Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 05 de Janeiro de 2026

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Justiça permite tratar homossexualidade como doença



Justiça Federal do Distrito Federal permitiu, em caráter liminar, que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e possam fazer terapias de “reversão sexual” sem sofrer nenhum tipo de censura por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Esse tipo de tratamento é proibido por meio de uma resolução editada pelo CFP em 1999, já que desde 1990 a homossexualidadedeixou de ser considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O CFP vai recorrer às instâncias superiores.

Na decisão, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho acata parcialmente o pedido de liminar da ação popular que requeria a suspensão da resolução 01/1999, na qual são estabelecidas as normas de conduta dos psicólogos no tratamento de questões envolvendo orientação sexual. O juiz mantém a resolução, mas determina que o Conselho Federal de Psicologia não impeça os psicólogos de promover estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à reorientação sexual, sem nenhuma possibilidade de censura ou necessidade de licença prévia.

(Reprodução/VEJA.com)

Pedro Paulo Bicalho, diretor do CFP e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que a classe considera essa decisão um retrocesso sem precedentes. “O juiz mantém a resolução em vigor, mas descaracteriza o princípio ético da resolução. Mais do que isso. Ele pede que o Conselho interprete a resolução de outra forma. Mas somente a psicologia pode dizer como devemos interpretar uma resolução, e não o direito. Da forma como foi colocado, abre um precedente perigoso”, avalia Bicalho.

De acordo com ele, essa resolução foi elaborada pela própria categoria e serve como embasamento para julgamentos de práticas profissionais consideradas antiéticas. “Essa resolução tem servido como garantia de direitos da população LGBT. Ela é referência mundial e está traduzida em três línguas. Vamos recorrer até a última instância, se for necessário”, afirma Bicalho.

O Brasil tem cerca de 300.000 psicólogos e até hoje apenas três profissionais foram julgados pela prática de “reversão sexual”. Nenhum foi cassado.

Symmy Larrat, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT), disse que a entidade repudia a decisão da Justiça e a considera um equivoco ao querer determinar como o CFP deve agir, referente a uma resolução da categoria.

“Para nós, LGBT, esta decisão nos coloca de volta num cenário onde homossexuais eram tratados como doentes e torturados. Sabemos que há práticas de tortura psicológica e até exorcismos sendo cometidos contra jovens homossexuais e esta decisão reforça este tipo de situação. Infelizmente a homofobia está internalizada no Judiciário também, mas acreditamos que o Superior Tribunal Federal não permitirá que isso ocorra”, afirmou Larrat.

‘Cura gay’

A decisão da Justiça Federal permite algo que um PDC (Projeto de Decreto Legislativo) pretendia conseguir. Em 2011, o deputado federal do PSDB de Goiás, João Campos, protocolou na Câmara dos Deputados um PDC para suspender a resolução do Conselho Federal de Psicologia, o que ficou conhecido como projeto da “cura gay”.

Dois anos depois e sob muitos protestos, o projeto foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, mas após quinze dias o próprio autor fez um requerimento pedindo o cancelamento da tramitação de sua proposta. O PSOL, do deputado federal Jean Wyllys, pede mais do que o arquivamento da proposta: quer que ela não possa ser reapresentada. Dois dias depois, um novo projeto de suspensão da resolução foi apresentado, e imediatamente rejeitado.

Fonte: Veja



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A importância do autocuidado e da prevenção, principalmente das mulheres


Os atendimentos da Clínica da Mulher são realizados na Rua Sílvio Ometo

A prevenção é a principal aliada da saúde feminina, principalmente no combate a doenças silenciosas

Cuidar da saúde é fundamental em todas as fases da vida e, no caso das mulheres, alguns cuidados específicos são essenciais, especialmente entre o fim do ano e início de outro, período em que muitas acabam adiando consultas e exames preventivos.

 

Entre os principais exames de rotina estão o Papanicolau, utilizado no rastreamento do câncer do colo do útero, a mamografia, voltada à detecção precoce do câncer de mama, além de ultrassonografias (mamas, pélvica e transvaginal) e exames laboratoriais, como hemograma, glicemia, colesterol, função tireoidiana, renal e hepática.

 

Segundo a coordenadora da Clínica da Mulher, Tânia Regina, a prevenção é a principal aliada da saúde feminina, principalmente no combate a doenças silenciosas. “O exame preventivo é feito nos postos de saúde. Em caso de alteração, a paciente é encaminhada para a Clínica da Mulher para exames mais detalhados, como colposcopia e biópsia”, explica.

 

A coordenadora reforça ainda a necessidade de manter os exames em dia, especialmente o Papanicolau.

“Como a gente vê muito sobre vários tipos de câncer, o câncer do colo do útero é silencioso. A mulher não apresenta sintomas no início, por isso é fundamental priorizar e realizar o exame preventivo anualmente”, completa.

 

A Clínica da Mulher está localizada na Rua Sílvio Ometo. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.


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