Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 29 de Julho de 2026

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Brasil

No Dia Mundial contra a Aids, Opas quer ampliar acesso à prevenção



Criado em 1987, o Dia Mundial contra a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é celebrado hoje (1º) e existe para alertar a humanidade para um dos maiores problemas de saúde pública, que já matou mais de 35 milhões de pessoas, 1 milhão delas somente em 2016.

Segundo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), divulgado nesta quinta-feira (30), a ampliação do acesso a todas as opções de prevenção ao HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) poderia reduzir o número de novos casos do vírus na América Latina e Caribe, que desde 2010 se mantêm em 120 mil por ano.

As informações do relatório e os dados do Unaids revelam que 64% dos novos casos de HIV na América Latina ocorrem em homens gays, profissionais do sexo e seus clientes, mulheres trans, pessoas que usam drogas injetáveis e nos parceiros dessas populações-chave. Outro fato que chama a atenção é o aumento de infecção entre os jovens: um terço das novas infecções ocorre em pessoas de 15 a 24 anos.

A Unaids avalia que para reduzir as novas infecções entre as populações-chave é preciso adotar ações de prevenção do HIV que sejam específicas e de alto impacto, além de acesso a tratamento para todos.

Em comunicado à imprensa, o diretor regional do Unaids para América Latina e o Caribe, César Núñez, defendeu que é preciso também ter “um compromisso inabalável com o respeito, a igualdade de gênero, a proteção e a promoção de direitos humanos, incluindo o direito à saúde”.

O diretor-executivo do Unaids, Michel Sidibé, destacou a importância de garantir o acesso à saúde a todos para enfrentar a doença. “Mesmo com todos os sucessos, a Aids ainda não acabou. Mas, se assegurarmos que todas as pessoas, em todos os lugares, tenham acesso ao seu direito à saúde, a Aids pode acabar”, disse.

Quase 21 milhões de pessoas portadoras do HIV estão em tratamento no mundo e o número de novas infecções e mortes relacionadas à Aids está em declínio em vários países. Na Europa Oriental e Ásia Central, no entanto, o número de novas infecções aumentou 60% desde 2010 e as mortes relacionadas à Aids cresceram 27%.

Na África Ocidental e Central, duas em cada três pessoas estão sem acesso ao tratamento. “Não podemos ter uma abordagem de dois pesos e duas medidas com para acabar com a epidemia de Aids”, avalia Sidibé.

O infectologista Pablo Sebastian Velho trabalha há dez anos com pacientes soropositivos na Secretaria de Saúde de Santa Catarina e destacou que o programa brasileiro de tratamento de HIV é uma referência mundial. “Temos hoje os melhores medicamentos do mundo para oferecer aos pacientes, e gratuitamente.” Uma evolução no tratamento brasileiro, obtida ao longo dos anos, é a possibilidade de ser iniciado o tratamento já na primeira consulta.

HIV é um vírus que se espalha através de fluídos corporais

O HIV é um vírus que se espalha através de fluídos corporais e afeta células específicas do sistema imunológico, conhecidas como células CD4 ou células T. Atualmente, não há cura efetiva e segura, mas o HIV pode ser controlado com medicamentos.

Muitos não sabem, mas ser portador do vírus HIV e ter Aids são duas coisas bem diferentes. “O vírus HIV é o causador da Aids, mas isso não significa que todas as pessoas que têm o vírus vão desenvolver a Aids. E isso se deve, e muito, aos medicamentos que temos disponíveis no país”, disse o especialista Pablo Velho.

O infectologista explica que a única maneira de evitar que a Aids se desenvolva é fazer o tratamento adequado. “Se nada for feito para interromper o processo de evolução natural da doença, ela vai chegar. Em alguns indivíduos isso acontece de forma muito rápida, e eles podem desenvolver a Aids em até dois anos após o contágio. Na outra ponta, há algumas pessoas que podem levar mais de dez anos. Na média, são sete anos, mas não se pode confiar nisso porque varia de pessoa para pessoa e não faz sentido esperar a pessoa ficar mal para começar o tratamento”, explicou.

O tratamento pode deixar o paciente com uma carga viral indetectável e, assim, o vírus se torna intransmissível na relação sexual, desde que não existam outros fatores que aumentam o risco de transmissão, como, por exemplo, ter sífilis, o que causa lesões que aumentam o risco de contaminação.

Prevenção é o melhor remédio

A principal arma existente hoje contra a transmissão de HIV no Brasil, considerando que a transmissão em larga escala é sexual, é o uso de preservativo. Mas o infectologista Pablo Velho esclarece que há uma outra alternativa disponível na rede pública de saúde para evitar a contaminação em caso de exposição ao vírus.

“Existe uma forma, semelhante à pilula do dia seguinte em relação à gestação, que é, depois de ter uma exposição sexual de risco, receber um medicamento que diminui a chance de se contaminar pelo HIV em unidades de saúde”, explicou.

Essa estratégia é chamada de Profilaxia Pós-Exposição, usada para casos de violência sexual ou de exposição de risco ocasional. “Se bebeu demais, nem lembra se usou preservativo ou sabe que não usou, procure uma unidade que você tem o direito à prevenção”, explica o especialista. Para funcionar, a medicação deve ser administrada em até 72 horas após a relação desprotegida e precisa ser tomada durante 28 dias. “Quanto antes, mais eficaz” afirma.

Este mês, o Brasil vai adotar uma nova estratégia, a profilaxia pré-exposição. Pessoas que têm um risco aumentado de infecção – como, por exemplo, os profissionais do sexo e pessoas soronegativas que são casadas com pessoas soropositivas, entre outros – vão poder receber um medicamento que diminui o risco de contaminação quando expostas.

O especialista ressaltou que as profilaxias não excluem a necessidade de uso do preservativo, que continua sendo a melhor forma de evitar a contaminação tanto pelo HIV como pelas outras doenças sexualmente transmissíveis.

Outro fator importante para a queda no número de transmissões é a oferta de testes para que as pessoas contaminadas pelo HIV saibam da sua condição e possam iniciar o tratamento. Na América Latina, duas em cada 10 pessoas vivendo com HIV, e 4 em cada 10 no Caribe não sabem que têm o vírus.

Fonte: Agência Brasil



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Polícia

Jovem é atropelado por empilhadeira e socorrido com suspeita de fratura durante o trabalho em Primavera do Leste


Um jovem de 20 anos ficou ferido após ser atropelado por uma empilhadeira na tarde desta terça-feira (28), em uma empresa localizada na Rua Lages, nos fundos do Posto 2000, em Primavera do Leste. O acidente ocorreu por volta das 16h30, enquanto a vítima trabalhava no local.

 

Equipes da Unidade de Suporte Avançado (USA) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e prestaram os primeiros socorros.

 

Segundo a equipe de resgate, o trabalhador apresentava trauma no tórax, com suspeita de fratura de costela do lado direito, possível fratura na bacia, além de esmagamento na região abdominal direita e diversas escoriações pelo corpo.

 

Apesar da gravidade dos ferimentos, a vítima estava consciente e orientada durante o atendimento. Os socorristas realizaram a imobilização, administraram medicação para controle da dor e ofereceram suporte com oxigênio.

 

Após ser estabilizado, o jovem foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde permaneceu sob cuidados médicos.


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política

Prefeitura reúne secretarias e CMTU para organizar e regularizar realização de corridas em Primavera do Leste


Medida busca garantir mais segurança aos participantes e à população durante os eventos esportivos

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, realizou uma reunião na manhã desta terça-feira (28) com representantes da Secretaria Municipal de Esportes e da Companhia de Trânsito e Urbanização (CMTU) para discutir a organização e a regularização das corridas realizadas no município.

O encontro teve como objetivo alinhar os procedimentos necessários para a realização dos eventos esportivos de forma organizada, planejada e segura, garantindo a integridade dos participantes, dos espectadores e também da população que circula pelas vias utilizadas durante as competições.

Durante a reunião, foram discutidas medidas relacionadas à organização do trânsito, segurança, planejamento dos percursos e demais procedimentos necessários para que as corridas sejam realizadas de acordo com as normas e com o devido acompanhamento dos órgãos responsáveis.

Segundo o secretário municipal de Esportes, Rodrigo Garcia, algumas corridas realizadas no município ainda não seguem todos os procedimentos necessários para sua organização. Ele reforça, no entanto, que a intenção da gestão não é impedir a realização dos eventos, mas criar condições para que eles aconteçam com planejamento e segurança.

“Nosso objetivo é organizar cada vez mais a realização dessas corridas. A gestão municipal não quer proibir os eventos, pelo contrário, queremos incentivar o esporte e proporcionar que a população participe. O que precisamos é garantir que tudo seja feito de maneira organizada, com planejamento e segurança para os atletas, para quem acompanha e também para toda a população que utiliza as vias públicas”, destacou Rodrigo.

A coordenadora da CMTU, Marta Eunice, ressaltou que o alinhamento entre os órgãos municipais é fundamental para garantir a segurança viária durante a realização dos eventos.

“Essa organização é muito importante para que possamos planejar com antecedência as ações necessárias no trânsito. Quando temos as informações sobre o percurso e o horário do evento, conseguimos organizar as equipes, orientar os motoristas e garantir mais segurança para todos. A intenção é trabalhar em parceria com os organizadores para que as corridas aconteçam da melhor maneira possível, sem prejudicar a mobilidade da população”, explicou Marta.

A proposta é estabelecer um fluxo organizado para que os responsáveis pelos eventos possam realizar suas corridas com segurança, contando com o apoio e a orientação dos órgãos municipais envolvidos.

A iniciativa busca fortalecer a parceria entre o poder público e os organizadores de eventos esportivos, promovendo a prática esportiva e, ao mesmo tempo, garantindo a segurança de todos os envolvidos.

A Prefeitura reforça que a realização de corridas e demais eventos esportivos continua sendo incentivada no município, desde que sejam observados os procedimentos necessários para a organização, planejamento e segurança das atividades.


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