Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 05 de Novembro de 2026

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Brasil

Um milhão de indígenas brasileiros buscam alternativas para sobreviver



Há, no Brasil, cerca de 1 milhão de indígenas de mais de 250 etnias distintas vivendo em 13,8% do território nacional. Em meio às ameaças de violência, riscos de perda de direitos em decorrência da pressão dos latifundiários, mineradoras e usinas, alguns povos indígenas lutam por mais autonomia, tentando conquistar, com a comercialização de seus produtos e com o turismo, alternativas para diminuir a dependência dos recursos cada vez mais escassos da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Segundo especialistas consultados pela Agência Brasil, estes são alguns dos principais desafios a serem lembrados neste 19 de abril – o Dia do Índio.

Para serem bem-sucedidos, nessa empreitada visando a venda de suas produções e a exploração dos recursos naturais das terras indígenas (TIs), os povos indígenas têm como desafio buscar maior representatividade no Congresso Nacional, uma vez que cabe ao Legislativo Federal criar políticas específicas que deem segurança jurídica para que eles consigam o desenvolvimento financeiro do qual sempre foram excluídos.

Sustentabilidade

Alguns povos indígenas que tiveram suas terras homologadas têm conseguido bons resultados por meio da comercialização de seus produtos. Levantamento apresentado à Agência Brasil pelo Instituto Socioambiental (ISA) aponta que, somente na safra 2017/2018, índios da etnia Kaiapó do Pará obtiveram cerca de R$ 1 milhão com a venda de 200 toneladas de castanha. Outros R$ 39 mil foram obtidos com a venda de sementes de cumaru, planta utilizada para a fabricação de medicamentos, aromas, bem como para indústria madeireira.

A castanha rendeu aos Xipaya e Kuruaya, no Pará, R$ 450 mil, dinheiro obtido com a venda de 90 toneladas do produto. Cerca de 6 mil peças de artesanato oriundo das Terras Indígenas do Alto e do Médio Rio Negro renderam R$ 250 mil aos índios da região. Já os indígenas da TI Yanomami (Roraima e Amazonas) tiveram uma receita de R$ 77 mil com a venda de 253 quilos de cogumelos.

Os exemplos de produções financeiramente bem-sucedidas abrangem também os Baniwa (AM), que venderam 2.183 potes de pimenta, que renderam R$ 46,3 mil. As 16 etnias que vivem no Parque do Xingu obtiveram R$ 28,5 mil com a venda de 459 quilos de mel.

 

Autonomia

O presidente da Funai, general Franklimberg Ribeiro Freitas, disse que cabe aos indígenas a escolha do modelo de desenvolvimento a ser adotado. “A Funai deve apoiá-los para atingir seus objetivos”, afirmou à Agência Brasil. “Em diversas regiões, os índios estão produzindo visando à comercialização de seus produtos ou mesmo serviços, como o turismo ecológico. Essas experiências mostram que a extração sustentável, a comercialização de produtos e o turismo podem ajudar a ampliar o desenvolvimento das Terras Indígenas”, disse o presidente do órgão indigenista.

Franklimberg destacou que entre as etnias que produzem e avançam na comercialização de produtos e serviços estão os Kaiapós do Pará.  “Eles produzem toneladas de castanha e agora reivindicam máquinas para beneficiar o produto”, ressaltou. “Há também o cultivo e a venda de camarão, pelos Potiguara da Paraíba, que está bastante avançada. Tem até a lavoura de soja dos Pareci, no Mato Grosso”.

O presidente da Funai acrescentou ainda que: “No caso do minério e dos recursos hídricos, é preciso ainda normatizar e regulamentar essas atividades, o que cabe ao Congresso Nacional fazer”.

Congresso Nacional

Para o antropólogo e professor da Universidade de Brasília Stephen Baines, os indígenas são preteridos na relação com os empresários e donos de terras. “Há uma desproporção absurda no Legislativo brasileiro a favor daqueles que querem o retrocesso dos direitos dos povos indígenas, previstos na Constituição de 1988 e na legislação internacional”, disse à Agência Brasil.

“Temos atualmente um Congresso Nacional extremamente conservador que representa – por meio de parlamentares ligados à bancada ruralista, ao agronegócio, às empresas de mineração e aos consórcios de mineração e de usinas hidrelétricas – a maior ameaça e o maior ataque aos direitos dos povos indígenas”, afirmou o antropólogo.

Segundo Baines, é difícil para os índios planejar grandes voos do ponto de vista de recursos, sem que, antes, seja resolvida a questão da gestão territorial, o que inclui a segurança jurídica que só é possível a eles após terem suas terras demarcadas e homologadas.

“É fundamental que se tenha respeito pelos índios e pela sua forma de viver e produzir. Para tanto, é necessária a efetivação dos direitos previstos tanto na Constituição como pelas convenções internacionais”, disse Baines citando convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os direitos dos povos indígenas.

Violência

Stephen Baines afirmou que a violência contra os índios ainda é intensa em várias comunidades, como nos estados do Pará, Mato Grosso e Roraima. “Há muitas ameaças contra os índios, feitas por latifundiários, empresas e pelos capangas, que matam lideranças locais que lutam pelos seus direitos. Quer saber onde os índios correm mais riscos? Basta olhar para as terras indígenas que estão próximas a latifúndios”, disse.

Baines citou como exemplo o ocorrido na Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR), onde fazendeiros que vieram de outras regiões se instalaram. “Eles invadiram as áreas indígenas para desenvolver produção industrial de arroz. Para expulsar os índios da região, usavam capangas. Até indígenas foram pagos por eles para intimidar as lideranças”, afirmou.  “Atualmente, muitos daqueles invasores são atualmente influentes políticos locais e federais e, com a ajuda da mídia, passam a falsa ideia de que há muita miséria entre os indígenas. Os indígenas negam isso, mas não conseguem espaço na mídia para desmentir a história falsa.”

À Agência Brasil, o integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária e líder do PSDB na Câmara, deputado Nilson Leitão (MT), disse que “nenhum projeto” aprovado pelo Congresso Nacional traz prejuízos aos interesses dos indígenas. “Pode ir contra o interesse de intermediários, interventores ou organizações sociais, que dizem trabalhar para o índio. Nenhum deputado que eu conheço, que defenda o setor produtivo, trabalha contra o índio”, disse.

Nilson Leitão afirmou que o “verdadeiro parceiro do índio são os produtores”. “[Indígenas e produtores] são vizinhos, moram na mesma localidade, têm as mesmas peculiaridades e colaboram um com o outro. Não existe conflito entre eles a não ser aqueles provocados por organizações sociais”, disse.

Marco temporal

O antropólogo alertou sobre “marco temporal”, medida que divide opiniões, busca produzir a área das terras indígenas, colocando como referência para as demarcações as terras que estavam ocupadas na época em que a Constituição foi promulgada [1988], ou seja, quando os “indígenas foram removidos e expulsos de suas terras em todo o Brasil”.

Neste cenário, as manifestações indígenas ganharam mais força, como o caso do Acampamento Terra Livre, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Formado em 2004, é a maior mobilização de povos indígenas do país. Em 2017, mais de 3 mil indígenas de 200 povos participaram da manifestação em Brasília.

No próximo dia 23, haverá a 15ª edição da mobilização, em Brasília, em defesa da manutenção e efetivação dos diretos dos povos indígenas.

Mais demandas

Os diversos grupos indígenas apelam por mais mecanismos de segurança jurídica para o desenvolvimento e comercialização de seus produtos. “A segurança jurídica não pode ficar restrita a grandes grupos econômicos. Além de ter seus direitos respeitados e a liberdade para explorar as terras como acharem melhor, os indígenas precisam também de incentivos para produzir, respeitando seus próprios modos de produção”, argumentou Stephen Baines

Segundo o antropólogo, o conhecimento tradicional sobre a relação com o ambiente faz parte dos produtos indígenas e, ao mesmo tempo, valoriza a questão ambiental. “Não há dúvida de que o fato de serem feitos por indígenas dá ao produto um diferencial, por serem ecologicamente seguros. Inclusive há lojas na Europa muitas lojas que vendem produtos industrializados como sendo indígenas. Alguns até usam uma pequena quantidade de óleo de castanha kaiapó para associar a imagem do produto à ideia de produção sustentável em suas campanhas de marketing”.

Em menor escala, a forma de produção indígena é bastante diferente da exploração industrial, que, segundo ele, é desastrosa e provoca impactos ambientais irreversíveis. “Quando eles optam pela mineração, eles o fazem por meio de uma maneira própria de garimpagem em pequena escala. Extraem somente o necessário, pensando nas gerações futuras. Não querem empresas porque sabem que elas tiram tudo de uma vez, não deixando nada para o futuro”.

Para Baines, é importante a adoção de cotas indígenas no ensino superior, como fez de forma pioneira a Universidade de Brasília (UnB). Em 2017, havia 67 alunos indígenas de 15 povos. Destes, 42 faziam graduação e 25 pós-graduação.

Política

O assessor parlamentar da Funai Sebastião Terena disse que as lideranças indígenas têm trabalhado também para ampliar a representatividade de índios na política brasileira nas eleições de 2018, em especial no Congresso Nacional. As dificuldades, no entanto, não são poucas. Na história do Parlamento brasileiro, o único indígena eleito foi Mário Juruna, em 1982, para a Câmara dos Deputados.

Pelos dados de Terena, há apenas 117 vereadores indígenas cumprindo mandato em 25 unidades federativas, além de quatro prefeitos e um vice-prefeito. “Apesar da falta de recursos e de infraestrutura, pela primeira vez teremos pré-candidatos indígenas em pelo menos 10 estados e no Distrito Federal”, disse Terena à Agência Brasil. A definição dessas candidaturas deve ocorrer em julho.

O antropólogo Stephen Baines lamenta que “apenas uma pequena minoria de parlamentares luta pelos direitos indígenas”. “Em parte, isso se explica porque muito do dinheiro do agronegócio e das empresas e consórcios acaba sendo usado em campanhas eleitorais das bancadas contrárias aos povos indígenas. E muito provavelmente parte do financiamento vantajoso que é direcionado ao agronegócio acaba servindo também para financiar as campanhas dessa bancada que faz de tudo para inviabilizar candidaturas indígenas”, acrescentou.

Na avaliação de Baines, a data de hoje – Dia do Índio – é importante não só para o protagonismo indígena, mas também para chamar a atenção das pessoas interessadas na defesa dos direitos indígenas.

Fonte: Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil*  Brasília
 



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Mundo

Derrota de Trump nas eleições americanas impacta clã Bolsonaro

Mudança de controle no Congresso dos EUA deve forçar foco em pautas internas e reduzir apoio político a aliados brasileiros.


O cenário político nos Estados Unidos mudou após as eleições de meio de mandato, que garantiram aos democratas o controle da Câmara e do Senado. Esse novo panorama em Washington gera reflexos diretos no Brasil, especificamente sobre a família Bolsonaro, que via sua influência no exterior enfraquecida pelo revés eleitoral do Partido Republicano.

O esvaziamento da influência bolsonarista

O momento é considerado delicado, especialmente porque Flávio Bolsonaro encontra-se em solo americano. O enfraquecimento de Donald Trump reduz drasticamente o espaço para que pautas alinhadas ao bolsonarismo avancem na capital dos Estados Unidos. “Tem uma certa preocupação entre os aliados do senador Flávio Bolsonaro”, afirmou Robson Bonin.

A análise indica que o eleitorado americano enviou um recado claro contra a postura adotada por Trump, que priorizou intervenções em assuntos externos e conflitos internacionais em detrimento das urgências domésticas, como a escalada no custo de vida.

Pressão interna e o futuro de Flávio Bolsonaro

Com a nova configuração legislativa, a tendência é que o governo americano seja pressionado a concentrar seus esforços nos desafios econômicos internos. Esse movimento de retração internacional deixa em segundo plano as demandas de aliados estrangeiros. “O enfraquecimento do Trump, de certa maneira, é ruim”, afirmou Bonin.

A situação de Flávio Bolsonaro torna-se ainda mais complexa diante da vigilância de congressistas democratas, que já haviam questionado formalmente o governo americano sobre o suporte dado ao senador brasileiro. Sem a blindagem política que Trump oferecia, a permanência de aliados da oposição brasileira nos Estados Unidos enfrenta um cenário de maior incerteza e escrutínio.

Impactos na relação entre Brasil e Estados Unidos

A mudança de poder em Washington também deve alterar a dinâmica diplomática com o governo Lula. Historicamente, a relação bilateral foi marcada por conflitos comerciais e ideológicos, agravados, segundo especialistas, pela atuação de figuras como Eduardo Bolsonaro. “Os Estados Unidos nunca tiveram problemas com o Brasil. Começaram a ter a partir de uma empreitada que começou com Eduardo Bolsonaro e com Trump”, afirmou o jornalista.

A expectativa é que a Casa Branca, sob a nova pressão do Legislativo, priorize a estabilidade econômica e parcerias comerciais em vez de embates ideológicos. Para os analistas, a estratégia de exportar disputas políticas para o exterior perde força, uma vez que a prioridade de Trump será a governabilidade interna. “O presidente Trump tem agora questões mais importantes para lidar do que ficar cuidando dos assuntos aqui do Brasil”, afirmou.


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Mundo

Sete brasileiros são eleitos para assembleias estaduais nos EUA

Vitórias ocorreram em quatro estados diferentes e consolidam a presença da comunidade imigrante na política norte-americana.


Um grupo de sete candidatos nascidos no Brasil garantiu vitórias importantes nas eleições dos Estados Unidos realizadas nesta terça-feira (3). Todos os eleitos integram o Partido Democrata e assumirão cargos como deputados em assembleias legislativas estaduais, reforçando a representatividade da comunidade brasileira no exterior.

Distribuição dos eleitos por estado

A presença brasileira se destacou em quatro estados americanos. O maior número de eleitos concentra-se em Massachusetts, que elegeu quatro representantes: Danilo Senna, Lorena Betts, Priscila Sousa e Rita Mendes. Na Flórida, o eleito foi Felipe Souza Lazaballet, enquanto Nevada garantiu a vaga de Elaine Marzola e Connecticut elegeu Farley Santos.

Contexto da imigração brasileira

O sucesso nas urnas ocorre em um cenário onde os Estados Unidos abrigam a maior parcela da população brasileira fora do país. De acordo com estimativas do Itamaraty, o contingente de brasileiros vivendo em território americano ultrapassa a marca de 2 milhões de pessoas.

A eleição destes sete parlamentares reflete uma tendência observada no pleito, que também marcou conquistas históricas para minorias sub-representadas no sistema político norte-americano. O resultado consolida o fortalecimento de lideranças progressistas dentro da estrutura do Partido Democrata, que promoveu uma renovação de seus quadros em meio ao embate eleitoral contra o grupo político de Donald Trump.

Com essas vitórias, os novos deputados estaduais passam a compor as casas legislativas locais, onde terão a responsabilidade de pautar as demandas de suas comunidades e influenciar decisões políticas regionais de impacto direto para os moradores de seus respectivos estados.


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Agro

Copom adota tom mais rígido e sinaliza manutenção prolongada da Selic

Especialistas apontam que cenário externo adverso e inflação acima do teto pesaram na decisão da autoridade monetária.


O recente comunicado emitido pelo Comitê de Política Monetária ao decidir pela manutenção da taxa Selic em 13,75% apresentou um diagnóstico mais rigoroso em comparação a setembro, embora tenha trazido ponderações importantes, conforme análise do economista da Journey Capital, Bruno Fratelli. De acordo com o especialista, a postura mais firme já era aguardada pelo mercado financeiro e demonstra a cautela da instituição diante de um panorama complexo para a condução da economia nacional.

Cenários externo e interno

A avaliação da equipe econômica indica que pesou na decisão o ambiente internacional desfavorável, marcado pela persistência de conflitos geopolíticos no Oriente Médio e pela elevação das taxas básicas em países desenvolvidos. No âmbito interno, o documento do Banco Central enfatiza a alta da inflação para patamares superiores ao teto estipulado, abrangendo tanto o índice geral quanto os núcleos de preços, além do descolamento das projeções de longo prazo captadas pelo boletim Focus para 2026 e 2027.

Adicionalmente, Fratelli apontou que a revisão para cima na estimativa da autoridade monetária para o horizonte relevante, alcançando 3,5%, tratava-se de um movimento já precificado pelos agentes econômicos.

Contrapontos e atividade econômica

Em contrapartida ao tom restritivo, o analista destacou que a nota oficial deu maior destaque à perda de ritmo da atividade econômica, tendência que já se reflete também no mercado de trabalho. Outro aspecto evidenciado foi a classificação do patamar atual da taxa básica como significativamente contracionista.

Para a gestora, essa configuração aponta para um período estendido de estabilidade nos juros e impõe um patamar exigente para qualquer discussão sobre eventual retificação da Selic no curto prazo. A projeção principal da instituição permanece na manutenção da taxa, muito embora os riscos de alta tenham se intensificado recentemente.

Caminhos para futuros ajustes

O economista pontuou que uma eventual


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esporte

Cuiabá bate o União e avança à decisão da Copa FMF 2026

Dourado dominou o primeiro tempo na Arena Pantanal e agora aguarda o desfecho da outra semifinal para conhecer seu rival na final


O Cuiabá garantiu sua vaga na decisão da Copa FMF 2026 ao derrotar o União por 3 a 1 na noite desta terça-feira, na Arena Pantanal, em Cuiabá. O confronto marcou o jogo de volta da semifinal do torneio estadual.

Domínio auriverde no primeiro tempo

A vantagem do Dourado foi construída inteiramente na etapa inicial da partida. O placar foi aberto aos 12 minutos por Wesley Dias. Pouco depois, aos 24, Mansano ampliou a vantagem para os mandantes. Antes do intervalo, aos 35 minutos, Jean Dias marcou o terceiro gol, praticamente assegurando a classificação.

Reação do adversario e público na Arena Pantanal

Na volta dos vestiários, o União tentou reagir e diminuiu o marcador logo aos seis minutos do segundo tempo. O gol foi anotado por Douglas Nathan, camisa 8, em cobrança de pênalti. O duelo na capital mato-grossense contou com a presença de um público total de 145 pessoas nas arquibancadas.

Com a vaga assegurada, o Cuiabá permanece na expectativa para descobrir quem enfrentará na final. O adversário sairá do confronto entre Chapada e SEC, agendado para esta sexta-feira (6), às 19h, no Estádio Apolônio de Melo.

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esporte

Vasco bate o athletico-pr de virada e respira no brasileirão

Cruzmaltino marca três gols no segundo tempo em Curitiba e abre distância segura da zona de rebaixamento


O Vasco conquistou uma vitória fundamental nesta quarta-feira ao superar o Athletico-PR por 3 a 1, de virada, na Arena da Baixada, em partida válida pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Situação na tabela e classificação atualizada Com este resultado positivo, a equipe carioca alcançou os 41 pontos e subiu para a 12ª colocação na tabela. Agora, o time abre uma vantagem de quatro pontos em relação ao Grêmio, que abre a zona de rebaixamento. Do outro lado, o Furacão estacionou nos 54 pontos na quinta posição e completou quatro jogos seguidos sem vencer na competição.

Como foi o primeiro tempo em Curitiba A etapa inicial foi dominada pelos mandantes, que aproveitaram melhor as oportunidades criadas. Aos 22 minutos, Luiz Gustavo acionou Mendoza na entrada da área; o atacante colombiano dominou com liberdade, girou o corpo e chutou cruzado no canto do goleiro Léo Jardim para inaugurar o marcador. Apesar de finalizar mais vezes antes do intervalo, o time paranaense desperdiçou chances de ampliar.

A reação e a virada no segundo tempo O panorama mudou drasticamente após o intervalo, com a pressão exercida pelos visitantes. Aos 16 minutos, Cuiabano fez um cruzamento forte para a área e Aguirre tentou o corte, mas acabou marcando contra, empatando o confronto. A virada não demorou: aos 18 minutos, Puma Rodríguez cruzou da direita e Bruno Duarte cabeceou com firmeza para vencer o goleiro Mycael.

O golpe final e a expulsão na reta final Dono das ações em campo, o time visitante seguiu sufocando e ampliou a vantagem logo depois. Aos 22 minutos, após cobrança de falta pelo lado esquerdo, Colidio levantou a bola na área e Gabriel Pereira subiu mais alto que a marcação para fazer o terceiro. Para dificultar ainda mais a reação paranaense, Viveros recebeu cartão vermelho aos 32 minutos após uma dividida com Cuiabano em que acabou pisando no atleta cruzmaltino.

Com o triunfo fora de casa, a equipe comandada pela comissão técnica ganha tranquilidade e moral para a reta final do torneio nacional, distanciando-se dos últimos colocados.


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política

Assédio eleitoral supera 7 mil denúncias, aponta ministério


O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já recebeu mais de 7 mil denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Diante do aumento dos relatos, o ministro Luiz Marinho fez um apelo nesta quarta-feira (4) a empresários que tenham ameaçado ou demitido funcionários por razões políticas, que recuem e se retratem publicamente.

“Aproveito para me dirigir a todos que ainda pensam em fazer esse tipo de bobagem, recuem”, afirmou o ministro em entrevista coletiva para explicar os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Notícias relacionadas:

  • MTE recebe 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral em três dias.
  • Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged.
  • Campanha orienta trabalhadores sobre denúncias de assédio eleitoral.

Marinho reiterou que a intenção do governo não é punir empregadores preventivamente, mas assegurar que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. 

Para empresários que cogitaram dispensar funcionários em razão do resultado eleitoral, ele sugeriu uma retratação nas redes sociais.

“Para quem eventualmente pensou em demitir alguém por causa do resultado eleitoral, faça o seu recuo tático e se desculpe nas redes. Está tudo certo. Não precisaremos punir ninguém por isso. Mas a punição será, se demitiu por questões políticas, será severamente punido”, declarou.

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Denúncias

O volume de denúncias de assédio eleitoral quase dobrou na semana seguinte ao segundo turno das eleições presidenciais. Depois da divulgação do resultado, circularam nas redes sociais listas de boicote a estabelecimentos comerciais e publicações que incentivaram a demissão de trabalhadores por suas preferências políticas.

Até 31 de outubro, o Ministério do Trabalho havia formalizado 4.305 denúncias. Nesta quarta-feira, Marinho informou que o total ultrapassa 7 mil notificações.

O ministro, no entanto, ponderou que nem todos os relatos correspondem necessariamente a situações concretas de assédio.

“Evidentemente, tem que separar o que é denúncia e o que é encher linguiça. É quase como chamar o bombeiro quando não se tem incêndio. Das 7 mil, não sei qual é a proporção de denúncias que são reais e concretas”, esclareceu.

As ocorrências são analisadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho. O número de notificações, portanto, não significa que todos os casos tenham sido comprovados.

Punições

A legislação brasileira proíbe a discriminação de trabalhadores por convicções políticas. Empregadores que adotem práticas desse tipo podem ser responsabilizados.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) pode recomendar que o responsável interrompa a conduta ilícita e se retrate publicamente em até 24 horas. Também pode exigir o pagamento de indenizações por danos morais individuais ou coletivos.

Em casos de demissão discriminatória, o trabalhador pode optar pela reintegração ao emprego, com pagamento dos salários referentes ao período de afastamento, ou pelo recebimento em dobro da remuneração correspondente ao intervalo.

A empresa também pode ficar sujeita a multa equivalente a dez vezes o maior salário pago, com acréscimo de 50% em caso de reincidência. Além disso, pode ser proibida de obter empréstimos e financiamentos em instituições financeiras oficiais.


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política

Alcolumbre retira maioridade penal da pauta do Senado a pedido de Hugo Motta

Movimentação ocorreu logo após a aprovação da PEC da Segurança Pública, que teve o tema sensível desmembrado


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu retirar da pauta desta quarta-feira (4) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa baixar a maioridade penal de 18 para 16 anos.

Acordo político com a Câmara

A mudança de rumo ocorreu após um apelo formal do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Com a decisão, a responsabilidade de debater o assunto passa a ser da Câmara dos Deputados por meio de uma comissão especial.

“Vou aguardar a Câmara dos Deputados”, disse Alcolumbre, ao ressaltar que o compromisso é de que o texto seja votado na Casa ainda em novembro. “Quando chegar aqui, nós vamos votar”, completou.

A manobra política exigiu o desmembramento da discussão da maioridade penal do escopo da PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), aprovada na véspera (3). Parlamentares da oposição tentavam anexar a pauta ao texto principal, mas o comando do Senado optou por fatiar o assunto, que constava em emendas apresentadas pelos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Camilo Santana (PT-CE).

“Na condição de presidente do Senado, preciso compreender que a ponderação [de Motta] foi razoável. Eu preciso tentar, da melhor maneira possível, manter uma relação pacífica, cuidadosa e atenciosa a uma demanda do presidente da Câmara dos Deputados”, reiterou.

Panorama das propostas em tramitação

Atualmente, o debate legislativo sobre a responsabilização penal de menores está pulverizado em três textos distintos no Congresso Nacional.

A iniciativa liderada pelo senador Camilo Santana (PEC 20/2026) propõe a redução da idade penal para 16 anos exclusivamente em situações de crimes hediondos, preservando o limite atual de 18 anos para os demais delitos.

Em contrapartida, o projeto do senador Rogério Marinho (PEC 19/2026) preconiza a redução para 16 anos como diretriz padrão, admitindo o patamar de 14 anos para ocorrências de crimes hediondos, terrorismo, tortura, tráfico de drogas e atuação em organizações criminosas.

Paralelamente, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados analisa a PEC 32/2015, cujo teor estipula a transição da maioridade penal e civil para os 16 anos de idade, tramitando em conjunto com outras matérias correlatas.


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política

Cidade no Nortão sedia jogos em cinco modalidades com previsão de mil atletas de oito municípios


Entre os dias 19 e 24 de novembro, o município de Vera (66 quilômetros de Sinop) será sede da 17ª Edição dos Jogos Vale da Madeira 2026, reunindo delegações de oito municípios e aproximadamente mil atletas em uma programação que promete movimentar o esporte, incentivar a integração entre os estudantes e fortalecer o intercâmbio esportivo regional. Além de Vera, anfitriã da competição, participarão atletas de Santa Rita do Trivelato, Cláudia, Feliz Natal, União do Sul, Boa Esperança do Norte, Nova Ubiratã e Santa Carmem.

As disputas acontecerão em cinco modalidades: atletismo, com provas de corrida, salto em distância e lançamento de peso; futsal, tênis de mesa, voleibol e xadrez. Todas as modalidades terão competições nos naipes feminino e masculino. A cerimônia oficial de abertura está programada para o dia 19 de novembro, marcando o início de uma semana dedicada ao esporte, à convivência e à integração dos jovens atletas.

Para receber as delegações, o município está organizando uma ampla estrutura esportiva e logística. As competições serão realizadas no Estádio Municipal, Ginásio Municipal, ginásios das escolas Aloízio Jacob Webler, bairro Bom Jesus e Princesa Isabel. As Escolas Silvia Helena, Aloísio e Nilza seervirão de alojamento e o Centro de Convivência dos Idosos, o local para refeições dos participantes.

A secretária municipal de Esportes, Cultura, Turismo e Juventude, Dayana Novelli, destaca a importância de Vera sediar mais uma competição regional e a oportunidade de proporcionar experiências positivas aos estudantes.

“Receber os 15º Jogos Vale da Madeira é motivo de muita satisfação para nós. Estamos preparando nossa cidade para acolher da melhor maneira possível todas as delegações, oferecendo uma boa estrutura e uma recepção especial aos atletas. Mais do que valorizar as competições e o desempenho esportivo, queremos que esses jogos sejam também um momento de integração, convivência, recreação e troca de experiências entre os estudantes. É uma oportunidade de incentivar o esporte e proporcionar momentos que ficarão na memória desses jovens”, ressaltou a secretária.

Os 15º Jogos Vale da Madeira 2026 são promoção da prefeitura de Vera em parceria com o Governo de Mato Grosso. A abertura oficialserá quinta-feira (19), às 19h no ginásio Deoclides de Freitas com a participação das delegações.

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política

São Paulo e Corinthians empatam em clássico com chances perdidas e gol anulado


São Paulo e Corinthians fizeram um clássico movimentado na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro, mas ficaram no empate por 0 a 0. O Majestoso foi marcado por chances desperdiçadas dos dois lados, um gol anulado do Timão por impedimento e a expulsão do atacante Yuri Alberto na reta final da partida.

Com o resultado, o São Paulo permanece na décima posição da tabela, com 44 pontos. O Corinthians, por sua vez, desperdiça a oportunidade de deixar a zona de rebaixamento e segue na 17ª colocação, com 37 pontos, um a menos que o Internacional, primeiro clube fora do Z4.

O São Paulo levou perigo ao gol do Corinthians com apenas um minuto de bola rolando. Pedro Lima cobrou falta na medida para Newton, que subiu sozinho e cabeceou por cima da meta defendida por Hugo Souza, levando muito perigo.

O Timão desperdiçou uma chance incrível de abrir o placar aos 15 minutos. Yuri Alberto recebeu lançamento e arrancou com liberdade até a entrada da área, mas chutou fraco, nas mãos de Rafael.

O Tricolor respondeu logo em seguida. Pedro Lima recebeu pelo lado direito e cruzou para Luciano, que cabeceou no cantinho. Hugo Souza se esticou e fez grande defesa.

O Corinthians teve mais uma oportunidade aos 25 minutos. Pedro Milans recebeu passe de Garro dentro da área e finalizou rasteiro, mas Rafael fez a defesa. No rebote, Matheus Bidu não conseguiu empurrar a bola para as redes e desperdiçou a chance.

Já aos 48 minutos, Yuri Alberto recebeu a bola na área e finalizou rasteiro, mas parou em Rafael. Livre pelo lado direito, Vitinho se desesperou com a decisão do camisa 9 de chutar em vez de tocar a bola.

O São Paulo teve duas grandes chances de abrir o placar no início do segundo tempo. Aos 11 minutos, Luciano recebeu lançamento de Bobadilla, ficou frente a frente com Hugo Souza e tentou dar uma cavadinha, mas mandou por cima do gol. Já aos 12, Pedro Lima cruzou para Calleri, que mergulhou e cabeceou para fora. A bola passou perto da trave.

O Corinthians chegou a balançar as redes aos 17 minutos. Após cobrança de falta, Yuri Alberto desviou de cabeça, e Matheus Bidu aproveitou o rebote para empurrar a bola para o fundo do gol. O tento, porém, foi anulado por impedimento.

O Timão foi salvo de sair atrás do placar aos 30 minutos. Memphis Depay perdeu a bola no campo de ataque, e Bobadilla lançou para Pedro Lima. O lateral driblou Hugo Souza e bateu rasteiro em direção ao gol vazio, mas Angileri deu um carrinho e evitou o gol.

A situação ficou ainda mais complicada para o Corinthians aos 36. Yuri Alberto deu uma entrada dura em Ferreira e foi expulso após o árbitro Raphael Claus revisar o lance no monitor do VAR, deixando a equipe alvinegra com um a menos na reta final do clássico.

Os donos da casa, no entanto, não conseguiram furar a retranca do Timão, que se fechou nos minutos finais e segurou o empate.


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Brasil

OAB-RJ tem mais de 3 mil denúncias sobre golpe do falso advogado


A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio (OAB-RJ), encaminhou à Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro proposta de inclusão de opção específica para o registro de ocorrências relacionadas ao golpe do falso advogado no portal da Polícia Civil.

A medida deve facilitar a comunicação por parte de vítimas e permitir a identificação mais precisa dos casos, contribuindo para o enfrentamento ao golpe. Desde janeiro de 2025, a OAB-RJ já recebeu mais de 3 mil denúncias sobre esse tipo de fraude.

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O pedido foi formalizado em ofício assinado pela presidente da seccional, Ana Tereza Basilio. O documento solicita a avaliação da viabilidade técnica e administrativa da atualização, respeitados os critérios de classificação criminal e os procedimentos adotados pela Polícia Civil.

“O golpe do falso advogado prejudica a população e utiliza indevidamente a identidade de profissionais da advocacia para enganar as vítimas. Queremos facilitar o registro dessas ocorrências e contribuir para que os órgãos de segurança tenham informações mais organizadas para enfrentar essas fraudes. É uma medida concreta de proteção à sociedade e à advocacia”, afirma Ana Tereza Basilio.

Na prática, a proposta é que o sistema passe a oferecer a opção Golpe do Falso Advogado na seção destinada à comunicação e ao registro de ocorrências.

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Segundo o ofício, a inclusão de uma categoria própria pode facilitar a formalização dos relatos, contribuir para a sistematização das informações e fortalecer a articulação entre a OAB-RJ e os órgãos de segurança pública.

No documento, a OAB-RJ explica que os criminosos utilizam indevidamente nomes, imagens, números de inscrição profissional e outros dados de advogados e advogadas para dar aparência de legitimidade às abordagens fraudulentas. O golpe tem o objetivo de induzir as vítimas a realizar pagamentos ou fornecer informações pessoais e financeiras aos criminosos.

Cartilha

Preocupada com o aumento dos golpes do falso advogado, a OAB-RJ fez uma cartilha de orientação a esse tipo de crime.

“Precisamos estar atentos a essa prática criminosa, que cresce não apenas no RJ, mas em todo o país, colocando em risco a confiança da sociedade nas instituições e prejudicando os cidadãos e cidadãs de boa-fé”, escreveu a presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio.

Ela esclareceu ainda que não se pode permitir que a advocacia seja maculada por estelionatários que se aproveitam da vulnerabilidade alheia.

Forma de agir

Os golpistas consultam sistemas de tribunais que não estão em segredo de justiça para obter nomes das partes, número do processo, valores e o contato do advogado verdadeiro

 Em seguida, montam um número de WhatsApp com a foto, o nome e a identidade visual (logotipo) do advogado ou do escritório real.  

Depois, entram em contato afirmando que o processo foi ganho ou que há um alvará para pagamento, com o valor em dinheiro pronto para ser liberado.

Para liberar o suposto valor, exigem transferências via Pix, em nome do falso advogado.


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