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Concurso de Bom Jesus do Araguaia (MT) abre 60 vagas com salário de até R$ 14 mil



Concurso de Bom Jesus do Araguaia — Foto: Divulgação

Concurso de Bom Jesus do Araguaia — Foto: Divulgação

A Prefeitura de Bom Jesus do Araguaia, a 983 km de Cuiabá, abriu concurso público com 60 vagas. De acordo com o edital publicado, os salários variam entre R$ 954 e R$ 14.168,90. A taxa de inscrição vai de R$ 40 a R$ 120. As inscrições estão abertas.

As vagas são para cargos com nível fundamental, médio e superior: analista, assistente social, cirurgião dentista, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico, médico veterinário, nutricionista, pregoeiro, psicólogo, técnico administrativo educacional, técnico em radiologia, técnico em enfermagem, técnico em saúde bucal, técnico em recursos humanos, mecânico, motorista, tratorista, gari, agente administrativo de serviços públicos, vigia, pedreiro, zelador de cemitério, fiscal tributário municipal, recepcionista, auxiliar de manutenção e conservação, auxiliar de oficina mecânica, orientador social, regulador, operador de máquinas pesadas e auxiliar de serviços gerais.

Os interessados devem se inscrever pelo site do organizador do concurso até o dia 11 de março. A taxa de inscrição é de R$ 40 (nível fundamental completo e incompleto), R$ 60 (nível médio completo), R$ 80 (nível técnico) e R$ 120 (nível superior).

O concurso terá prova objetiva, avaliação de títulos e prática. A prova será aplicada no dia 24 de março.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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