Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 02 de Abril de 2026

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Exames confirmam que paciente morreu com influenza em MT, diz prefeitura



A Prefeitura de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, confirmou nesta segunda-feira, 23, que a paciente de 36 anos que morreu no dia 8 de abril, foi vítima do vírus da influenza. Um exame feito em Cuiabá confirmou a suspeita da Secretaria Municipal de Saúde de Tangará da Serra, que já havia divulgado a suspeita.

A mulher deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade no dia 7 de abril reclamando de fortes dores no peito e tosse.

Segundo a prefeitura, o quadro clínico piorou rapidamente e ela foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular, onde morreu, na madrugada do dia seguinte.

Outro paciente morreu com suspeita do vírus influenza, no Pronto Socorro de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, no final de semana. Uma mulher, que não teve a identidade revelada, estava internada desde o dia 17 deste mês.

Segundo a prefeitura, a mulher deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Ipase e, em seguida, apresentou quadro de pneumonia grave. A paciente foi transferida para o Pronto Socorro.

Os exames que devem confirmar se ela estava com vírus influenza devem ficar prontos em 30 dias.

Com essa morte, sete casos suspeitos de H1N1 são investigados em Várzea Grande.

Campanha de vacinação

Começou nesta segunda-feira (23), em todo o estado, a campanha de vacinação contra a gripe. Mato Grosso recebeu mais de 850 mil doses, que começam a serem aplicadas ao grupo prioritário. O Dia D de mobilização nacional será 12 de maio.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Ibama encontra macacos, tucanos, araras e veados em cativeiro ilegal em Mato Grosso


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deflagrou a Operação Artemis, com o objetivo de combater o tráfico de animais e a comercialização ilegal de fauna no estado de Mato Grosso. Durante a ação, um dos principais alvos foi um empresário que mantinha ilegalmente quase 200 animais exóticos e silvestres de médio e grande porte em sua propriedade. Segundo o órgão, o local operava com autorização de manejo vencida desde 2024.

 

No imóvel, foram identificados 192 animais exóticos, entre cervídeos, emas e emus, mantidos sem autorização válida. Também foram constatadas irregularidades nos registros, com nascimentos e óbitos recentes não informados nos sistemas oficiais. Além disso, os agentes encontraram diversas aves exóticas, como ring neck (espécie de periquito de origem asiática conhecida pelo anel colorido ao redor do pescoço) que não constavam no plantel declarado. Também foram identificados animais silvestres, como macacos-prego, tucanos, araras e veados-campeiros, mantidos sem licença ambiental.

 

Apesar de se apresentar como criador comercial, o responsável não registrou vendas ou transferências nos últimos anos. No entanto, foram localizadas chocadeiras e anotações que indicam reprodução e possível comercialização irregular de animais exóticos e silvestres.

 

A operação também fiscalizou um plantel no município de Alto Araguaia, após indícios de fraudes no Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (Sispass). No local, foram encontrados 34 pássaros, entre curiós e bicudos, além de diversas irregularidades, como ausência de registro de nascimentos e óbitos e uso de medicamentos vencidos.

 

Três aves da espécie curió foram identificadas em estado crítico, com sinais de maus-tratos e desnutrição. A ação contou com acompanhamento de médica veterinária especializada em fauna silvestre, garantindo a integridade dos animais durante toda a operação.

 

Os animais silvestres resgatados foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Brasília, onde passarão por avaliação clínica, reabilitação e, quando possível, serão devolvidos à natureza. A Operação Artemis reforça a atuação do Ibama no combate ao tráfico de fauna e na proteção da biodiversidade brasileira, coibindo práticas ilegais que colocam em risco espécies nativas e o equilíbrio dos ecossistemas.

 


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