Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Após 14 dias, corpo de professora é encontrado em matagal; ex-namorado segue preso



Localizado na noite de quinta-feira, 7, o corpo de uma mulher que seria da professora Rosângela Silva, de 32 anos, que estava desaparecida há 14 dias. A confirmação foi feita pela Polícia Civil. O cadáver foi encontrado em um matagal às margens da MT-249, na região de Nova Mutum (a 264 km de Cuiabá).  Apesar do estado de decomposição do corpo, um relógio pertencente a vítima, além de vestimentas foram reconhecidas por familiares que acompanharam os trabalhos de buscas.

O principal suspeito da morte da professora trata-se do ex-namorado dela, o empresário Alessandro Lautenschlager, 31 anos. Ele foi a última pessoa vista com a mulher e fugiu para a cidade de Foz do Iguaçu após o desaparecimento dela.

Preso alguns dias depois, no Paraná, ele se manteve em silêncio no interrogatório para à polícia paranaense. Após a separação de Alessandro, a professora chegou a registrar boletim de ocorrência em razão das ameaças que sofria. Ele obteve um medida protetiva contra ele.

Rosângela é pedagoga da rede municipal e tem um filho de três anos com Vilmar Queiroz. Ao Olhar Direto, Vilmar disse que Rosângela e Alexandro namoraram por alguns meses e estariam em processo de separação. Na noite de sexta-feira (25), Rosângela teria combinado de sair com uma amiga, que se deslocou até a residência dela. Por volta das 22 horas, ela disse que iria conversar com o ex-namorado e retornava para casa rapidamente. Entretanto, ela não retornou.

Por volta da meia-noite, a amiga ligou a um colega em comum e teria perguntado quanto ao paradeiro de Rosângela. Esse colega então ligou para Alexandro que atendeu ao telefone e disse que teria deixado a ex-namorada em frente a casa de Rosângela. Depois disso, ele não atendeu mais ligações e também desapareceu.

Com Só Notícias



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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