Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Jardineiro que escreveu ‘felis’ em canteiro de Jaciara participa de programa da Fátima Bernardes



Reprodução / TV Globo

A cidade de Jaciara (148km de Cuiabá) ganhou a mídia na última semana por conta do erro ortográfico do jardineiro Lindomar, popularmente conhecido como ‘Jaburu’.

Nesta quarta-feira (12), a exposição foi maior ainda: ele participou do programa ‘Encontro com Fátima Bernardes’, da Rede Globo, para falar sobre o ocorrido.

No programa, Lindomar comentou que não percebeu quando tiraram a foto. “Nem notei, eu estava de costas, e quando me falaram já estava na internet. E só tinha críticas no começo”, disse.

Segundo ele, quando chegou em casa e contou para sua esposa, ela até queimou o almoço. Logo depois, seu filho chegou e também viu a repercussão negativa. “Mas ele falou pra mim: ‘Pai, não esquenta não, tem muitas pessoas maldosas no mundo’”, lembrou o jardineiro.

No programa, Fátima e os outros convidados comentaram o ocorrido. Fernando, da dupla Fernando e Sorocaba, chegou a falar que os críticos eram “espíritos de porco”, mas a apresentadora lembrou que, logo depois, “Começou uma onda de solidariedade, que não é muito comum”.

Ao final do programa, Fátima deu toda a coleção de livros do Harry Potter para o filho de Lindomar, que estava na plateia. Assista ao programa completo AQUI.

Depois da polêmica, internautas criaram, inclusive, uma ‘vakinha virtual’ para arrecadar dinheiro para o Natal do Jaburu. Saiba como ajudar AQUI.

Fonte: Primeira Hora



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Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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