Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Primavera do Leste será contemplada com Clínica de Hemodiálise



Da Redação

50 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de Primavera e região, a partir da segunda quinzena de janeiro poderão fazer o tratamento de hemodiálise em Primavera do Leste. A iniciativa é uma parceira entre o poder público e privado.

Segundo a secretária de saúde do município, Laura Leandra Portela Queiroz, uma clínica particular da cidade, que construiu toda a estrutura e está agora passando pelo processo de credenciamento junto aos órgãos competentes. O atendimento é de média e alta complexidade e no momento todos os pacientes de Primavera do Leste e região precisam ir até Rondonópolis ou Cuiabá para fazer o tratamento, mas com a clínica na cidade, essa realidade será diferente.

A manutenção da clínica de hemodiálise será em parceria com o Governo de Estado que entrará com R$ 150 mil reais por mês e o município mais R$ 50 mil. No dia 4 de dezembro o Governador do Estado, Pedro Taques, vem a Primavera do Leste para assinar os documentos necessários para formalizar a parceria.

“Quando o prefeito Leo pensou em buscar a parceria com a iniciativa privada, foi para garantir mais qualidade de vida aos pacientes. Sendo assim, os pacientes terão mais conforto e comodidade. Hoje um paciente de hemodiálise precisa do tratamento três vezes por semana, e com a clínica na cidade, não precisará passar tantas horas na estrada e não terá tanto desgaste físico e emocional. A clínica é um avanço para nós da saúde, e estou muito contente com mais essa conquista”. Finaliza a secretária.



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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