Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Cinco municípios de MT ficam sem energia elétrica após chuva e ventos fortes



Os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Poxoréu, Pedra Preta e Rondonópolis ficaram sem o fornecimento de energia elétrica depois do temporal registrado no sábado (21). De acordo com a Energisa, mais de 100 mil clientes foram afetados por causa do mau tempo. A empresa informou que a maior parte das unidades consumidoras foram religadas, no entanto, algumas regiões permanecem sem energia neste domingo (22).

A Energisa informou que equipes foram mobilizadas em todas as regiões para fazer o reparos do estragos, causados pelas quedas de árvores, rompimento de cabos e outros danos.

O advogado André Portocarrero, que mora no Jardim Itália, em Cuiabá, conta que precisou dormir com a família em um hotel pela falta de energia. “Na minha casa, a energia acabou no começo da tarde durante a chuva e ficou em meia fase. Depois de um tempo acabou de uma vez e até agora não voltou”, afirmou.

Antes de deixar a residência, o advogado disse ainda que um vizinho com problemas de saúde foi socorrido de ambulância. “Ele é idoso e recebe tratamento homecare. Só ouvi o barulho da ambulância saindo com ele do condomínio”, contou.

Segundo a Energisa, Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana da capital, foram os municípios mais atingidos com aproximadamente 100 mil clientes com o fornecimento interrompido. Em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, cerca de 3 mil unidades consumidoras foram afetadas. Já em Poxoréu e Pedra Preta , a 259 km e 243 km da capital, respectivamente, ficaram sem energia.

Temporal

O temporal ainda causou outros danos em Cuiabá e Várzea Grande, como a queda de parte do muro do Centro Socioeducativo da capital, no Bairro Planalto, e a destruição do telhado da Paróquia Coração Imaculado de Maria, localizada no Bairro CPA.

O muro dá acesso a um espaço destinado ao banho de sol e outras atividades dos menores infratores da unidade socioducativa e, com isso, não houve risco de fuga. O Corpo de Bombeiros informou ter recebido mais de 50 chamados de danos durante a chuva.

A chuva com rajadas de ventos fortes também causou outros estragos na capital, como a queda de várias árvores, inclusive interrompendo o trânsito em algumas vias, como ocorreu no Bairro CPA 3, na capital.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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