Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 18 de Maio de 2026

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Justiça permite tratar homossexualidade como doença



Justiça Federal do Distrito Federal permitiu, em caráter liminar, que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e possam fazer terapias de “reversão sexual” sem sofrer nenhum tipo de censura por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Esse tipo de tratamento é proibido por meio de uma resolução editada pelo CFP em 1999, já que desde 1990 a homossexualidadedeixou de ser considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O CFP vai recorrer às instâncias superiores.

Na decisão, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho acata parcialmente o pedido de liminar da ação popular que requeria a suspensão da resolução 01/1999, na qual são estabelecidas as normas de conduta dos psicólogos no tratamento de questões envolvendo orientação sexual. O juiz mantém a resolução, mas determina que o Conselho Federal de Psicologia não impeça os psicólogos de promover estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à reorientação sexual, sem nenhuma possibilidade de censura ou necessidade de licença prévia.

(Reprodução/VEJA.com)

Pedro Paulo Bicalho, diretor do CFP e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que a classe considera essa decisão um retrocesso sem precedentes. “O juiz mantém a resolução em vigor, mas descaracteriza o princípio ético da resolução. Mais do que isso. Ele pede que o Conselho interprete a resolução de outra forma. Mas somente a psicologia pode dizer como devemos interpretar uma resolução, e não o direito. Da forma como foi colocado, abre um precedente perigoso”, avalia Bicalho.

De acordo com ele, essa resolução foi elaborada pela própria categoria e serve como embasamento para julgamentos de práticas profissionais consideradas antiéticas. “Essa resolução tem servido como garantia de direitos da população LGBT. Ela é referência mundial e está traduzida em três línguas. Vamos recorrer até a última instância, se for necessário”, afirma Bicalho.

O Brasil tem cerca de 300.000 psicólogos e até hoje apenas três profissionais foram julgados pela prática de “reversão sexual”. Nenhum foi cassado.

Symmy Larrat, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT), disse que a entidade repudia a decisão da Justiça e a considera um equivoco ao querer determinar como o CFP deve agir, referente a uma resolução da categoria.

“Para nós, LGBT, esta decisão nos coloca de volta num cenário onde homossexuais eram tratados como doentes e torturados. Sabemos que há práticas de tortura psicológica e até exorcismos sendo cometidos contra jovens homossexuais e esta decisão reforça este tipo de situação. Infelizmente a homofobia está internalizada no Judiciário também, mas acreditamos que o Superior Tribunal Federal não permitirá que isso ocorra”, afirmou Larrat.

‘Cura gay’

A decisão da Justiça Federal permite algo que um PDC (Projeto de Decreto Legislativo) pretendia conseguir. Em 2011, o deputado federal do PSDB de Goiás, João Campos, protocolou na Câmara dos Deputados um PDC para suspender a resolução do Conselho Federal de Psicologia, o que ficou conhecido como projeto da “cura gay”.

Dois anos depois e sob muitos protestos, o projeto foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, mas após quinze dias o próprio autor fez um requerimento pedindo o cancelamento da tramitação de sua proposta. O PSOL, do deputado federal Jean Wyllys, pede mais do que o arquivamento da proposta: quer que ela não possa ser reapresentada. Dois dias depois, um novo projeto de suspensão da resolução foi apresentado, e imediatamente rejeitado.

Fonte: Veja



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Feira de adoção do Castrapet reúne população e reforça cuidado animal em Primavera do Leste


Ação promovida pelas secretarias de Meio Ambiente e Saúde contou com vacinação antirrábica, adoção responsável e votação do nome do novo parque municipal

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde, realizou na tarde deste domingo (17), a primeira feira de adoção do Castrapet em Primavera do Leste. A ação aconteceu com a participação das associações Adorável Aumigo e SOS Animais e integrou o calendário de comemorações dos 40 anos do município.

 

Durante a ação, diversos animais entre filhotes e adultos ficaram disponíveis para adoção responsável, além da oferta gratuita de vacinação antirrábica realizada pela Vigilância Ambiental.

 

O secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Rocha, destacou a importância da iniciativa para o município e para a causa animal.

 

“Estamos aqui promovendo uma ação de doação de animais, abrindo para a população a possibilidade de adotar filhotes e animais adultos que estão expostos aqui no estande. É uma ação conjunta com a Secretaria de Saúde e Vigilância Ambiental, que também está disponibilizando a vacina antirrábica. Então a pessoa já pode adotar o animal e sair com ele vacinado. É uma tarde especial em comemoração ao aniversário da cidade, um domingo de alegria para toda a população”, afirmou.

 

Além da feira de adoção, a população também pôde participar da votação popular para escolha do nome do novo parque municipal criado no início deste ano. Entre os nomes disponíveis para votação estão Parque Raízes das Águas, Parque Raízes do Cerrado, Parque Aurora e Parque Primavera.

 

A coordenadora da Vigilância Ambiental, Juscilene Rosa, explicou que a vacinação antirrábica segue disponível durante todo o ano no município.

 

“Nós iniciamos agora em 2026 a vacinação antirrábica e hoje estamos aqui na Lagoa Vô Pedro Viana realizando essa ação. Toda a população pode trazer seus animais acima de três meses para vacinar gratuitamente, não apenas os animais adotados na feira. A campanha acontece durante o ano todo e quem quiser também pode procurar a Vigilância Ambiental para realizar a vacinação”, destacou.

 

Quem também participou da ação foi a vereadora Maria do Super Compras, conhecida pelo trabalho e defesa da causa animal no município. Ela ressaltou a importância de iniciativas voltadas à adoção responsável.

 

“Essa ação é muito importante porque é o coroamento de tudo aquilo que a gente faz. A gente resgata o animal da rua, faz os cuidados necessários, realiza a adoção e depois acompanha como ele está no novo lar. Também fazemos o termo de adoção para garantir a responsabilidade sobre aquele animal”, disse.

 

A ação reforça o compromisso da gestão municipal com o bem-estar animal, promovendo conscientização, adoção responsável e ampliando os cuidados voltados aos animais em Primavera do Leste.

 


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