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Quatro pacientes morrem à espera de vaga em UTI no PS de Cuiabá



Quatro pessoas morreram neste mês no Pronto-Socorro de Cuiabá enquanto esperavam vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade de saúde.

A filha de um dos pacientes que morreram explicou que o pai recebeu o diagnóstico de um tumor no cérebro, após sofrer uma queda quando seguia para Guarantã do Norte, a 721 km de Cuiabá, para visitar a família.

Vanessa Carvalho contou que os primeiros atendimentos após a queda foram realizados no município, no entanto, devido ao tumor, a família buscou uma vaga na UTI, que foi liberada para o atendimento após a terceira liminar dada pela Justiça.

“Ele só foi conseguir um quarto na UTI depois da terceira liminar dada pela Justiça”, afirmou.

Segundo a defensora pública Synara Gusmão, depois da determinação judicial, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) é informada. No entanto, a informação foi de que não havia vagas.

“Nós entramos em contato com a secretaria, mas eles nos repassaram a informação que não existe vagas naquele momento”, disse.

A Secretaria Estadual de Saúde alegou que, quando não tem vaga disponível no local, os pacientes são encaminhados para hospitais públicos ou privados para atendimento.



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MPMT requer interdição de cadeia pública feminina de Cáceres


O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Cáceres, requereu no final da tarde desta quinta-feira (22) a interdição da cadeia feminina do município. A medida foi tomada em razão da existência de infiltrações estruturais e alto risco de incêndio na unidade prisional. O pedido foi direcionado à 1ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres.

De acordo com o MPMT, a cadeia feminina do município não possui Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico (ASCIP) do Corpo de Bombeiros. Inspeções realizadas no local demonstram uma série de problemas estruturais na unidade, como falta de sistemas de hidrante, de saídas de emergência, de alarme de incêndio, entre outros.

Conforme laudo técnico das instalações elétricas do edifício, encaminhado ao Ministério Público pelo Conselho de Segurança, as “instalações estão em péssimas condições de conservação, com risco gravíssimo de acidentes à população carcerária e aos profissionais da segurança pública responsáveis pelo local, proporcionando alto grau de risco de incêndio a qualquer momento”.

Segundo o promotor de Justiça Marcelo Linhares Ferreira, o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do MPMT também realizou inspeção técnica na unidade prisional, constatando inconformidades em toda a edificação que interferem diretamente na segurança dos usuários.

“O quadro existente no estabelecimento prisional fere os mais básicos direitos fundamentais do homem, sendo que a medida de interdição visa a resguardar a dignidade da pessoa humana e a proteção de risco à vida e à integridade física das presas”, destacou o promotor de Justiça.

por CLÊNIA GORETH

 

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