Primavera do Leste / MT - Sábado, 28 de Fevereiro de 2026

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Justiça permite tratar homossexualidade como doença



Justiça Federal do Distrito Federal permitiu, em caráter liminar, que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e possam fazer terapias de “reversão sexual” sem sofrer nenhum tipo de censura por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Esse tipo de tratamento é proibido por meio de uma resolução editada pelo CFP em 1999, já que desde 1990 a homossexualidadedeixou de ser considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O CFP vai recorrer às instâncias superiores.

Na decisão, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho acata parcialmente o pedido de liminar da ação popular que requeria a suspensão da resolução 01/1999, na qual são estabelecidas as normas de conduta dos psicólogos no tratamento de questões envolvendo orientação sexual. O juiz mantém a resolução, mas determina que o Conselho Federal de Psicologia não impeça os psicólogos de promover estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à reorientação sexual, sem nenhuma possibilidade de censura ou necessidade de licença prévia.

(Reprodução/VEJA.com)

Pedro Paulo Bicalho, diretor do CFP e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que a classe considera essa decisão um retrocesso sem precedentes. “O juiz mantém a resolução em vigor, mas descaracteriza o princípio ético da resolução. Mais do que isso. Ele pede que o Conselho interprete a resolução de outra forma. Mas somente a psicologia pode dizer como devemos interpretar uma resolução, e não o direito. Da forma como foi colocado, abre um precedente perigoso”, avalia Bicalho.

De acordo com ele, essa resolução foi elaborada pela própria categoria e serve como embasamento para julgamentos de práticas profissionais consideradas antiéticas. “Essa resolução tem servido como garantia de direitos da população LGBT. Ela é referência mundial e está traduzida em três línguas. Vamos recorrer até a última instância, se for necessário”, afirma Bicalho.

O Brasil tem cerca de 300.000 psicólogos e até hoje apenas três profissionais foram julgados pela prática de “reversão sexual”. Nenhum foi cassado.

Symmy Larrat, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT), disse que a entidade repudia a decisão da Justiça e a considera um equivoco ao querer determinar como o CFP deve agir, referente a uma resolução da categoria.

“Para nós, LGBT, esta decisão nos coloca de volta num cenário onde homossexuais eram tratados como doentes e torturados. Sabemos que há práticas de tortura psicológica e até exorcismos sendo cometidos contra jovens homossexuais e esta decisão reforça este tipo de situação. Infelizmente a homofobia está internalizada no Judiciário também, mas acreditamos que o Superior Tribunal Federal não permitirá que isso ocorra”, afirmou Larrat.

‘Cura gay’

A decisão da Justiça Federal permite algo que um PDC (Projeto de Decreto Legislativo) pretendia conseguir. Em 2011, o deputado federal do PSDB de Goiás, João Campos, protocolou na Câmara dos Deputados um PDC para suspender a resolução do Conselho Federal de Psicologia, o que ficou conhecido como projeto da “cura gay”.

Dois anos depois e sob muitos protestos, o projeto foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, mas após quinze dias o próprio autor fez um requerimento pedindo o cancelamento da tramitação de sua proposta. O PSOL, do deputado federal Jean Wyllys, pede mais do que o arquivamento da proposta: quer que ela não possa ser reapresentada. Dois dias depois, um novo projeto de suspensão da resolução foi apresentado, e imediatamente rejeitado.

Fonte: Veja



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SECULT fortalece a cultura nos bairros com projetos de contraturno em Primavera do Leste


Iniciativa leva balé, teatro, música e hip hop para diversas regiões da cidade, promovendo inclusão, cidadania e oportunidades no período em que alunos estão fora da escola

O secretário de Cultura, Leopoldino André faz o convite à população, em nome do prefeito Sérgio Machnic

A Secretaria Municipal de Cultura de Primavera do Leste (SECULT) vem ampliando o acesso à arte e à cultura por meio dos projetos de contraturno, que atendem crianças e adolescentes em diversos bairros do município. A iniciativa garante que, no período em que não estão na escola, os alunos participem gratuitamente de atividades culturais, promovendo inclusão, aprendizado e transformação social.

 

Os projetos estão presentes nos bairros Tuiuiú e região, Centro e região, Centro Leste, Primavera III e região, São Cristóvão e região, Primavera II e região, São José e região e Castelândia e região. A proposta é descentralizar as ações culturais, aproximando os serviços da comunidade e garantindo que mais famílias tenham acesso às atividades.

 

Entre as modalidades ofertadas estão aulas de balé, teatro, o projeto Acorde PVA que contempla oficinas de canto, flauta e violão, além do projeto A Família Hip Hop e teatro gospel. As atividades são conduzidas por profissionais capacitados, que trabalham não apenas a técnica artística, mas também valores como disciplina, respeito, trabalho em equipe e autoestima.

 

O contraturno cultural tem se consolidado como uma importante ferramenta de fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, além de contribuir para a formação cidadã dos participantes. Ao ocupar o tempo livre com arte e cultura, a SECULT promove oportunidades, revela talentos e constrói novos caminhos para o futuro das crianças e adolescentes de Primavera do Leste.

 

A gestão municipal segue investindo na ampliação e no fortalecimento desses projetos, reafirmando o compromisso com a democratização do acesso à cultura e com o desenvolvimento social do município.


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