Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Cadela farejadora encontra maconha coberta por pó de café em bagagem de passageira



Segundo a Polícia Federal, a droga foi descoberta pela nova cadela farejadora da instituição, Dea (Foto: Polícia Federal de MT/Assessoria)

Segundo a Polícia Federal, a droga foi descoberta pela nova cadela farejadora da instituição, Dea (Foto: Polícia Federal de MT/Assessoria)

Uma passageira foi presa com 11 kg de maconha ao ser abordado por policiais federais e rodoviários nessa segunda-feira (20) na BR-364, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.

Segundo a Polícia Federal, a droga foi descoberta pela nova cadela farejadora da instituição, Dea.

Dea participava de abordagens a ônibus e veículos de passeio na rodovia. Ela e outro cão farejador da PF, Tommi, indicaram duas bagagens sob o assento de uma passageira de um ônibus que fazia a linha entre Londrina (PR) e Cuiabá.

Nas mochilas foram identificados vários tabletes de maconha, totalizando 11,2 kg, que estavam cobertos em pó de café, além de envoltos em roupas embebidas com o produto, no intuito de enganar o trabalho dos cães.

Em entrevista, a passageira autuada em flagrante, informou que receberia dinheiro pelo transporte da droga de Campo Grande (MS) para Sinop, a 503 km de Cuiabá, onde o entorpecente seria revendido.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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