS é destinado aos trabalhadores da iniciativa privada. O Pasep, aos servidores públicos.

No entanto, falhas na comunicação entre o governo, as empresas e os trabalhadores fizeram muitos não sacarem as cotas dos fundos, mesmo cumprindo os requisitos para a retirada. No ano passado, uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou que 15,5 milhões de brasileiros tinham abonos do PIS/Pasep a receber.

Desde o ano passado, a promoção de campanhas reduziu pela metade o contingente de brasileiros que ainda não sacaram o benefício. Para zerar o passivo e injetar R$ 15,9 bilhões na economia, o governo publicou, no fim de agosto, a Medida Provisória 797, que reduziu as restrições para o saque e criou um calendário para a retirada.

Retirada

Na Caixa Econômica, os cotistas do PIS poderão fazer a retirada de três maneiras. Os pagamentos de até R$ 1,5 mil serão feitos nos caixas eletrônicos, digitando a Senha Cidadão, sem a necessidade de cartão bancário. Quem não tiver a senha pode obtê-la no seguinteendereço, bastando clicar em “esqueci a senha” e preencher os dados. Os saques de até R$ 3 mil podem ser feitos nos caixas eletrônicos, mas o cliente precisará usar o Cartão Cidadão e digitar a Senha Cidadão. Nas lotéricas e nos correspondentes bancários, o cotista poderá retirar o dinheiro, levando o Cartão Cidadão, a Senha Cidadão e algum documento oficial de identificação com foto. Acima desse valor, o beneficiário deverá ir a alguma agência da Caixa levando documento oficial com foto.

Em relação aos saques do Pasep, os cotistas com saldo de até R$ 2,5 mil sem conta no Banco do Brasil poderão pedir transferência para qualquer conta em seu nome em outra instituição financeira na página do banco na internet ou nos terminais de autoatendimento. Não correntistas com saldo acima desse valor ou herdeiros de cotistas falecidos deverão ir às agências.

Os clientes com dúvidas podem consultar as páginas da Caixa ou do Banco do Brasil

De Wellton Máximo /Agência Brasil



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política

Comissão presidida por Nininho apresenta estudo sobre incorporação de Nova Poxoréu a Primavera do Leste


Estudo de Viabilidade Municipal aponta integração econômica e social do distrito com Primavera do Leste; proposta prevê plebiscito junto às eleições de 4 outubro

A Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) apresentou, nesta terça-feira (7/7), o Estudo de Viabilidade Municipal (EVM) que analisa a incorporação do distrito de Nova Poxoréu a Primavera do Leste. Presidido pelo deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos), o colegiado encaminhou no dia 1º de julho à Mesa Diretora o projeto de decreto legislativo que solicita ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) a realização de plebiscito sobre a mudança territorial, simultaneamente às eleições de outubro de 2026.

 

Relatado pelo advogado Zaid Arbid, o estudo reúne dados populacionais, econômicos, sociais, eleitorais e orçamentários. O levantamento aponta que, embora Nova Poxoréu pertença oficialmente a Poxoréu, sua população mantém uma relação cotidiana mais intensa com Primavera do Leste, cujo perímetro urbano está a cerca de seis quilômetros do distrito.

 

O procedimento segue as regras da Lei Complementar Federal nº 230/2026, que estabelece critérios para alterações de limites municipais no País. O estudo técnico é uma das etapas necessárias para a realização da consulta popular.

 

Nininho comenta que o trabalho da comissão procurou reunir elementos objetivos para que o processo avance dentro das exigências legais e, ao final, seja submetido à decisão dos eleitores dos dois municípios envolvidos.

 

“Estamos diante de uma situação que precisa ser resolvida com responsabilidade, transparência e respeito à vontade popular. O estudo mostra a realidade vivida pela população e oferece os elementos técnicos necessários para que o processo tenha segurança jurídica”, afirma o deputado.

 

ROTINA LIGADA A PRIMAVERA

 

O Estudo de Viabilidade Municipal apresentado por Zaid Arbid mostra que a divisão territorial existente não corresponde à dinâmica econômica e social dos moradores de Nova Poxoréu. De acordo com os dados apresentados à comissão, aproximadamente 99% da população do distrito trabalha, estuda, faz compras ou utiliza serviços públicos em Primavera do Leste.

 

A ligação também aparece nos dados eleitorais. Conforme o levantamento, 72,2% dos eleitores residentes na localidade possuem domicílio eleitoral em Primavera do Leste. “A vida das pessoas acontece, em grande parte, em Primavera do Leste. É onde trabalham, estudam, procuram atendimento médico e movimentam o comércio. O estudo coloca números em uma realidade que os moradores conhecem há muitos anos”, diz Nininho.

 

A proposta de incorporação também recebeu manifestação formal de moradores. Um abaixo-assinado com mais de quatro mil assinaturas favoráveis à mudança administrativa integra a documentação do processo.

 

Para a comissão, a indefinição territorial dificulta o planejamento urbano e a expansão dos serviços públicos. O estudo aponta que o crescimento populacional do distrito aumentou a demanda por saúde, educação, infraestrutura urbana e manutenção da malha viária rural.

 

A estimativa apresentada no relatório indica uma população flutuante entre 16 mil e 24 mil habitantes. O documento calcula que a superação do passivo de infraestrutura exigiria investimentos entre R$ 90 milhões e R$ 200 milhões.

 

“O que está em discussão não é apenas uma linha no mapa. Estamos tratando da vida de milhares de pessoas, do acesso aos serviços públicos e da capacidade dos municípios de planejar seus investimentos”, aponta Nininho.

 

DESEQUILÍBRIO NAS CONTAS

 

Um dos pontos centrais do levantamento é a diferença entre a origem dos repasses públicos e o município que efetivamente presta parte dos serviços à população de Nova Poxoréu. Como o distrito pertence legalmente a Poxoréu, as transferências federais vinculadas à população permanecem contabilizadas naquele município. O estudo sustenta, porém, que parte expressiva dos gastos com os moradores é assumida por Primavera do Leste.

 

“Primavera do Leste recebe diariamente essa população nas escolas, nas unidades de saúde, no comércio e em outros serviços. Há uma situação concreta em que o município assume despesas, enquanto os recursos vinculados à população permanecem em Poxoréu. Esse desequilíbrio precisa ser analisado com base nos dados e na legislação”, afirma o presidente da comissão.

 

Segundo os números apresentados na reunião técnica, Primavera do Leste aplicou R$ 1,95 milhão em ações de educação e infraestrutura urbana no distrito durante 2025. Outros R$ 1,47 milhão foram destinados à manutenção e conservação de estradas rurais utilizadas pela comunidade.

 

Na saúde, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera do Leste registrou 5.920 atendimentos a moradores de Nova Poxoréu no mesmo período, conforme os dados reunidos no EVM.

 

ARRECADAÇÃO

 

O relatório estima que, em caso de aprovação da incorporação e após a adequação orçamentária prevista para 2028, Primavera do Leste poderá receber um acréscimo anual de aproximadamente R$ 4,3 milhões no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

 

Nininho ressalta que o relatório de Zaid Arbid oferece uma base técnica para a análise do processo e ajuda a dimensionar os efeitos da atual configuração territorial.

 

“O relatório mostra com clareza o descompasso entre os limites oficiais e a realidade vivida pela comunidade. Também demonstra o peso financeiro assumido por Primavera do Leste e as dificuldades para que Nova Poxoréu receba os investimentos necessários. Agora precisamos cumprir cada etapa do processo dentro do prazo e da lei”, comenta.

 

DECISÃO CABERÁ AOS ELEITORES

 

Com a apresentação do estudo e o encaminhamento do projeto de decreto legislativo, a próxima etapa depende da análise dos órgãos competentes e do cumprimento do calendário eleitoral. A proposta é que o plebiscito seja realizado junto às eleições de outubro de 2026.

 

Nininho ressaltou que a Comissão de Revisão Territorial não decide pela incorporação. O papel do colegiado, segundo ele, é reunir os estudos necessários, cumprir as etapas previstas em lei e criar as condições para que a população dos municípios envolvidos se manifeste.

 

“Estamos cumprindo rigorosamente o que determina a Lei Complementar nº 230. Entregamos o estudo de viabilidade e encaminhamos o projeto para que o TRE-MT possa analisar a realização do plebiscito. Quem vai decidir esse processo é a população de Poxoréu e de Primavera do Leste”, afirma.

 

Caso a incorporação seja aprovada nas urnas, caberá à Assembleia Legislativa editar uma lei específica para redefinir os limites territoriais e estabelecer os procedimentos da transição administrativa.

 

CELERIDADE

 

Para Nininho, a tramitação precisa avançar com celeridade para que todas as providências legais e eleitorais sejam tomadas em tempo hábil. O deputado afirmou que o processo de Nova Poxoréu também poderá contribuir para a análise de outras questões territoriais em discussão no Estado.

 

“A comissão fez o trabalho técnico, ouviu as partes e reuniu os dados necessários. Nosso dever agora é garantir que o processo avance com segurança jurídica. A decisão final precisa ser democrática, tomada nas urnas pelos cidadãos diretamente envolvidos”, declara.

 

O parlamentar acrescenta que a revisão dos limites municipais deve acompanhar as transformações econômicas, urbanas e sociais ocorridas ao longo das últimas décadas. Para ele, a legislação aprovada em 2026 abriu caminho para que situações antigas possam ser analisadas a partir de critérios técnicos e submetidas à manifestação popular.

 

“Nova Poxoréu cresceu, a região mudou e as relações econômicas e sociais também mudaram. A legislação nos permite enfrentar essa questão de maneira organizada. O que buscamos é uma solução legal, democrática e capaz de dar segurança aos moradores e aos municípios”, finaliza Nininho.

 

Redação: Sérgio Ober


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