Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Novembro reforça a atenção do homem para a sua saúde em geral



O mês de novembro é marcado pelo reforço nos cuidados com a saúde do homem. A disseminação da campanha Novembro Azul, criada pela Organização não governamental (ONG) Instituto Lado a Lado pela Vida, aumentou a visibilidade sobre a prevenção ao câncer de próstata, principalmente em grupos de risco ou de idade avançada, chamando a atenção aos sinais que o corpo pode apresentar.

O movimento que se tornou emblemático teve início em 2003 na Austrália. Em 2009, foi criada a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, que objetiva a promoção de ações de saúde que mostrem a situação real dos homens entre 20 e 59 anos. Além do foco maior, que é a prevenção ao câncer de próstata, existem outros objetivos dentro da campanha, como trabalhar a resistência dos homens com relação principalmente aos exames.

A falta de informação ainda é uma barreira para os cuidados com o saúde. Alertar para os perigos da doença é essencial para quebrar essas barreiras. Além do cuidado com a saúde do homem, novembro conta com outras duas datas que tornam o mês ainda mais dedicado à saúde: dia 14, considerado o dia Nacional e Mundial da Diabetes; o dia 17, marcado como o Dia Internacional de combate ao Câncer de Próstata, e o dia 27, datado como o Dia Nacional de Combate ao Câncer.

Por conta disso, hoje, a preocupação com a saúde do homem vai além do câncer de prostata. O rastreamento X diagnóstico precoce de variados tipos de doenças, paternidade ativa e responsável, violências, saúde mental e toxidades, trabalho e saúde, envelhecimento saudável e ativo, entre outros, são eventos investigativos e fonte de dados essenciais na prevenção e manutenção de inúmeras doenças.

Segundo Alberto Yassuo Yoshiara, da Área Técnica de Atenção Integral à Saúde do Homem da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o principal objetivo das campanhas do Novembro Azul é a busca pela deflagração e esclarecimento das questões da saúde masculina em geral. “Nós, da Saúde do Homem do Estado de Mato Grosso, temos o foco de esclarecer a população masculina para além da questão da próstata, que é, sim, muito importante, mas que é somente um dos focos entre todos os cuidados em saúde”, destacou.

Alberto reforça a importância também da parceria entre diversas esferas para chamar atenção para a campanha num todo. “Encontramos muitas unidades de saúde, nos mais diversos municípios do Estado, fazendo campanhas conjuntas estimulando a detecção precoce dos cânceres de mama e próstata, por exemplo, além da parceria de empresas locais e instituições civis e religiosas que apresentam iluminação azul neste mês, fixando na memória da sociedade a campanha”.

Ações da Campanha

Entre as ações para o mês de novembro, a Área Técnica, bem como os profissionais das Secretarias Municipais de Saúde, têm sido solicitados para entrevistas e informações gerais nas mídias, empresas e outras instituições para esclarecimento sobre a Saúde do Homem, que incluem Saúde da Próstata, uso indiscriminado de anabolizantes, Saúde do Trabalhador, Saúde do homem nas estradas, entre outros temas essenciais para o despertar do gênero para a sua saúde em geral.

A prática de hábitos saudáveis, como a atividade física regular, alimentação balanceada e a redução do consumo de bebidas alcoólicas e cigarro diminuem as chances de se desenvolver o câncer de próstata, como outras doenças, e retardar as hereditariedades. “O assunto ´Saúde do Homem` não deve ser foco apenas nesta época, mas sim durante todo o ano”, finalizou Alberto.

Fonte: Da Assessoria



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Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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