Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

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Governo do Estado e Prefeitura – Parceria Positiva para Primavera



Depois de assumir interinamente e encontrar treze obras paralisadas, Léo Bortolin não se desanimou, pelo contrário, arregaçou as mangas e foi à luta. Foi a Cuiabá buscar apoio do Governador e dos secretários e o resultado foi visto ontem, 04, quando da visita de Pedro Taques à cidade. Ele assinou a ordem de serviço para a retomada das obras da Escola Estadual Sebastião Patrício, anunciou a instalação de uma Escola Estadual Militar, a Escola Tiradentes, “a melhor escola pública do Estado”.

E não parou por aí –  em parceria com o município o Governo vai construir uma escola para atender o Residencial Guterres e evitar que as crianças se desloquem para estudar em escolas distantes. Pedro Taques  visitou as obras da Escola Técnica Estadual com vistas a “qualificar a mão de obra para atender a demanda de vagas de emprego da região, só nessa escola estamos investindo 12 milhões”.

Outra visita do governador foi à clinica de hemodiálise que passa a funcionar na cidade atendendo aos pacientes de Primavera e região; ele foi também ao Ciretran conferir a reforma e a modernização do órgão, que vai atender a população com mais rapidez e eficiência.

Politicamente correto

Para Léo Bortolin, essa é a verdadeira política, “responder com trabalho a todas as críticas daqueles que não entendem que após as eleições o partido de todos nós passa a ser Primavera”. Das treze obras que o prefeito encontrou paradas quando assumiu 08 (oito) já foram retomadas com ajuda que “buscamos em Cuiabá e Brasília, porque tenho a consciência e a humildade de reconhecer que sem essas parcerias não conseguiremos fazer as transformações necessárias e oferecer melhor qualidade de vida a população”.

Mesmo assumindo interinamente, Léo trabalhou como se fosse permanecer os três anos e, após as eleições, já eleito, foi a Brasília visitar a bancada federal – deputados e senadores – de pires na mão. E fez isso com maestria. Acompanhado de secretários e vereadores, numa demonstração de união e foco no desenvolvimento de Primavera, o prefeito conseguiu para ser empenhado ainda esse ano cerca de dez milhões de reais. E para 2018 a verba é ainda maior – cerca de 21 milhões, “vou continuar indo onde houver qualquer possibilidade de investimento para nosso município, sem receio de pedir, por que tenho certeza de que esses recursos serão aplicados corretamente; posso ser inexperiente, mas não desonesto ou corrupto e, ao meu lado tenho pessoas de bem, honradas e comprometidas”.

Outros dois grandes desafios do prefeito foi enfrentar a possibilidade de fechamento da UTI, por falta de pagamento e não viabilizar a instalação da hemodiálise. Através de otimização dos recursos e parcerias, Léo conseguiu não fechar a UTI e abri a clinica de hemodiálise, “pra mim, como cidadão e como prefeito foi uma das grandes conquistas – evitar que os pacientes se desloquem de Primavera e região até Rondonópolis e fazem uma viagem longa e sofrida, só em amenizar esse sofrimento valeu a pena encampar essa luta”.

Da Assessoria



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A Palavra - política

POLÍTICA: Primavera do Leste: caso das 34 casas do TAC expõe omissão da gestão passada e desmonta ataque de vereador


Vereador que hoje posa de fiscal foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara até 31 de dezembro de 2024, período em que a prefeitura era alvo apenas de elogios; agora, atua para defender o mesmo grupo político que deixou passivos urbanos e administrativos e tenta transferir a responsabilidade à gestão atual.

 

A discussão sobre as 34 casas populares voltou ao centro do debate político em Primavera do Leste, mas precisa ser tratada com honestidade histórica. O problema existe, é real e precisa ser enfrentado com seriedade: moradias sem a devida ligação de água e esgoto expõem famílias a riscos sanitários, comprometem a dignidade e evidenciam falhas graves de planejamento. O que não se pode admitir é a tentativa de atribuir esse cenário exclusivamente à atual gestão, ignorando deliberadamente como — e por quem — ele foi construído.

 

Essas 34 casas não surgiram como um projeto habitacional convencional. Elas foram edificadas a partir de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado para corrigir uma situação anterior e garantir uma compensação social concreta. O acordo estabelecia obrigações claras: a construção das unidades habitacionais e, por parte do Município, a entrega do terreno em condições adequadas, com infraestrutura mínima que permitisse a ocupação digna das moradias.

 

Esse ponto é central — e costuma ser convenientemente omitido nos ataques recentes. A Prefeitura, sob a gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, não entregou o terreno conforme previsto no TAC, nem no tempo nem nas condições pactuadas. A consequência foi direta: casas avançaram, mas o entorno urbano não acompanhou, criando o impasse que hoje afeta as famílias já sorteadas.

 

A cronologia desmonta qualquer tentativa de distorção. Somente em agosto de 2024, já no apagar das luzes da gestão passada, é que foram executadas as ruas da área onde estão localizadas as casas. Ou seja, a infraestrutura básica do terreno só começou a ser regularizada quando o mandato estava no fim e a responsabilidade já estava sendo empurrada para o governo seguinte. Não se trata de interpretação política, mas de sequência objetiva dos fatos.

 

É nesse contexto que ganha contorno a atuação do vereador conhecido como Crocodilo. Hoje, ele usa redes sociais para atacar a gestão do prefeito Sérgio Machnic como se fosse um agente externo, recém-chegado à política municipal. Não é. Crocodilo foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara Municipal, cargo que não se ocupa por acaso. Líder de governo é articulador, defensor político e operador direto das decisões do Executivo dentro do Legislativo.

 

Mais do que isso, Crocodilo sempre foi o braço direito político do ex-prefeito. Registros públicos, agendas e a própria atuação parlamentar mostram que sua relação com Léo Bortolin vai além da formalidade institucional. Ele não apenas apoiava: participava das decisões, ajudava a sustentar a gestão e atuava como linha de frente na defesa do governo passado.

 

Durante todo o período em que exerceu essa função, até 31 de dezembro de 2024, não houve um único movimento público do vereador denunciando falhas na infraestrutura das casas do TAC. Não houve cobrança, não houve alerta, não houve indignação. Ao contrário: o tom era de elogios, alinhamento e defesa irrestrita da prefeitura. Os mesmos problemas que hoje viraram discurso inflamado simplesmente não existiam na narrativa do líder do governo.

 

Essa mudança de postura não é fruto de “descoberta tardia”, mas de conveniência política. O grupo que comandou a prefeitura deixou pendências estruturais, secretarias sucateadas e problemas empurrados para frente. Agora, fora do poder, tenta se reposicionar como fiscal severo, usando as famílias já sorteadas como instrumento de pressão política e emocional contra a gestão que herdou o passivo.

 

Esse contexto ajuda a explicar por que a entrega das 34 casas só está se viabilizando agora, em 2026, com previsão de ocorrer nos próximos dias. O avanço só foi possível após a gestão do prefeito Sérgio Machnic abrir diálogo direto com o empresário responsável pela obra, ainda em fevereiro de 2025. Na ocasião, mesmo diante da ausência de infraestrutura que deveria ter sido garantida pela Prefeitura na gestão do ex-prefeito Léo Bortolin — como ruas asfaltadas, rede de água e esgoto —, o empresário aceitou ir adiantando a conclusão das casas, evitando que o processo permanecesse completamente paralisado. Se hoje existe perspectiva real de entrega, isso se deve à articulação da atual gestão para destravar um impasse herdado.

 

Há ainda um dado decisivo que desmonta por completo a tentativa de transferência de culpa. Se dependesse exclusivamente da condução da gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, a previsão real é que essas casas só seriam entregues em 2027. Isso porque, nos termos do próprio TAC, o empresário só seria formalmente notificado para as correções finais depois de concluídas etapas que cabiam ao Município. Em outras palavras: se a Prefeitura não entregou o terreno conforme acordado — com ruas, água e esgoto —, não havia como imputar ao empresário a responsabilidade por atrasos decorrentes dessa omissão. A lógica é simples e objetiva: quem não cumpre a própria obrigação não pode cobrar cumprimento alheio.

 

Há uma diferença clara entre fiscalizar e fingir que não se fez parte do problema. Cobrar água e esgoto é legítimo. Fazer isso omitindo que a origem das 34 casas está num TAC, que o terreno não foi entregue conforme o acordo e que as ruas só foram abertas às pressas no fim do mandato anterior é desonesto com o eleitor e cruel com os beneficiários.

 

Primavera do Leste não precisa de encenação nem de salvadores tardios. Precisa de solução concreta para as famílias, responsabilidade histórica e verdade. Quem ajudou a criar o problema — como líder de governo, aliado político e braço direito do ex-prefeito — não pode agora posar de herói. Principalmente quando o ataque tem endereço político claro: proteger o grupo de Léo Bortolin e tentar fragilizar quem assumiu a prefeitura enfrentando o estrago deixado.


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