Primavera do Leste / MT - Sábado, 01 de Agosto de 2026

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STF aprova restrição do foro privilegiado para deputados e senadores



O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (3) restringir o foro por prorrogativa de função, conhecido como foro privilegiado, para deputados e senadores.

Por 7 votos a 4, os ministros decidiram que os parlamentares só podem responder a um processo na Corte se as infrações penais ocorreram em razão da função e cometidas durante o mandato. Caso contrário, os processos deverão ser remetidos para a primeira instância da Justiça. O placar a favor de qualquer restrição foi unânime, com 11 votos.

Os ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes e a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, durante sessão para julgamento sobre a restrição ao foro privilegiado.
STF encerra julgamento sobre restrição ao foro privilegiado – Antonio Cruz/Agência Brasil

No julgamento, prevaleceu o voto do relator, Luís Roberto Barroso, que votou a favor da restrição ao foro e foi acompanhado pelos ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux e Celso de Mello.

Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes também foram favoráveis à restrição, mas com um marco temporal diferente. Para os ministros, a partir da diplomação, deputados e senadores devem responder ao processo criminal no STF mesmo se a conduta não estiver relacionada com o mandato.

Durante o julgamento, os ministros chegaram a discutir se a decisão poderia ser estendida para demais cargos com foro privilegiado, como ministros do governo federal, ministros de tribunais superiores e deputados estaduais. A questão foi proposta pelo ministro Dias Toffoli, mas não teve adesão da maioria.

Como fica

Mesmo com a finalização do julgamento, a situação processual dos deputados e senadores investigados na Operação Lava Jato pelo STF e de todos os demais parlamentares que são processados na Corte deve ficar indefinida e as dúvidas serão solucionadas somente com a análise de cada caso. Os ministros terão que decidir individualmente se parlamentares vão responder, na própria Corte ou na primeira instância, às acusações por terem recebido recursos ilegais de empreiteiras para financiar suas campanhas. Ainda não é possível saber quantas processos serão afetados.

Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a saída das ações da Corte para outras instâncias poderá acelerar o trabalho das duas turmas do STF, responsáveis pelo julgamento das ações.  Além disso, o atraso que poderá ocorrer no envio das ações à primeira instância será bem menor que a demora do Supremo para julgar os casos.

Segundo o projeto Supremo em Números,  da FGV Direito Rio, o tempo de tramitação de uma ação penal em 2016 foi de 1.377 dias, tempo maior que o registrado em 2002, quando o processo era julgado em aproximadamente em 65 dias.

Entre 2012 e 2016, das 384 decisões tomadas em ações penais, a declinação de competência, quando o parlamentar deixa o cargo e perde o foro no STF, representou 60% dos despachos, enquanto as absolvições chegaram a 20%. Condenações ficam em apenas 1%.

Fonte: Agência Brasil



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Botelho chama derrota de Jayme de ‘sacanagem’ e diz que política ‘perde muito’ sem senador


Ex-integrante do União Brasil, o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) lamentou a derrota do senador Jayme Campos na convenção do partido e afirmou que a saída do parlamentar da disputa pelo Palácio Paiaguás representa uma perda para a política de Mato Grosso. Para Botelho, o resultado foi um “desrespeito” à trajetória construída por Jayme ao longo de décadas.

 

“Com muita tristeza. Jayme não merecia isso. Foi senador municipalista, sempre atendeu os políticos. Não digo uma traição, mas acho que foi, de certa forma, uma sacanagem, um desrespeito com toda a história que ele desenvolveu e era reconhecido”, afirmou ao site GD.

 

Botelho também destacou a relação histórica entre Jayme e o governador Mauro Mendes, presidente estadual do União Brasil. Segundo ele, o senador teve papel importante na construção política de Mauro, especialmente na aproximação do então empresário com lideranças do interior de Mato Grosso.

 

“Ele deu muito auxílio para Mauro. Quem levou Mauro ao interior, apresentou e abriu portas do partido foi Jayme”, declarou.

 

Na avaliação do deputado, a política mato-grossense perde com o afastamento de Jayme da disputa pelo Palácio Paiaguás. Botelho classificou o senador como um político de forte articulação e capacidade de diálogo com diferentes grupos. “A política em si perde muito sem o Jayme. É um cara muito político. Atende todos”, disse.

 

Jayme Campos foi derrotado na convenção do União Brasil, realizada na quinta-feira (30), e viu a maioria dos convencionais optar pelo apoio à candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. A proposta de aliança com Pivetta venceu a candidatura própria defendida por Jayme em uma votação secreta que mobilizou as principais lideranças da sigla.

 

Dos 51 convencionais aptos a votar, 30 escolheram o apoio a Pivetta, enquanto 19 votaram pela candidatura de Jayme. Houve ainda um voto inválido e uma ausência.


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