Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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COVID-19: Prefeitura manifesta preocupação com a ocupação de leitos na rede pública e privada



A Prefeitura de Rondonópolis informa que durante transmissão da live do Comitê de Gestão de Crise nesta quarta-feira (03/06) foi pronunciada a preocupação com a ocupação dos leitos, em virtude do avanço do coronavírus (Covid-19), nas unidades hospitalares do município. Até esta terça-feira (2) já atingia mais de 63% dos leitos privados e 40% das vagas de UTIs públicas.

Rondonópolis, por ser polo regional, atende não apenas seus moradores, mas dá suporte a região Sudeste de Mato Grosso, o que representa 18 cidades e cerca de 600 mil habitantes, que em casos graves dependem da estrutura de Saúde do município, por isso, a preocupação com o crescimento de casos da doença e da necessidade de mais estrutura e leitos, de forma a evitar um colapso e garantir atendimento médico a todos.

Conforme a Saúde, em Rondonópolis há 20 leitos públicos, dos quais oito estão ocupados. Na rede privada são 11 leitos, com quatro ocupados. Quanto ao leitos de enfermaria na rede pública são 59 e estão com 13 ocupados, na rede privada são 29 sendo que 15 estão ocupados.

Dos casos de pacientes de outros municípios hospitalizados por conta da doença em Rondonópolis são: Pedra Preta (01), Andradina (01), Uberlândia (01), São Domingos do Maranhão (01), Campo Verde (01), Caieiras (01), Alto Araguaia (01) e Itiquira (01). No caso de Primavera do Leste foram contabilizados quatro (04) casos, sendo dois (02) no Hospital Regional, um (01) na Santa Casa e um (01) paciente que recebeu alta recentemente.

Gabinete de Comunicação Social



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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