Primavera do Leste / MT - Sábado, 31 de Outubro de 2026

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Brasil

Greve dos caminhoneiros custará R$ 15 bilhões para a economia



Paralisação dos caminhoneiros na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro.

Os dez dias de greve dos caminhoneiros custarão R$ 15 bilhões para a economia, o equivalente a 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), informou hoje (12) o Ministério da Fazenda. De acordo com a pasta, o ministro Eduardo Guardia repassou a estimativa ontem (11) em reunião com investidores em São Paulo.

Por causa da paralisação, a previsão oficial de 2,5% de crescimento do PIB para este ano poderá ser revista para baixo. O número só será divulgado no fim de julho, e o ministro não informou mais detalhes.

Na última edição do boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada todas as semanas pelo Banco Central, os analistas de mercado estimavam que a economia crescerá apenas 1,94% em 2018. Essa foi a sexta semana consecutiva de queda nas projeções. Há um mês, a projeção estava em 2,51%.

O ministro não informou o impacto que a greve dos caminhoneiros terá sobre a inflação, por causa da escassez de alimentos e da alta temporária do preço dos combustíveis provocadas pela paralisação. Segundo o boletim Focus, a previsão das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,65% para 3,82% em 2018. As projeções do Ministério da Fazenda para a inflação também só serão divulgadas no fim de julho.

Fonte: Agência Brasil



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política

Corinthians vence o Mirassol, encerra Jejum e ganha fôlego na briga contra o Z4


O Corinthians segue vivo na briga contra o rebaixamento. Na noite desta sexta-feira, o Timão aproveitou a expulsão de Bruno Santos e venceu o Mirassol por 2 a 0, na Neo Química Arena, encerrando um jejum de dez jogos sem ganhar no Campeonato Brasileiro. Os gols da vitória alvinegra foram marcados por Matheus Bidu e Kaio César.

O resultado traz alívio ao Corinthians. A equipe alvinegra permanece no Z4, mas ultrapassou o Internacional e agora ocupa a 17ª posição na tabela, com 36 pontos, apenas um a menos que o Mirassol, 16º colocado.

Empurrado pela torcida, o Corinthians se impôs no início do jogo e obrigou Walter a trabalhar aos 18 minutos. Garro conduziu a bola desde o meio de campo até a entrada da área e soltou uma pancada de perna esquerda, mas o goleiro do Mirassol espalmou.

O Timão passou a ter um jogador a mais em campo aos 20 minutos. Bruno Santos acertou uma cotovelada em André Ramalho e foi expulso após revisão do VAR.

Os donos da casa, porém, não souberam aproveitar a vantagem numérica. O time de Clarence Seedorf teve mais posse de bola e a tocou de um lado para o outro, mas não conseguiu encontrar espaços na defesa do Mirassol.

O Corinthians criou apenas duas oportunidades na reta final. Aos 32 minutos, André ficou com o rebote após cruzamento de Yuri Alberto e finalizou, mas o chute foi travado e Walter fez a defesa. Já nos acréscimos, Garro voltou a arriscar de fora da área e parou em nova defesa do goleiro visitante.

O Corinthians voltou do intervalo pressionando o Mirassol e, enfim, abriu o placar aos 12 minutos. Matheuzinho recebeu de Breno Bidon, disparou pelo corredor direito e cruzou rasteiro na segunda trave. A bola atravessou a área e encontrou Matheus Bidu, que empurrou para o fundo das redes e incendiou a Fiel em Itaquera.

O gol deu tranquilidade ao Timão, que ampliou a vantagem e liquidou a fatura aos 34 minutos. Garro fez boa jogada pelo meio e lançou Kaio César, que dominou, ajeitou para dentro e bateu colocado, no canto, sem chances para o goleiro Walter.

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política

Justiça manda prefeito de Cuiabá apagar vídeo em que associa docentes da Unemat e UFMT a drogas e facções


A Justiça de Cuiabá determinou que o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, remova em até 24 horas um vídeo em que associa professores e estudantes de universidades públicas do estado ao uso de drogas e a facções criminosas. A decisão é da juíza Célia Regina Vidotti e atende a uma ação civil pública movida pela Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat).

O episódio ocorreu no dia 13 de outubro deste ano, durante um evento político de campanha eleitoral em Cuiabá. Segundo a associação, o prefeito afirmou que os docentes e alunos da Unemat e da UFMT portavam e consumiam entorpecentes, usando expressões como “vai com o seu baseado”, “vai com a maconha” e “vai com a cocaína”, além de chamar o ambiente universitário de “porcaria” e fazer referências a “faccionados”. O conteúdo foi gravado em vídeo e publicado no perfil do pré-candidato no Instagram, onde ele tem mais de 1,8 milhão de seguidores.

Na decisão, a magistrada destacou que a Constituição garante a liberdade de expressão e o debate político, mas que esses direitos não são absolutos e encontram limites na proteção da honra e da dignidade das pessoas. Para a juíza, as falas passaram dos limites da crítica política e configuraram uma acusação generalizada de crimes sem qualquer prova. “A imputação generalizada e direta de condutas ilícitas a uma categoria profissional determinada, associando-a a figuras de criminalidade organizada, sem a indicação de qualquer lastro fático objetivo, consubstancia manifesto abuso de direito”, afirmou a magistrada na decisão.

A juíza ressaltou ainda que prefeitos não possuem imunidade parlamentar e que o contexto de disputa eleitoral não dá permissão para ofender a honra ou atribuir crimes levianamente a outras pessoas. Com a decisão, o vídeo publicado deve ser removido no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Caso ele não cumpra a determinação, a Justiça vai expedir uma ordem direta ao Instagram para que a plataforma retire o conteúdo do ar. Abílio foi intimado a cumprir a decisão e a apresentar sua defesa no prazo de 15 dias.

A ação segue em tramitação e, no mérito, a Adunemat pede a remoção definitiva dos vídeos e a condenação do prefeito ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos.

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Brasil

Terceira edição do CNU pode ter até 3 mil vagas


Quem pretende fazer concurso público em 2027 pode se preparar. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), existe a expectativa de um novo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) no próximo ano com até 3 mil vagas. 

A realização do certame, porém, depende da aprovação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que permita espaço fiscal para preenchimento de novas vagas no serviço público.

Notícias relacionadas:

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Na nota enviada à Agencia Brasil, o MGI diz que considera o CNPU “uma política pública de renovação, modernização e democratização do acesso ao serviço público federal” e que a ideia é que ele se consolide como um processo permanente de seleção de servidores, com edições realizadas em ciclos regulares, idealmente a cada dois anos.

O CNPU foi criado em 2023 pelo governo federal e ficou conhecido como “Enem dos Concursos”. O objetivo foi centralizar os processos seletivos para contratação de servidores públicos em diversos órgãos do Poder Executivo federal e aumentar os locais de prova pelo país.


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Mundo

Risco de invasão de Cuba pelos EUA é real, avalia embaixador


O governo de Cuba avalia como real o risco de invasão da ilha pelo governo de Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), afirmou o embaixador do país caribenho no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo. Em entrevista à Agência Brasil, o representante de Havana destacou que o país está preparado para uma agressão militar.

“O povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA. O governo e o povo cubanos não podem ignorar as pretensões dos EUA de uma invasão a Cuba. Isso é real”, afirmou o diplomata.

Notícias relacionadas:

  • Sob pressão de Trump, Cuba comemora aprovação na ONU contra bloqueio.
  • ONU aprova resolução contra embargo dos EUA a Cuba.
  • EUA impõem mais sanções a Cuba.

O embaixador acrescentou que Cuba tem feito um chamado à comunidade e a imprensa internacionais para que não aceitem uma invasão da ilha pelos estadunidenses. “Não é possível normalizar uma agressão militar contra Cuba.”

O diplomata sediado no Brasil acrescentou que “a maioria do povo cubano” defende a soberania do país e lutará contra uma invasão militar estrangeira.

“Cuba tem história, tem tradição de luta. Cuba tem tradição de preparação da população para essa luta, que é uma questão que não pode ser ignorada pelos EUA”, explicou.

Desde janeiro de 2025, com a volta de Donald Trump à Casa Branca, Washington tem aumentado a pressão contra Havana com uma série de novas sanções, entre elas, o bloqueio energético com ameaças a países que vendam petróleo à ilha, o que deixou Cuba três meses sem receber nenhum barril de petróleo.

Em março deste ano, Trump chegou a dizer que teria a “honra de tomar Cuba”. Meses depois, em outubro, o presidente disse que iriam “cuidar de Cuba” depois de lidarem com o Irã, que foi atacado pelos EUA e por Israel em uma guerra que se arrasta desde fevereiro.

Em outra declaração, Trump defendeu que seria possível chegar “a um acordo” com Cuba. “Não acho que precisaremos das forças armadas”, disse.

As medidas de asfixia econômica contra Cuba vêm escalando mês a mês, levando à redução dos voos interacionais à Cuba, saída de empresas hoteleiras estrangeiras e mesmo da empresa de cartões Visa, afetando o setor do turismo, o principal do país.  

Ameaça extraordinária

Em janeiro deste ano, a Casa Branca classificou Cuba de uma “ameaça incomum e extraordinária” contra os EUA, acusando o país de abrigar adversários dos estadunidenses, “focado em roubar informações sensíveis de segurança nacional dos Estados Unidos”.

Ao mesmo tempo, o secretário do Departamento de Estado Marco Rubio, filho de família cubana, tem elevado o tom contra o governo do presidente Miguel Díaz-Canel.

“Faremos o possível para tomar medidas que iniciem esse processo de mudança [em Cuba]. E será um processo que não será fácil”, afirmou em coletiva de imprensa, em setembro deste ano.

Brasília (DF)29/10/2026 O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, durante entrevista à Agência Brasil.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, em entrevista à Agência Brasil – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O representante de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, classifica as acusações dos EUA de “ridículas”.

“Cuba não é uma ameaça para os EUA. Um país bloqueado, pequeno e economicamente asfixiado não tem a capacidade de pôr em risco a primeira potência do mundo. Essa acusação é ridícula”, completou.

Ainda segundo o representante de Havana, uma agressão militar dos EUA contra Cuba seria um genocídio “porque é uma potência nuclear atacando um pequeno país que fica a 90 milhas desse país”.

Posição geográfica

Ao mesmo tempo, Palomo destaca que a posição geográfica de Cuba é “complicada” para os EUA e que uma invasão levaria os cubanos que vivem em território estadunidense a se voltar contra o governo Trump.

“Eles não têm guerras em suas fronteiras há muito tempo. Uma guerra em Cuba vai afetar toda a região. Uma guerra em Cuba pode começar, você não sabe como vai terminar”, alertou.

O aperto do cerco econômico a Cuba compõe uma nova ofensiva dos EUA para derrubar o governo liderado pelo Partido Comunista, que desafia a hegemonia política de Washington na América Latina há mais de seis décadas.

O embaixador de Cuba reconheceu que a ilha tem problemas, como outros países, mas argumentou que a nação é impedida de se desenvolver pelo bloqueio econômico imposto pelos EUA.

“Nós cubanos temos problemas, mas os cubanos têm o direito de resolver os próprios problemas por vontade própria vontade. Não por uma agressão militar. Esse não é o caminho”, disse.

Nas últimas semanas, o Departamento de Estado dos EUA adotou nova sanção contra empresas de “tecnologias sensíveis” que tenham relação com a ilha caribenha. A Justiça dos EUA chegou ainda a decretar, neste mês, a prisão do ex-presidente cubano Raúl Castro.


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Mundo

Oposição em Israel depende dos árabes para tirar Netanyahu do poder


A apuração das urnas em Israel terminou sem um vitorioso definitivo uma vez que a oposição a Benjamin Netanyahu depende de uma aliança com partidos árabes para conseguir maioria e tirar o atual primeiro-ministro, que está há 19 anos no poder.

A Comissão Eleitoral Central de Israel publicou, nesta sexta-feira (30), os resultados definitivos da formação do Knesset, o Parlamento israelense, com 120 cadeiras. Para formar governo, é necessário ter, no mínimo, 61 parlamentares.

Notícias relacionadas:

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  • Israel: sem vencedor declarado, partidos discutem coligações.

O partido de Netanyahu, o Likud, foi o que mais recebeu votos com 20% do total, ficando com 27 cadeiras. A coalizão liderada pelo primeiro-ministro conquistou, ao todo, 53 cadeiras, oito a menos que o necessário para formar governo.

Do outro lado, os partidos que fazem oposição somaram 67 cadeiras, porém, 19 desses acentos ficaram com partidos árabes, o Raam e a Lista Conjunta, formados por palestinos-israelenses, grupo que soma cerca de 21% da população de Israel.

Já os partidos de judeus israelenses que são oposição à Netanyahu ficaram com 48 deputados. O problema é que os partidos de oposição mais votados, o Yashar, do Gadi Eisenkot, com 21 cadeiras, e o B’Yachad, com 12 deputados, vinham se manifestando contra a formação de governo com participação dos palestinos que vivem em Israel.

Coalizão

O impasse favorece Netanyahu, que fica no poder enquanto não houver um acordo para formação de maioria, segundo explicou o pesquisador do Grupo de Estudos sobre Conflitos (GECI) da PUC de São Paulo, Shajar Goldwaser.

“Alguma promessa vai ter que ser descumprida para sair desse imbróglio porque a oposição prometeu duas coisas: que não iria fazer governo com Netanyahu e que não iria fazer governo com os partidos árabes”, comentou à Agência Brasil.

Para o mestrando do Instituto San Tiago Dantas de Relações Internacionais, ligado a Unesp, Unicamp e PUC-SP, existe uma concepção “racista” nos partidos de judeus israelenses que tem impedido a formação de coalizões com os árabes.

“Eles não querem, por exemplo, ter um ministro da educação palestino. Formar um governo com esses partidos seria uma vitória para os palestinos, que teriam a sensação de que o voto importa. Esse é o medo dos israelenses: que os palestinos achem que eles têm poder e podem influenciar a política israelense”, avalia Shajar.

Impasse

A emissora N12 News de Israel tem divulgado que um dos partidos da oposição, o Yisrael Beytenu, liderado pelo Avigdor Liberman, já estaria propondo um governo de “unidade nacional” com Netanyahu para impedir a formação de uma coalizão com os partidos de palestinos-israelenses.

O partido de Liberman conquistou sete cadeiras no Knesset. Caso ele se una a Netanyahu, faltaria apenas uma cadeira para o atual primeiro-ministro permanecer no poder.

Netanyahu tem alegado, sem provas, que a Turquia e o Catar teriam influenciado na votação dos palestinos-israelenses, que tiveram uma presença de mais de 80% nas urnas, a maior já registrada.

Por isso, o primeiro ministro acusa o pleito de “fraude” e tem defendido que é “proibido formar governo com eles”, se referindo aos partidos palestinos.  

O líder do partido da oposição mais votado, Gadi Eisenkot, acusou o Likud e Netanyahu de colocar em marcha uma campanha organizada para deslegitimar os resultados eleitorais.

“Eles fazem isso porque perderam. Carecem de maioria”, disse Eisenkot, reiterando a promessa de criar uma comissão para investigar o ataque do Hamas em 7 de outubro uma vez que a oposição acusa Netanyahu de ter tido conhecimento prévio do plano do Hamas e não ter adotado medidas para impedir o ataque.

O especialista em política israelense Shajar Goldwaser destacou que a imprensa israelense vem divulgando ainda a possibilidade de Netanyahu recomeçar a guerra contra o Irã para permanecer no poder.

“Uma guerra contra o Irã agora é muito propícia a formar um governo de união nacional. Netanyahu já fez isso no passado fez. Ele é famoso por fazer guerras para interesses eleitorais”, finalizou.

Eleições em Israel

Com 7,3 milhões de eleitores, Israel foi às urnas nesta semana pela primeira vez desde o 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou vilas ao sul do país causando a morte de 1,2 mil pessoas e fazendo outras cerca de 200 de reféns.

Em resposta a esse ataque, Israel lançou uma operação militar de grandes proporções em Gaza que levou à destruição de quase toda a infraestrutura civil do território, levando à morte de mais de 75 mil pessoas.

A operação em Gaza vem sendo apontada por países e especialistas como um genocídio. Ministros do governo Netanyahu têm defendido a emigração dos palestinos da região e a colonização israelense do território.

Nos últimos três anos, o país ainda se envolveu em guerras no Líbano, ataques na Síria e uma agressão contra o Irã em parceria com os Estados Unidos (EUA).

Na Cisjordânia, a política de assentamentos ilegais ganhou novo impulso nos últimos anos.

 

 


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esporte

Corrida Azul e Rosa tem data redefinida para fim do mês que vem em Colíder


A 10ª edição da Corrida Azul e Rosa foi reagendada para o dia 28 de novembro, em Colíder (157 quilômetros de Sinop). A prova terá largada às 19h, na praça central Jaime Veríssimo de Campos Júnior, com concentração dos participantes a partir das 18h e aquecimento previsto para as 18h40.

De acordo com a organização, com percurso aproximado de seis quilômetros, a programação busca incentivar a prática da corrida de rua, além de conscientizar a população sobre a prevenção e o diagnóstico do câncer de mama, tema da campanha Outubro Rosa, e do câncer de próstata, abordado no Novembro Azul. Na edição anterior, a prova reuniu mais de mil inscritos.

Os participantes receberão kits compostos por camiseta oficial do evento, número de peito, alfinetes, chip e brindes de patrocinadores. Conforme o regulamento, a prova terá duração máxima de uma hora e meia e será realizada independentemente das condições climáticas.

A classificação será dividida entre as categorias masculina e feminina, com disputas na classificação geral e por faixas etárias, a partir dos 14 anos. As categorias seguem até os 70 anos ou mais, com divisões por idade a cada cinco anos, conforme o regulamento.

Com a conclusão do evento, os atletas classificados do primeiro ao quinto lugar na categoria geral receberão troféus. Os cinco primeiros colocados também terão premiação adicional, com valores que ainda serão divulgados pela organização.

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esporte

Nova Mutum recebe etapa estadual de Duathlon que vale vaga para Mundial de 2027


Nova Mutum sediará, no dia 21 de novembro, a etapa única do Campeonato Mato-Grossense de Duathlon 2026. A competição será disputada nas categorias masculina e feminina, de forma individual, e também valerá como seletiva para o Mundial de Duathlon de 2027.

Conforme a federação à frente do desporto, o percurso será composto por três etapas, com 2 quilômetros de corrida, 20 quilômetros de ciclismo e mais 3 quilômetros de corrida. Ainda durante a fase ciclística, serão permitidas bicicletas dos modelos speed e mountain bike, enquanto os trechos de corrida e pedal serão realizados em pista com revestimento asfáltico.

O cronograma especifica que as largadas estão previstas para as 16h15, no masculino, e 16h25, no feminino. A programação prevê a entrega dos kits entre 13h e 15h30, enquanto a abertura da área de transição para os atletas será às 15h, com fechamento às 16h. A cerimônia de premiação está prevista para começar às 18h30.

Ainda de acordo com o regulamento, a disputa pelo título estadual será restrita aos atletas vinculados à Federação Mato-Grossense de Triathlon (FMTTRi) em 2026. Na classificação geral, serão premiados com troféus os cinco primeiros colocados de cada categoria. Também haverá reconhecimento por faixa etária, com medalhões para os melhores colocados nas divisões de 16 a 29 anos, 30 a 39, 40 a 49, 50 a 60 e acima de 60 anos.

Quanto às inscrições, os interessados podem se registrar pela internet, até dia 5 de novembro ou até o preenchimento das 100 vagas disponibilizadas pela organização. A taxa é de R$ 100, além de R$ 10 referentes à administração da plataforma.

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política

Ato de estudantes da UFF deu pontapé em mobilização por virada de Lula


“O abalo e o espanto precisam se transformar em movimento”, dizia o cartaz de estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) que convocava para um protesto em 5 de outubro, dia seguinte ao primeiro turno das eleições.

Publicado nas redes sociais pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga e pela Associação Atlética Acadêmica Camillo Guerreiro, ambos do curso de direito, o ato buscou canalizar a angústia desses jovens com o resultado das urnas e deu origem a uma passeata que reuniu centenas de pessoas em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em uma chuvosa noite de segunda-feira.

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Moradores desceram dos prédios e transeuntes se juntaram aos estudantes na caminhada, que passou pela reitoria da UFF, no bairro de Icaraí, e retornou à Faculdade de Direito, no Ingá. 

O protesto foi gestado na noite de domingo (4), diante do resultado eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL) tinha recebido 47% dos votos válidos, e o presidente Luiz Inácio Lula, agora reeleito, 45%. O placar inspirava preocupação dos estudantes, que viam Flávio como uma ameaça à educação.

“Ele tinha como proposta tirar as universidades do Ministério da Educação e passar para o de Ciência e Tecnologia, que tem menos verbas”, explicou a universitária Valentina Cruz, que é diretora do Centro Acadêmico de Direito.

A proposta, de fato, constava no plano de governo do candidato do PL. Para Valentina, estava clara a necessidade de reagir ao resultado e iniciar uma mobilização por diálogo dentro da universidade. 

“A vitória de Flávio claramente significaria corte em todas as áreas das universidades, da infraestrutura ao auxílio permanência, um roteiro conhecido”, avaliou Valentina, em relação ao governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação

Mobilização de estudantes da UFF em Niterói após o 1º turno. Foto:  CAEV UFF Niterói/Divulgação

Olhando para trás, Simão Gabriel Adorno, membro da atlética do direito, também observou que a reação levou em conta a experiência recente nas universidades públicas, durante o primeiro mandato de Jair Bolsonaro.

Ele lembra que a UFF esteve entre as primeiras federais a sofrer cortes, por promoverem “balbúrdia”, nas palavras do então ministro da Educação, Abraham Weintraub. O ex-presidente endossou as críticas do MEC, chamando universitários de “idiotas úteis” e “massa de manobra”.

Os jovens, na época, protestaram, mas não conseguiram deter o contingenciamento de até 30% das verbas, com impacto no funcionamento e nas bolsas de pesquisas, fundamentais para estudantes mais pobres, em geral negros e periféricos.

“Nós vimos como o bolsonarismo atacou as universidades na gestão do Jair, como a universidade foi vilipendiada, como eles desprezam as instituições de ensino publico. A gente sentia que estava arriscando a perder nossa faculdade, a nossa casa. A educação pública estava em risco”, avaliou.

Os universitários do direito também não concordavam com a anistia defendida por apoiadores de Jair Bolsonaro, que está preso por liderar uma tentativa de golpe de Estado que culminou nos ataques à Praça dos Três Poderes do 8 de janeiro de 2023. Flávio Bolsonaro prometia que o pai seria libertado e subiria a rampa com ele em sua posse, caso fosse eleito. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2026 – Os estudantes de direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Simão Gabriel, João Paulo Pimenta e Valentina Cruz posam para fotografia na faculdade, no bairro do Ingá, em Niterói (RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os estudantes de direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Simão Gabriel, João Paulo Pimenta e Valentina Cruz. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Da noite para o dia

Na noite da apuração, os universitários se articularam e decidiram convocar o ato na segunda.

“A gente precisava fazer algo. Era para ser uma coisa interna, de alunos e professores, representantes de algumas entidades, como a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], mas passaram-se as horas e éramos centenas”, contou João Paulo Armando, outro diretor do centro acadêmico de Direitos. 

Ali, eles também abriram a bandeira do Direito Antifascista, estandarte confeccionado em 2018, antes da primeira eleição de Jair. 

“Para nós, do Direito, a situação (da vantagem) era absurda, sobretudo, diante da postura dele [Flávio] contra direitos civis, contra a Constituição [Federal] e em defesa da Ditadura [político-empresarial-militar]. Nós sabemos o que foi isso”, afirmou, o jovem, ao lembrar Fernando Santa Cruz, aluno da instituição e militante político, desaparecido pelos militares em 1974.

 

Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação

Mobilização de estudantes nas ruas de Niterói após o primeiro turno. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação

Com a convocação, que trazia uma imagem do presidente Lula com jovens, outros cursos aderiram e pediram para se juntar. 

“Vimos nosso país ameaçado, nossa democracia em risco, observamos as movimentações do governo Trump [presidente dos Estados Unidos], e decidimos ser um ponto de resistência no Sul Global”, relembra Cauê Moraes Marins da Silva, de 22 anos, diretor do Centro Acadêmico de Relações Internacionais Sérgio Vieira de Melo, também da UFF.

No fim da tarde, a articulação ganhou um tamanho inesperado, e os participantes já não cabiam mais no pátio. Eles decidiram, então, sair em caminhada. Valentina conta que viu uma senhora idosa, de bengala, aposentada, se aproximar e ficar emocionada.

“Ela estava lá, na chuva, conosco, e disse que o nosso futuro não podia ser entregue para a extrema-direita”.

Mas teve também quem tenha criticado. Cauê lembra que ovos foram arremessados de sacadas contra os estudantes.

“Várias pessoas identificadas com o campo progressista e o PT foram agredidas e até mortas nesta eleição. A violência foi real, o que é um absurdo na democracia”, disse. “Na manifestação do dia [5[, jogaram ovos contra nós em um ato pacífico, e, mesmo assim, nós continuamos”.

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2026 – Os estudantes de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cauê Moraes Marins da Silva e Maria Eduarda Pasche Alves posam para fotografia em frente a universidade, no bairro do Ingá, em Niterói (RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os estudantes de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cauê Moraes Marins da Silva e Maria Eduarda Pasche Alves. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Atos pelo país

A mobilização daquela segunda-feira ganhou tração ao longo de semana. Na quarta-feira (7), estudantes do Rio decidiram ocuparam as ruas do centro da cidade, em mais uma passeata alertando para o resultado eleitoral. A defesa da democracia e da educação pública de qualidade eram as principais bandeiras.

Assim, protestos se multiplicaram em cidades do país, como Brasília, onde uma multidão se reuniu na Esplanada dos Ministérios naquela semana. A sequência fez parte da campanha popular pela reversão do resultado eleitoral, que passou a focar na oportunidade de ganhar votos nulos e atrair eleitores que não tinham ido votar.

 

Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“A eleição de vários representantes do fascismo, da extrema-direita, me assustou”, contou Isabela Casalini, de 21 anos, aluna de desenho industrial da UFF.

Ela revelou que tirou o título de eleitor aos 16 anos, para votar contra Jair Bolsonaro, nas eleições de 2022. “No dia 5, a gente tinha um sentimento de revolta”, lembrou.

A jovem acredita que aquela manifestação tenha sido o pontapé para a mobilização crescente dos estudantes. E a intenção dela é permanecer nas ruas.

“Hoje, estou aqui de novo para comemorar nossa vitória e informar que não deixaremos de nos posicionar nos próximos anos”, disse, em entrevista à Agência Brasil.

 

Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação

Mobilização de estudantes da UFF em Niterói após o 1º turno. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação

Protagonismo estudantil 

Não foi somente em 2026 que estudantes “levantaram o moral” e mudaram os rumos da história, analisa a historiadora pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), mestre em Comunicação pela UFF e jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) Carolina Barreto. Em outros momentos, eles também foram motores de transformação.

Pesquisadora de movimentos sociais, Barreto lembra que, mesmo antes da ditadura militar, em 1964, quando a luta dos estudantes se tornou mais conhecida e bastante reprimida, a União Nacional dos Estudantes (UNE) já tinha atuado contra o nazifascismo e pela criação da Petrobras, em defesa das riquezas nacionais.

“Na década de 1990, teve o Fora, Collor, [pedindo a deposição do presidente Fernando Collor de Mello], e, em junho de 2013, os estudantes atuaram de novo, apesar de o movimento ter sido mais difuso, mesmo trazendo pautas importantes, como a gentrificação, o encarecimento da vida nas cidades os gastos exorbitantes em eventos internacionais”, examinou Barreto.

 

João Pessoa (PB), 08/10/2026 - Estudantes fazem protesto em apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ascom/ADUFPB

Estudantes fazem protesto em apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva em João Pessoa. Foto: Ascom/ADUFPB

A historiadora é autora do livro “Quando 2013 encontra 1968”, comparando a cobertura da imprensa de anos recentes com a da Marcha dos 100 mil, três meses depois do assassinato do estudante Edson Luis pela ditadura.

“A única vez que os estudantes ficaram de fora foi nos anos 1980, com o ascenso do movimento sindical, em São Paulo”, destacou a pesquisadora.

O advogado Felipe Santa Cruz, filho do estudante e militante Fernando Santa Cruz, que cursou direito na UFF, avalia que a mobilização mostra que os estudantes estão na vanguarda da luta contra o autoritarismo.

“Nós estamos orgulhosos dos estudantes da UFF e dos estudantes de todo o país”, declarou Felipe, que faz doutorado na Universidade Federal Fluminense, além de já ter presidido a OAB Nacional e a seccional do Rio de Janeiro.

“Os meninos e meninas da UFF se juntaram, foram às ruas espontaneamente, da forma mais bela, se indignaram com o risco que o país corria e tomaram a história nas próprias mãos”, declarou. “Foi um ato muito bonito”, finalizou.

Felipe tinha apenas 2 anos quando o pai se tornou um desaparecido político. Várias versões cercam o caso, ainda sem desfecho.

 

Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Entidades repudiam listas de boicote por divergência política


A disseminação de listas que identificam empresas, comerciantes, profissionais liberais e trabalhadores com o objetivo de boicotá-los em razão de suas preferências políticas tem provocado reação de entidades representativas e órgãos ligados ao sistema de Justiça.

Nas últimas semanas, organizações empresariais, seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) passaram a alertar para os riscos jurídicos e democráticos associados a iniciativas que incentivam o boicote econômico ou a perseguição profissional por razões político-partidárias.

Notícias relacionadas:

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  • MPT vai à Justiça e pede R$ 50 milhões da Meta por assédio eleitoral.
  • Campanha orienta trabalhadores sobre denúncias de assédio eleitoral.

A mobilização ocorre em meio ao aumento dos relatos de constrangimentos, discriminação e retaliações registrados após as eleições de 2026.

Bares e restaurantes

O setor de bares e restaurantes está entre os mais afetados por esse tipo de lista – o que levou a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) a ser uma das primeiras entidades empresariais a se manifestar oficialmente sobre o tema.

Em nota intitulada “Abrasel repudia listas de boicote e discurso de ódio após as eleições”, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes condenou a circulação de listas que associam estabelecimentos a determinados posicionamentos políticos e incentivam consumidores a deixar de frequentá-los.

A associação lembra que os empresários têm diferentes convicções políticas e que a diversidade de opiniões deve ser respeitada.

Alertou também que campanhas voltadas a prejudicar economicamente empresas e trabalhadores podem gerar responsabilização civil e judicial – e que iniciativas desse tipo afetam não apenas os proprietários dos negócios, mas também os funcionários que dependem da atividade econômica para obtenção de renda.

“A divulgação dessas listas pode configurar ato ilícito e sujeitar os responsáveis a ações na Justiça. Do mesmo modo, o consumidor é livre para escolher onde vai comer e beber. Nenhum estabelecimento pode discriminar ou se recusar a atender alguém em função de seu posicionamento político ou ideológico”, diz a nota.

OAB

Houve também reações de entidades que representam a advocacia. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou, em suas redes sociais, em Tocantins, nota de repúdio a listas que expõem empresas, profissionais e cidadãos em razão de suas preferências políticas.

A entidade ressaltou que a liberdade de manifestação e a pluralidade de ideias constituem pilares do Estado Democrático de Direito e advertiu que atos de discriminação ou constrangimento podem resultar em responsabilização legal.

Na avaliação da seccional, divergências eleitorais não podem servir de justificativa para perseguição econômica, exposição pública ou restrição de direitos.

Ministério Público do Trabalho

O Ministério Público do Trabalho tem identificado situações em que plataformas digitais são utilizadas para forçar empresários a “vigiar, expor, deixar de contratar e demitir funcionários por causa do voto”.

Diante dessa situação, os procuradores entraram com ação civil pública cobrando da Meta (dona de plataformas como Instagram, Facebook e Threads) que retire do ar esse tipo de publicação. Segundo o MPT, após o segundo turno das eleições, perfis nas plataformas passaram a convocar empregadores nesse sentido.

“Publicações de empresários, influenciadores e até parlamentares orientam vasculhar as redes sociais de trabalhadores para descobrir em quem votaram e, no caso de a opção ser diferente do patrão, mandá-los embora”, disse o MPT.

O procurador do trabalho Maurício de Mello informou que o MPT recebeu, apenas nos três dias posteriores ao pleito, 1.140 denúncias de assédio eleitoral, de um total de 3.080 registradas desde o início da campanha.

Segundo ele, os dados demonstram que parte significativa das ocorrências ocorreu após a definição do resultado das urnas. “Quase 30% das denúncias ocorreram pós-processo eleitoral. Isso é uma preocupação muito grande”, disse.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, afirmou que os efeitos dessas práticas atingem não apenas trabalhadores assalariados, mas também profissionais autônomos e pequenos estabelecimentos comerciais que manifestaram posicionamentos políticos.

Prática autoritária

A organização de listas de boicote a empresas levou a ex-deputada federal gaúcha Manuela d’Ávila (PCdoB) a divulgar um vídeo no qual compara a circulação de listas de boicote por posicionamento político à perseguição econômica promovida contra comerciantes judeus na Alemanha nazista.

Segundo ela, a identificação pública de empresas e profissionais para estimular prejuízos econômicos em razão de suas convicções políticas constitui uma prática autoritária e deve ser combatida ainda em seu estágio inicial.

“Sabe como começou o boicote aos judeus na Alemanha nazista? Com listas. Em 1933, os nazistas organizaram um boicote nacional contra estabelecimentos e profissionais judeus. Eles identificavam quem eram essas pessoas, onde trabalhavam e quais lojas e negócios lhes pertenciam”, disse a ex-deputada.

Processo de fascistização

Professor de História Contemporânea da UFRJ e da Escola de Comando do Estado-Maior do Exército, Francisco Carlos Teixeira confirma a referência histórica citada por Manuela d’Ávila.

Segundo ele, a organização de listas como estas é uma “prática comum” a todos os regimes autoritários, às ditaduras e ao fascismo. Foi inclusive adotada durante a ditadura militar brasileira, tendo resultado em cassações, exílios e até mortes.

“Na Alemanha nazista, esse processo foi claramente colocado em prática e nós o chamamos, historicamente, de processo de fascistização: a ocupação das instituições a partir do expurgo de pessoas consideradas perigosas para o regime”, explicou.


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Prefeitura de Mato Grosso abre concurso para mais de 200 cargos e salários de até R$ 11,9 mil


A prefeitura de Novo São Joaquim (481 quilômetros a Leste de Cuiabá) abriu concurso público, essa semana, para o preenchimento de 266 vagas em cargos de níveis fundamental incompleto ou completo, médio, técnico e superior. Os salários iniciais variam de R$ 1,6 mil a R$ 11,9 mil, com jornadas de trabalho entre 20 e 40 horas semanais.

Entre as oportunidades que concentram a maior demanda estão professor para a sede do município (30), agente de serviços gerais na função de faxineira, também na sede (23), motorista na sede (19), agente de serviços na função de coletor de lixo (17), gari (16), monitor de creche (15) e motorista no distrito de Itaquerê (8).

Também há vagas para técnico de enfermagem (18), cuidador do menor (6), recepcionista (5), auxiliar de turma (5), professor no distrito de Itaquerê (5), enfermeiro (4), cuidador do idoso (4), operadores de máquinas e outros profissionais de diferentes áreas. O edital prevê ainda oportunidades para médicos veterinários, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, odontólogos, professores de inglês e educação física, entre outras funções.

De acordo com o edital, as inscrições serão realizadas exclusivamente no site da empresa organizadora, com início no dia 2 de dezembro, e mediante taxas que variam de R$ 60 a R$ 100.  Já os critérios de classificação levarão em conta o desempenho na prova objetiva, prevista para 21 de fevereiro de 2027. Haverá ainda a verificação de títulos e exames de caráter prático, bem como a prova de redação, para determinados cargos.

Ao todo, o concurso terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. Mais informações sobre os requisitos, as atribuições dos cargos e as etapas da seleção estão disponíveis no edital completo.

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