Primavera do Leste / MT - Domingo, 09 de Agosto de 2026

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Justiça permite tratar homossexualidade como doença



Justiça Federal do Distrito Federal permitiu, em caráter liminar, que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e possam fazer terapias de “reversão sexual” sem sofrer nenhum tipo de censura por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Esse tipo de tratamento é proibido por meio de uma resolução editada pelo CFP em 1999, já que desde 1990 a homossexualidadedeixou de ser considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O CFP vai recorrer às instâncias superiores.

Na decisão, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho acata parcialmente o pedido de liminar da ação popular que requeria a suspensão da resolução 01/1999, na qual são estabelecidas as normas de conduta dos psicólogos no tratamento de questões envolvendo orientação sexual. O juiz mantém a resolução, mas determina que o Conselho Federal de Psicologia não impeça os psicólogos de promover estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à reorientação sexual, sem nenhuma possibilidade de censura ou necessidade de licença prévia.

(Reprodução/VEJA.com)

Pedro Paulo Bicalho, diretor do CFP e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que a classe considera essa decisão um retrocesso sem precedentes. “O juiz mantém a resolução em vigor, mas descaracteriza o princípio ético da resolução. Mais do que isso. Ele pede que o Conselho interprete a resolução de outra forma. Mas somente a psicologia pode dizer como devemos interpretar uma resolução, e não o direito. Da forma como foi colocado, abre um precedente perigoso”, avalia Bicalho.

De acordo com ele, essa resolução foi elaborada pela própria categoria e serve como embasamento para julgamentos de práticas profissionais consideradas antiéticas. “Essa resolução tem servido como garantia de direitos da população LGBT. Ela é referência mundial e está traduzida em três línguas. Vamos recorrer até a última instância, se for necessário”, afirma Bicalho.

O Brasil tem cerca de 300.000 psicólogos e até hoje apenas três profissionais foram julgados pela prática de “reversão sexual”. Nenhum foi cassado.

Symmy Larrat, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT), disse que a entidade repudia a decisão da Justiça e a considera um equivoco ao querer determinar como o CFP deve agir, referente a uma resolução da categoria.

“Para nós, LGBT, esta decisão nos coloca de volta num cenário onde homossexuais eram tratados como doentes e torturados. Sabemos que há práticas de tortura psicológica e até exorcismos sendo cometidos contra jovens homossexuais e esta decisão reforça este tipo de situação. Infelizmente a homofobia está internalizada no Judiciário também, mas acreditamos que o Superior Tribunal Federal não permitirá que isso ocorra”, afirmou Larrat.

‘Cura gay’

A decisão da Justiça Federal permite algo que um PDC (Projeto de Decreto Legislativo) pretendia conseguir. Em 2011, o deputado federal do PSDB de Goiás, João Campos, protocolou na Câmara dos Deputados um PDC para suspender a resolução do Conselho Federal de Psicologia, o que ficou conhecido como projeto da “cura gay”.

Dois anos depois e sob muitos protestos, o projeto foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, mas após quinze dias o próprio autor fez um requerimento pedindo o cancelamento da tramitação de sua proposta. O PSOL, do deputado federal Jean Wyllys, pede mais do que o arquivamento da proposta: quer que ela não possa ser reapresentada. Dois dias depois, um novo projeto de suspensão da resolução foi apresentado, e imediatamente rejeitado.

Fonte: Veja



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Mais um fim de semana de trabalho intensifica atendimentos do Vira Saúde em Primavera do Leste


Atendimentos ampliam o acesso da população a exames e consultas e reforçam a mobilização da Secretaria Municipal de Saúde para reduzir filas

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou neste sábado (8) mais uma série de atendimentos do programa Vira Saúde, com exames, consultas e procedimentos em diferentes pontos do município.

No Laboratório Municipal, foram disponibilizados 1.000 exames de patologia e coleta de sangue para pacientes da ESF 04. Segundo a coordenadora do laboratório, Tassia Tonon, a ação tem registrado alta adesão da população.

“O Vira Saúde está ocorrendo com sucesso e com uma adesão muito grande. Neste final de semana, estamos disponibilizando mil procedimentos, com uma média de 100 a 120 atendimentos realizados hoje e um baixo índice de faltas”, explicou.

Na ESF 11, foram realizados 1.800 exames de patologia e coleta de sangue.

O atendimento também contemplou outras especialidades. No CEMOC, foram realizadas 24 consultas de neurologia, além de consultas de reumatologia, sendo 40 atendimentos na sexta-feira (7) e outros 35 neste sábado (8).

Também foram disponibilizados 60 exames de ecocardiograma e 30 consultas de otorrinolaringologia.

No Centro de Imagem, a população teve acesso a 120 exames de audiometria e impedanciometria, além de 40 exames de próstata.

Atendimento no fim de semana facilita acesso

A possibilidade de realizar exames e consultas aos sábados é um dos diferenciais do Vira Saúde, especialmente para trabalhadores e famílias que encontram dificuldades para buscar atendimento durante a semana.

A moradora Dayana Leite de Piza levou os filhos para realizar exames e destacou a importância da iniciativa.

“Vim de São Paulo para Mato Grosso e estou conhecendo agora o Mutirão da Saúde. É ótimo. Eu estava aguardando desde o ano passado e agora estou conseguindo fazer todos os exames dos meus filhos. Muitas vezes a gente tenta fazer pelo particular e não tem recurso, então esse mutirão ajuda muito”, relatou.

Ela também destacou a realização dos atendimentos aos finais de semana. “Abrir nos finais de semana é ótimo, porque o dia a dia de todas as mães, na verdade de todo mundo, é muito corrido. No final de semana conseguimos correr atrás dessas coisas que são tão importantes”, completou.

Compromisso com a saúde

A secretária municipal de Saúde, Laura Leandra, reforça que a ampliação dos atendimentos faz parte do compromisso da gestão em aproximar os serviços da população e avançar na redução das filas.

“Estamos trabalhando para que cada vez mais pessoas tenham acesso aos exames e consultas de que precisam. O Vira Saúde tem mostrado que, com planejamento, organização e o empenho das nossas equipes, conseguimos ampliar o atendimento e levar mais agilidade para quem está esperando pelo serviço. Saúde é prioridade e vamos continuar trabalhando para cuidar da nossa população”, destacou.

Com a mobilização das equipes e a ampliação dos pontos e horários de atendimento, o Vira Saúde segue fortalecendo o acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde e contribuindo para reduzir o tempo de espera dos pacientes.

Fonte Coordenadoria de Comunicação


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