Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Risco de pegar covid-19 em Primavera é 45% maior que em Cuiabá



Apesar do maior número de casos, o risco de pegar covid-19 em Primavera do Leste (231 km ao Sul da Capital) e 45% maior que em Cuiabá. O GD analisou os dados do boletim de 1º de junho, comparando os casos confirmados nos 15 maiores municípios de Mato Grosso.

Fazem parte dessa análise Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, Cáceres, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Barra do Garças, Primavera do Leste, Alta Floresta, Pontes e Lacerda, Nova Mutum, Campo Verde e Juína.

Enquanto na Capital ocorre um caso a cada 770,4 habitantes, em Primavera do Leste acontece um caso a cada 530 moradores. Para se ter uma ideia, Primavera do Leste é o 10º maior município do estado, com uma população de 62.019 moradores, seguindo estimativa do IBGE para 2019.

Em terceiro lugar no ranking de maior taxa de incidência do novo coronavírus está Barra do Garças (509 km a leste), com um diagnóstico positivo para cada 774,7 habitantes. A cidade é a nona mais populosa do estado, com 56.560 moradores.

Logo em seguida vem Lucas do Rio Verde (354 km ao norte), com um caso a cada 862,2 habitantes. O município é o oitavo com maior população em Mato Grosso, que segundo o IBGE é de 65.534 moradores.

Sem contar as mortes ocorridas por covid-19, apenas na comparação da chance de se pegar a doença, o risco de transmissão do novo coronavírus é muito maior em Primavera do Leste, Barra do Garças, Lucas do Rio Verde e Tangará da Serra (1 a cada 918,1 habitantes) do que em Várzea Grande, que está na região metropolitana e tem um caso a cada 1.108 moradores.

Em Mato Grosso, a taxa de incidência da covid-19 era de um caso a cada 1.321 habitantes. No primeiro de dia de junho havia 2.636 diagnósticos positivos, para uma população de 3,4 milhões de habitantes.

Fonte: Gazeta Digital



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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