Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 22 de Junho de 2026

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No Dia Mundial contra a Aids, Opas quer ampliar acesso à prevenção



Criado em 1987, o Dia Mundial contra a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é celebrado hoje (1º) e existe para alertar a humanidade para um dos maiores problemas de saúde pública, que já matou mais de 35 milhões de pessoas, 1 milhão delas somente em 2016.

Segundo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), divulgado nesta quinta-feira (30), a ampliação do acesso a todas as opções de prevenção ao HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) poderia reduzir o número de novos casos do vírus na América Latina e Caribe, que desde 2010 se mantêm em 120 mil por ano.

As informações do relatório e os dados do Unaids revelam que 64% dos novos casos de HIV na América Latina ocorrem em homens gays, profissionais do sexo e seus clientes, mulheres trans, pessoas que usam drogas injetáveis e nos parceiros dessas populações-chave. Outro fato que chama a atenção é o aumento de infecção entre os jovens: um terço das novas infecções ocorre em pessoas de 15 a 24 anos.

A Unaids avalia que para reduzir as novas infecções entre as populações-chave é preciso adotar ações de prevenção do HIV que sejam específicas e de alto impacto, além de acesso a tratamento para todos.

Em comunicado à imprensa, o diretor regional do Unaids para América Latina e o Caribe, César Núñez, defendeu que é preciso também ter “um compromisso inabalável com o respeito, a igualdade de gênero, a proteção e a promoção de direitos humanos, incluindo o direito à saúde”.

O diretor-executivo do Unaids, Michel Sidibé, destacou a importância de garantir o acesso à saúde a todos para enfrentar a doença. “Mesmo com todos os sucessos, a Aids ainda não acabou. Mas, se assegurarmos que todas as pessoas, em todos os lugares, tenham acesso ao seu direito à saúde, a Aids pode acabar”, disse.

Quase 21 milhões de pessoas portadoras do HIV estão em tratamento no mundo e o número de novas infecções e mortes relacionadas à Aids está em declínio em vários países. Na Europa Oriental e Ásia Central, no entanto, o número de novas infecções aumentou 60% desde 2010 e as mortes relacionadas à Aids cresceram 27%.

Na África Ocidental e Central, duas em cada três pessoas estão sem acesso ao tratamento. “Não podemos ter uma abordagem de dois pesos e duas medidas com para acabar com a epidemia de Aids”, avalia Sidibé.

O infectologista Pablo Sebastian Velho trabalha há dez anos com pacientes soropositivos na Secretaria de Saúde de Santa Catarina e destacou que o programa brasileiro de tratamento de HIV é uma referência mundial. “Temos hoje os melhores medicamentos do mundo para oferecer aos pacientes, e gratuitamente.” Uma evolução no tratamento brasileiro, obtida ao longo dos anos, é a possibilidade de ser iniciado o tratamento já na primeira consulta.

HIV é um vírus que se espalha através de fluídos corporais

O HIV é um vírus que se espalha através de fluídos corporais e afeta células específicas do sistema imunológico, conhecidas como células CD4 ou células T. Atualmente, não há cura efetiva e segura, mas o HIV pode ser controlado com medicamentos.

Muitos não sabem, mas ser portador do vírus HIV e ter Aids são duas coisas bem diferentes. “O vírus HIV é o causador da Aids, mas isso não significa que todas as pessoas que têm o vírus vão desenvolver a Aids. E isso se deve, e muito, aos medicamentos que temos disponíveis no país”, disse o especialista Pablo Velho.

O infectologista explica que a única maneira de evitar que a Aids se desenvolva é fazer o tratamento adequado. “Se nada for feito para interromper o processo de evolução natural da doença, ela vai chegar. Em alguns indivíduos isso acontece de forma muito rápida, e eles podem desenvolver a Aids em até dois anos após o contágio. Na outra ponta, há algumas pessoas que podem levar mais de dez anos. Na média, são sete anos, mas não se pode confiar nisso porque varia de pessoa para pessoa e não faz sentido esperar a pessoa ficar mal para começar o tratamento”, explicou.

O tratamento pode deixar o paciente com uma carga viral indetectável e, assim, o vírus se torna intransmissível na relação sexual, desde que não existam outros fatores que aumentam o risco de transmissão, como, por exemplo, ter sífilis, o que causa lesões que aumentam o risco de contaminação.

Prevenção é o melhor remédio

A principal arma existente hoje contra a transmissão de HIV no Brasil, considerando que a transmissão em larga escala é sexual, é o uso de preservativo. Mas o infectologista Pablo Velho esclarece que há uma outra alternativa disponível na rede pública de saúde para evitar a contaminação em caso de exposição ao vírus.

“Existe uma forma, semelhante à pilula do dia seguinte em relação à gestação, que é, depois de ter uma exposição sexual de risco, receber um medicamento que diminui a chance de se contaminar pelo HIV em unidades de saúde”, explicou.

Essa estratégia é chamada de Profilaxia Pós-Exposição, usada para casos de violência sexual ou de exposição de risco ocasional. “Se bebeu demais, nem lembra se usou preservativo ou sabe que não usou, procure uma unidade que você tem o direito à prevenção”, explica o especialista. Para funcionar, a medicação deve ser administrada em até 72 horas após a relação desprotegida e precisa ser tomada durante 28 dias. “Quanto antes, mais eficaz” afirma.

Este mês, o Brasil vai adotar uma nova estratégia, a profilaxia pré-exposição. Pessoas que têm um risco aumentado de infecção – como, por exemplo, os profissionais do sexo e pessoas soronegativas que são casadas com pessoas soropositivas, entre outros – vão poder receber um medicamento que diminui o risco de contaminação quando expostas.

O especialista ressaltou que as profilaxias não excluem a necessidade de uso do preservativo, que continua sendo a melhor forma de evitar a contaminação tanto pelo HIV como pelas outras doenças sexualmente transmissíveis.

Outro fator importante para a queda no número de transmissões é a oferta de testes para que as pessoas contaminadas pelo HIV saibam da sua condição e possam iniciar o tratamento. Na América Latina, duas em cada 10 pessoas vivendo com HIV, e 4 em cada 10 no Caribe não sabem que têm o vírus.

Fonte: Agência Brasil



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Programa Vira Saúde leva atendimentos para os bairros e avança na redução das filas de exames em Primavera do Leste


Mutirão realizado neste sábado descentralizou serviços de saúde, ampliou o acesso da população a exames e reforçou o compromisso da gestão municipal com a redução da demanda reprimida.

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do programa Vira Saúde, segue intensificando as ações para reduzir e zerar as filas de exames e procedimentos no município. Desde o lançamento do programa, centenas de vidas já foram impactadas com a ampliação dos atendimentos e a oferta de serviços em diferentes pontos da cidade.

Neste sábado (20), mais um grande mutirão foi realizado com a descentralização de diversos serviços de saúde. A iniciativa levou pontos de coleta e atendimentos para unidades que não realizam exames rotineiramente, facilitando o acesso da população, principalmente daqueles que enfrentam dificuldades de deslocamento até a região central.

A secretária municipal de Saúde, Laura Leandra, destacou que a estratégia tem como objetivo garantir que todos os pacientes tenham acesso aos serviços de forma mais rápida e humanizada.

“Sabemos que muitas dessas pessoas não têm condições de se deslocar até o centro da cidade. Por isso, estamos trabalhando em todos os meios possíveis para garantir que consigamos atender quem realmente precisa. O Vira Saúde nasceu justamente para aproximar os serviços da população e reduzir as filas que se acumularam ao longo dos anos”, afirmou.

Durante o mutirão, pacientes que aguardavam há anos conseguiram realizar exames de sangue, urina, ultrassom de mama, ultrassonografia transvaginal, tomografia, ressonância magnética, audiometria, impedanciometria, além de pequenas cirurgias e outros procedimentos especializados.

Uma das pacientes atendidas foi Paula Fabiana, que aguardava havia um ano para realizar um exame de audiometria.

 

“Eu esperava esse exame há um ano e convivia diariamente com esse zumbido no ouvido. Hoje, graças a Deus, consegui fazer o exame. Isso mostra que o programa Vira Saúde está fazendo a diferença na vida das pessoas”, comemorou.

 

Outra beneficiada foi Regiane, que aguardava há mais de um ano por um exame no Centro de Imagem.

 

“Eu esperava esse exame há quase um ano e hoje consegui realizar. É muito gratificante ver o quanto a equipe da saúde tem se dedicado. Eles não conseguiram falar comigo por telefone e foram até a minha casa entregar o encaminhamento para que eu não perdesse o exame. Isso demonstra o compromisso e o cuidado com cada paciente”, relatou.

 

Segundo a secretária Laura Leandra, os mutirões são fundamentais para reduzir a demanda reprimida acumulada no município.

 

“É importante lembrar que os números são altos porque muitos pacientes aguardavam vários exames ao mesmo tempo. Há pessoas que tinham até dez exames pendentes. Com o Vira Saúde estamos conseguindo reduzir essas filas e descentralizar os serviços, facilitando o acesso da população e garantindo que todos consigam realizar os procedimentos que aguardavam”, destacou.

 

Durante a ação, com ponto de coleta na ESF 16, foram coletados cerca de 4 mil exames. Na ESF 4 , foram realizados 2.010 exames.

 

No CEMOC foram ofertadas 80 vagas para exames de audiometria e impedanciometria, além da realização de 20 pequenas cirurgias. A Clínica de Imagem realizou 44 exames de ultrassom de mama e 36 ultrassonografias transvaginais. Já no CEDIR, em Rondonópolis, foram ofertadas 90 ressonâncias magnéticas.

 

As ações do programa Vira Saúde reforçam o compromisso da gestão municipal em ampliar o acesso aos serviços de saúde, reduzir o tempo de espera por exames e oferecer um atendimento cada vez mais humanizado, eficiente e próximo da população de Primavera do Leste.

 


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