Primavera do Leste / MT - Sábado, 24 de Outubro de 2026

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Durante protesto no Paraguai, pai de estudante brasileira morta cobra justiça: ‘espero que as autoridades despertem’



Protesto Paraguai contra a morta da estudante brasileira (Foto: Arquivo Pessoal)

Protesto Paraguai contra a morta da estudante brasileira (Foto: Arquivo Pessoal)

O pai da estudante mato-grossense Erika de Lima Corte, de 29 anos, que foi assassinada em Pedro Juan Caballero, participou de uma manifestação na cidade paraguaia nessa quinta-feira (23). No mesmo dia, amigos e familiares fizeram uma vigília em homenagem a Erika em Pontal do Araguaia, a 518 km de Cuiabá.

Raniel Corte cobrou justiça e disse que a morte da jovem poderá servir de ‘exemplo’ para que estudantes brasileiros tenham mais segurança nos outros países.

“Espero que isso crie um fato para que as autoridades se despertem. Esses jovens, que são o futuro do nosso país, estejam fazendo curso com garantia de segurança, no mínimo”, declarou o pai da jovem brasileira.

Protesto no Paraguai reuniu colegas, amigos e familiares de Erika (Foto: Arquivo Pessoal)

Protesto no Paraguai reuniu colegas, amigos e familiares de Erika (Foto: Arquivo Pessoal)

Os manifestantes se concentraram na frente da universidade onde Erika estudava medicina. Os pais de Erika, que estão em Pedro Juan Caballero acompanhando as investigações do caso, se juntaram aos colegas estudantes dela, e foram para as ruas, pedindo justiça.

Amigos e familiares também fizeram vigília em Pontal do Araguaia (Foto: Ivan de Jesus/Centro América FM)

Amigos e familiares também fizeram vigília em Pontal do Araguaia (Foto: Ivan de Jesus/Centro América FM)

Raniel é ex-prefeito de Pontal do Araguaia. Muito emocionado, afirmou que é preciso se despertar para o combate à violência.

Entenda o caso

Erika Corte foi morta em Pedro Juan Caballero, onde estudava medicina  (Foto: Reprodução/Facebook)

Erika Corte foi morta em Pedro Juan Caballero, onde estudava medicina (Foto: Reprodução/Facebook)

Segundo a perícia, o corpo tinha marcas de 19 perfurações na região do tórax e pescoço. De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela polícia de Pedro Juan Caballero, o corpo foi encontrado pela colega de faculdade que dividia a casa com a jovem.

Erika é filha do ex-prefeito de Pontal do Araguaia, onde a família mora. O corpo foi levado na câmara de vereadores da cidade, e enterrado na terça-feira (21) em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, onde fica o jazigo da família.

Suspeito preso

A polícia paraguaia prendeu Cristopher Irala, de 27 anos, suspeito de ter participação na morte da jovem. Ele está preso em Pedro Juan Caballero.

Cristopher Ayala está preso no Paraguai pela morte da estudante brasileira Erika Corte (Foto: Leo Veras/Reprodução)

Cristopher Ayala está preso no Paraguai pela morte da estudante brasileira Erika Corte (Foto: Leo Veras/Reprodução)

De acordo com o Ministério Público do Paraguai, que conduz essa etapa das investigações, Cristophe ficará preso até a elucidação do caso.

Ele foi levado para o presídio de Concepción, no Paraguai, nesta quinta-feira (23). A justiça acatou o pedido do advogado de defesa que alegou que ele correria perigo em Pedro Juan Caballero.

Fonte: G1 Mato Grosso



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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