Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 23 de Outubro de 2026

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Brasil

Começa campanha de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya



Começou  em todo o Brasil, uma campanha para combater o mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. Segundo o Ministério da Saúde, em alguns estados, a incidência dessas doenças está alarmante.

O barulho é para alertar a população para um problema sério e bem conhecido. “Bora acordar porque o Aedes aegypti não dorme”, diz uma agente de saúde em campanha nas ruas.

Em uma ação, em São Paulo, a ideia é lembrar que o mosquito de verdade não está brincando. “Sempre de olho, todo dia, aqui nós tomamos conta direto das flores. O bichinho é perigoso”, diz o aposentado.

E como é! O Aedes aegypti transmite dengue, zika e chikungunya e, com o período de chuvas se aproximando, o Brasil todo fica em alerta. Em 12 estados, os casos de dengue aumentaram entre janeiro e outubro de 2018, comparando com o mesmo período de 2017. No Rio Grande do Norte, o número foi de 6 mil para mais de 21 mil.

Em sete estados, os registros de chikungunya também aumentaram. No Rio de Janeiro eram pouco mais de 4 mil em 2017. Em 2018, já são 35 mil casos.

A zika aumentou em sete estados. Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco registraram os maiores índices.

“O papel da população é fundamental, é o mais importante de todos. Com a intensificação das atividades, nós vamos equilibrar essa luta, esse trabalho contra o mosquito”, afirma Divino Martins, coordenador do Ministério da Saúde.

É muito comum nas casas brasileiras, as pessoas guardarem a água da chuva para reutilizar depois; lavar o quintal, regar as plantas. Só que isso é um criadouro ideal do mosquito transmissor, isso porque água limpa e parada é que o aedes aegypti mais gosta.

A Heloísa levou um susto quando os agentes de saúde encontraram larvas do mosquito. “A senhora vai ter que lavar todo esse tambor, desde a borda até o fundo, porque ele foi contaminado”, explica o agente de saúde ambiental Gerson Trindade. “Não sei o que aconteceu. Fiquei surpresa. Nós vamos tomar mais cuidado agora”, diz a aposentada Heloísa Lopes Pereira.

Mais uma vez, os agentes alertam que é preciso olhar onde pode acumular água. No pote dos animais de estimação, nas plantas do jardim. Até a geladeira pode virar abrigo para o Aedes aegypti. Na da casa da Rose, tinha água parada. “A orientação que a gente dá, é pelo menos uma vez por semana, puxando para observar, e pode colocar gotas de cloro, detergente”, diz o agente.

“Você descongela, limpa e acha que está tudo bem. Eu não sabia, bom saber. Até na geladeira vou ter que ficar de olho”, diz a autônoma Rosemeire de Brito Damasceno.

Fonte: Agência Brasil



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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