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UTI pediátrica da Santa Casa de Rondonópolis (MT) fecha as portas por falta de repasses do governo



A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica da Santa Casa de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, foi fechada por falta de repasses do governo do estado. Segundo a diretoria do hospital, que atende a pacientes de 19 municípios da região, os médicos não recebem há quatro meses e a maior parte dos que atendiam na UTI pediram a rescisão do contrato.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) informou que aguarda a liberação dos recursos por parte da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz-MT) para poder efetuar o pagamento e que isso deve ocorrer o mais rápido possível. No entanto, a pasta não deu um prazo para o pagamento.

Atualmente, só dois pacientes estão internados na UTI pediátrica, mas eles devem ser transferidos para outra unidade e o setor não irá mais receber novos pacientes. Segundo o superintendente da Santa Casa de Rondonópolis, Éder Lúcio de Souza, sem os repasses do governo, não é possível manter uma equipe de terapia intensiva pediátrica no hospital.

“Não dá para fazer mágica. O profissional trabalha e precisa receber. Há 14 meses que o serviço está aberto. Hoje nós temos a assistência, mas o serviço será fechado e a gente não sabe o que vai acontecer com aqueles que, por ventura, venham necessitar dos nossos serviços”, afirmou.

Segundo a direção da Santa Casa, são necessários entre 8 e 10 médicos para manter a unidade funcionando, que trabalham em escala de dois para cada turno de 24 horas. Porém, com o atraso no pagamento, os profissionais pediram a rescisão do contrato e agora, apenas dois continuam trabalhando, conforme o diretor clínico e representante dos médicos, Luciano Oliveira.

“Eles deram o aviso à administração, vão cumprir o contrato deles e vão encerrar. E sem esses profissionais, não tem como a UTI funcionar”, afirmou.

Para que a UTI pediátrica saísse do papel, foram investidos quase R$ 4 milhões em estrutura física e equipamentos, dinheiro que foi bloqueado da conta do governo do estado após ação ingressada pela Ministério Público Estadual (MPE).

A UTI foi inaugurada há pouco mais de um ano e, de acordo com Luciano Oliveira, se a situação não for normalizada, esse pode ser apenas o primeiro setor da Santa Casa a ser fechado.

“Se as autoridades não se moverem, começa a desencadear o fechamento das outras UTIs, a cirurgia cardíaca, por exemplo, que foi uma grande conquista. Sem o repasse e o pagamento dos médicos, paulatinamente, o serviço vai se esfacelando”, disse.

Fonte: G1 Mato Grosso



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MPMT requer interdição de cadeia pública feminina de Cáceres


O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Cáceres, requereu no final da tarde desta quinta-feira (22) a interdição da cadeia feminina do município. A medida foi tomada em razão da existência de infiltrações estruturais e alto risco de incêndio na unidade prisional. O pedido foi direcionado à 1ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres.

De acordo com o MPMT, a cadeia feminina do município não possui Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico (ASCIP) do Corpo de Bombeiros. Inspeções realizadas no local demonstram uma série de problemas estruturais na unidade, como falta de sistemas de hidrante, de saídas de emergência, de alarme de incêndio, entre outros.

Conforme laudo técnico das instalações elétricas do edifício, encaminhado ao Ministério Público pelo Conselho de Segurança, as “instalações estão em péssimas condições de conservação, com risco gravíssimo de acidentes à população carcerária e aos profissionais da segurança pública responsáveis pelo local, proporcionando alto grau de risco de incêndio a qualquer momento”.

Segundo o promotor de Justiça Marcelo Linhares Ferreira, o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do MPMT também realizou inspeção técnica na unidade prisional, constatando inconformidades em toda a edificação que interferem diretamente na segurança dos usuários.

“O quadro existente no estabelecimento prisional fere os mais básicos direitos fundamentais do homem, sendo que a medida de interdição visa a resguardar a dignidade da pessoa humana e a proteção de risco à vida e à integridade física das presas”, destacou o promotor de Justiça.

por CLÊNIA GORETH

 

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