Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Avô morre de Covid e família faz vaquinha para pagar R$ 188 mil em hospital



Uma família de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá) vive o drama de, além de perder um familiar para a Covid-19, pagar uma dívida R$ 188 mil pelo custo da internação em UTI. Sem plano de saúde, a família recorreu a internação particular para tentar salvar a vida de José Ferreira Nascimento, de 86 anos, que não resistiu e veio a óbito no último sábado (19), depois de 19 dias internado no Hospital Unimed de Rondonópolis. Eles pedem ajuda em uma vaquinha virtual – clique aqui.

A dívida era para ter sido paga nesta terça (21), conta a neta de José, Thais Alves Borges, de 27 anos. Na manhã desta quarta (22), os familiares conseguiram adiantar o pagamento de R$ 20 mil, que foi arrecadado entre amigos e parentes. “Tinhamos que pagar pelo menos uma entrada por que eles estavam cobrando”, disse.

Com esse adiantamento, o Hospital Unimed deu um prazo de 15 dias a família para pagar o restante da dívida.

Thais explica que, após o quadro do avô piorar, eles procuraram ajuda médica, mas não havia leitos de UTI na cidade. O próprio secretário municipal de Saúde de Paranatinga disse que não havia vagas e que saída poderia ser a internação particular. Eles chegaram a voltar para casa, porém, com uma nova piora do idoso, eles o levaram até o Hospital Unimed de Rondonópolis, onde havia vaga.

“A gente teve que levar para [hospital particular para] salvar a vida dele. Não tinha outro jeito. Se fosser esperar pelo SUS, teria morrido assim que teria dado entrada. Não esperávamos que o valor chegasse a tudo isso”, conta Thais.

Depois de mais duas semanas, pouco antes de José vir a óbito, a Unimed já notificou os familiares da dívida – R$ 134 mil pelo custo da internação. Após 19 dias de UTI, o idoso não resistiu e veio a óbito no último sábado (19). A dívida foi atualizada para R$ 188 mil, mas a família “não tem condições de pagar tudo isso”.

Uma prima chegou a fazer uma vaquinha na internet. Até o momento foram arrecadados, pouco mais de R$ 9 mil. Thais também conta que recorre a ajuda por todos os lados. Já buscou a Prefeitura de Paranatinga, mas não teve resposta até o momento. Enquanto isso, a família vê outras formas de arrecadar o montante.

Fonte: RD News / Allan Pereira



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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