Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 02 de Outubro de 2026

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Justiça permite tratar homossexualidade como doença



A Justiça Federal do Distrito Federal permitiu, em caráter liminar, que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e possam fazer terapias de “reversão sexual” sem sofrer nenhum tipo de censura por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Esse tipo de tratamento é proibido por meio de uma resolução editada pelo CFP em 1999, já que desde 1990 a homossexualidadedeixou de ser considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O CFP vai recorrer às instâncias superiores.

Na decisão, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho acata parcialmente o pedido de liminar da ação popular que requeria a suspensão da resolução 01/1999, na qual são estabelecidas as normas de conduta dos psicólogos no tratamento de questões envolvendo orientação sexual. O juiz mantém a resolução, mas determina que o Conselho Federal de Psicologia não impeça os psicólogos de promover estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à reorientação sexual, sem nenhuma possibilidade de censura ou necessidade de licença prévia.

(Reprodução/VEJA.com)

Pedro Paulo Bicalho, diretor do CFP e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que a classe considera essa decisão um retrocesso sem precedentes. “O juiz mantém a resolução em vigor, mas descaracteriza o princípio ético da resolução. Mais do que isso. Ele pede que o Conselho interprete a resolução de outra forma. Mas somente a psicologia pode dizer como devemos interpretar uma resolução, e não o direito. Da forma como foi colocado, abre um precedente perigoso”, avalia Bicalho.

De acordo com ele, essa resolução foi elaborada pela própria categoria e serve como embasamento para julgamentos de práticas profissionais consideradas antiéticas. “Essa resolução tem servido como garantia de direitos da população LGBT. Ela é referência mundial e está traduzida em três línguas. Vamos recorrer até a última instância, se for necessário”, afirma Bicalho.

O Brasil tem cerca de 300.000 psicólogos e até hoje apenas três profissionais foram julgados pela prática de “reversão sexual”. Nenhum foi cassado.

Symmy Larrat, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT), disse que a entidade repudia a decisão da Justiça e a considera um equivoco ao querer determinar como o CFP deve agir, referente a uma resolução da categoria.

“Para nós, LGBT, esta decisão nos coloca de volta num cenário onde homossexuais eram tratados como doentes e torturados. Sabemos que há práticas de tortura psicológica e até exorcismos sendo cometidos contra jovens homossexuais e esta decisão reforça este tipo de situação. Infelizmente a homofobia está internalizada no Judiciário também, mas acreditamos que o Superior Tribunal Federal não permitirá que isso ocorra”, afirmou Larrat.

‘Cura gay’

A decisão da Justiça Federal permite algo que um PDC (Projeto de Decreto Legislativo) pretendia conseguir. Em 2011, o deputado federal do PSDB de Goiás, João Campos, protocolou na Câmara dos Deputados um PDC para suspender a resolução do Conselho Federal de Psicologia, o que ficou conhecido como projeto da “cura gay”.

Dois anos depois e sob muitos protestos, o projeto foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, mas após quinze dias o próprio autor fez um requerimento pedindo o cancelamento da tramitação de sua proposta. O PSOL, do deputado federal Jean Wyllys, pede mais do que o arquivamento da proposta: quer que ela não possa ser reapresentada. Dois dias depois, um novo projeto de suspensão da resolução foi apresentado, e imediatamente rejeitado.

Fonte: Veja



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Primavera do Leste recebe carreta da PRF com projeto Cinema Rodoviário


Unidade adaptada como auditório promove educação para o trânsito e recebe escolas públicas e particulares até sexta-feira (2)

A Prefeitura de Primavera do Leste apoia a chegada do projeto Cinema Rodoviário, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ao município. A iniciativa utiliza uma carreta adaptada como auditório para levar ações de educação para o trânsito a diferentes regiões do país, aproximando o trabalho educativo da comunidade.

Nesta etapa, Primavera do Leste foi selecionada para receber a unidade, que posteriormente seguirá para Porto Velho, em Rondônia. A carreta permanece no município até a próxima sexta-feira (2), às 17h, com atendimento diário das 8h às 17h.

A programação é direcionada principalmente às escolas das redes pública e particular. O atendimento às instituições de ensino já começou nesta terça-feira (29) e busca alcançar o público infantojuvenil por meio de atividades educativas voltadas à conscientização e à segurança no trânsito.

Segundo o policial rodoviário federal Márcio, o projeto tem como objetivo preparar crianças e adolescentes para que, no futuro, sejam condutores mais responsáveis e também atuem como multiplicadores de boas práticas dentro de suas famílias.

“Conscientização, o aprendizado das crianças, né, pra proporcionar um futuro com trânsito seguro. Elas, além de serem futuros condutores, são aquelas que vão puxar o orelho do papai e da mamãe quando estiverem fazendo alguma barbeiragem no trânsito. Então nosso objetivo realmente é trabalhar, conciliar o trabalho de fiscalização das nossas equipes com esse trabalho de educação para o trânsito, principalmente dos nossos jovens”, disse o PRF Márcio Júnior.

A proposta integra as ações de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal com iniciativas de educação para o trânsito, reforçando a importância da formação de uma cultura de segurança desde a infância e a adolescência.

Além de conhecer a estrutura da carreta, os estudantes têm acesso a orientações que buscam aproximar o conteúdo sobre segurança viária da realidade cotidiana, incentivando comportamentos responsáveis e o respeito às regras de circulação.

A Prefeitura de Primavera do Leste reforça seu apoio às iniciativas de educação e conscientização no trânsito e destaca a importância da parceria com a PRF para levar conhecimento às novas gerações, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis no uso das vias públicas.

Coordenadoria de Comunicação


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