Primavera do Leste / MT - Domingo, 07 de Junho de 2026

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Brasil

Justiça permite tratar homossexualidade como doença



Justiça Federal do Distrito Federal permitiu, em caráter liminar, que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e possam fazer terapias de “reversão sexual” sem sofrer nenhum tipo de censura por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Esse tipo de tratamento é proibido por meio de uma resolução editada pelo CFP em 1999, já que desde 1990 a homossexualidadedeixou de ser considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O CFP vai recorrer às instâncias superiores.

Na decisão, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho acata parcialmente o pedido de liminar da ação popular que requeria a suspensão da resolução 01/1999, na qual são estabelecidas as normas de conduta dos psicólogos no tratamento de questões envolvendo orientação sexual. O juiz mantém a resolução, mas determina que o Conselho Federal de Psicologia não impeça os psicólogos de promover estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à reorientação sexual, sem nenhuma possibilidade de censura ou necessidade de licença prévia.

(Reprodução/VEJA.com)

Pedro Paulo Bicalho, diretor do CFP e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que a classe considera essa decisão um retrocesso sem precedentes. “O juiz mantém a resolução em vigor, mas descaracteriza o princípio ético da resolução. Mais do que isso. Ele pede que o Conselho interprete a resolução de outra forma. Mas somente a psicologia pode dizer como devemos interpretar uma resolução, e não o direito. Da forma como foi colocado, abre um precedente perigoso”, avalia Bicalho.

De acordo com ele, essa resolução foi elaborada pela própria categoria e serve como embasamento para julgamentos de práticas profissionais consideradas antiéticas. “Essa resolução tem servido como garantia de direitos da população LGBT. Ela é referência mundial e está traduzida em três línguas. Vamos recorrer até a última instância, se for necessário”, afirma Bicalho.

O Brasil tem cerca de 300.000 psicólogos e até hoje apenas três profissionais foram julgados pela prática de “reversão sexual”. Nenhum foi cassado.

Symmy Larrat, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT), disse que a entidade repudia a decisão da Justiça e a considera um equivoco ao querer determinar como o CFP deve agir, referente a uma resolução da categoria.

“Para nós, LGBT, esta decisão nos coloca de volta num cenário onde homossexuais eram tratados como doentes e torturados. Sabemos que há práticas de tortura psicológica e até exorcismos sendo cometidos contra jovens homossexuais e esta decisão reforça este tipo de situação. Infelizmente a homofobia está internalizada no Judiciário também, mas acreditamos que o Superior Tribunal Federal não permitirá que isso ocorra”, afirmou Larrat.

‘Cura gay’

A decisão da Justiça Federal permite algo que um PDC (Projeto de Decreto Legislativo) pretendia conseguir. Em 2011, o deputado federal do PSDB de Goiás, João Campos, protocolou na Câmara dos Deputados um PDC para suspender a resolução do Conselho Federal de Psicologia, o que ficou conhecido como projeto da “cura gay”.

Dois anos depois e sob muitos protestos, o projeto foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, mas após quinze dias o próprio autor fez um requerimento pedindo o cancelamento da tramitação de sua proposta. O PSOL, do deputado federal Jean Wyllys, pede mais do que o arquivamento da proposta: quer que ela não possa ser reapresentada. Dois dias depois, um novo projeto de suspensão da resolução foi apresentado, e imediatamente rejeitado.

Fonte: Veja



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Polícia

Indicado de Nhonho na Câmara de Primavera do Leste é preso suspeito de tráfico de drogas


Imagem meramente ilustrativa, charge política.

Marcelo da Silva Ferreira, servidor comissionado da Câmara Municipal de Primavera do Leste, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) sob suspeita de tráfico de drogas após ser flagrado transportando uma quantidade da substância conhecida como skank durante uma abordagem de rotina.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, Marcelo ocupava o cargo de Assessor Parlamentar na Câmara Municipal e também prestava apoio na área de Tecnologia da Informação (TI) da Casa de Leis.

A prisão ocorreu na última sexta-feira (5). Após o flagrante, o suspeito foi encaminhado para os procedimentos legais e passou por audiência de custódia na tarde de sábado (6), quando o caso foi analisado pelo Poder Judiciário.

O presidente da Câmara Municipal, Marco Aurélio informou ao site ElyNews que está tomando conhecimento dos fatos para avaliar as medidas administrativas cabíveis.

Nos bastidores do Legislativo, vereadores comentam que Marcelo teria sido indicado para o cargo pelo ex-vereador Elton Baraldi, conhecido como Nhonho. Segundo relatos, ele teria assumido a vaga em substituição a outro servidor anteriormente indicado pelo ex-parlamentar e que acabou sendo exonerado.

A reportagem ressalta que a prisão em flagrante e a investigação não representam condenação definitiva, cabendo à Justiça analisar as provas e garantir ao suspeito o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Com informações ElyNews


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