Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

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Inauguração da Clínica de Hemodiálise é um marco na Saúde Pública



“Se o nosso mandato encerrasse hoje, já teria valido a pena só por inaugurar um espaço tão importante no tratamento das pessoas que dependem da hemodiálise e seus familiares que acompanham essa luta diária pela vida”. Emocionado o prefeito Léo Bortolin falou do esforço da administração e dos parceiros que acreditaram, de fato, na viabilidade da execução de um projeto tão audacioso, porém necessário e imprescindível para a qualidade de vida de quem depende da hemodiálise.

Ele relembrou que ao assumir interinamente a Prefeitura, recebeu a visita dos representantes da clinica, que também administram a UTI para comunicar que iriam fechar a Unidade Tratamento Intensivo por atrasos nos repasses e que a instalação da clinica estava inviabilizada. “Foram duas notícias ruins, tomei um choque, mas que me recusei a aceitar”. Após as eleições, uma das primeiras providências do prefeito foi ligar para o diretor Renato e pedir que trouxesse as máquinas, assegurando que a Prefeitura seria parceira desse projeto e, “hoje com esta inauguração estamos registrando mais uma conquista na área da Saúde, conquista que vai mudar a vida das pessoas e, a nossa satisfação não poderia ser maior, estamos felizes e realizados”. O vice, Sérgio Fava apoiou incondicionalmente a decisão de investir na clínica em termos de parceria. Ele entende que quem sai beneficiado é a população, “mesmo sendo uma clínica particular o paciente terá o atendimento gratuito e, é essa nossa meta – atender bem as pessoas e as suas necessidades”.

A secretária de Saúde, Laura Leandra, afirmou que a clínica de hemodiálise é um marco para a Saúde Pública do município e relembrou o esforço de muitas pessoas para a efetivação desse projeto, inclusive o ex-secretário Fábio Lago, e já nessa gestão tanto o prefeito como o vice embarcaram nesse sonho, o pessoal da clínica que entendeu a nossa decisão mesmo enfrentando obstáculos, a companhia de energia, Energisa, a de água e esgoto, Águas de Primavera, enfim foi uma força tarefa que nos permitiu continuar sonhando e, “nesse momento em que inauguramos essa clínica nos sentimos emocionados e realizados, principalmente pela presença dos pacientes que serão atendidos aqui”.

O ponto alto do evento foi quando o senhor Edmundo Parente contou a sua história – são 28 anos lutando pela vida, com dois transplantes e sessões de hemodiálise três vezes por semana, “essa clínica é um sonho que se transforma em realidade para muita gente como eu que precisa se deslocar para Rondonópolis semanalmente, passando mais tempo na estrada do que no convívio familiar, são viagens cansativas e demoradas e, agora tendo a oportunidade de me tratar aqui é algo com que sempre sonhei”. Ele contou emocionado que acompanhou a obra do prédio onde foi instalada a clínica sempre na esperança e, certeza de que um dia faria o seu tratamento ali; “passava sempre por aqui e me perguntava – quando? Chegou à hora, agora começa um novo ciclo para todos nós que precisamos da hemodiálise; agradeço a todas as autoridades que se empenharam para facilitar a nossa vida, especialmente ao prefeito Léo e a secretária Laura, não tenho como expressar tanta felicidade”.

O prefeito de Dom Aquino, Josair Lopes, se disse encantado com o foco da administração Léo e Sérgio Fava porque “estão cuidando de gente, é uma gestão humanizada e, nós gestores temos que priorizar o ser humano, as obras são importantes e imprescindíveis, mas atender as pessoas, principalmente quem depende de políticas públicas é digno, é humanizar as decisões, vocês estão de parabéns”.

O chefe da Casa Civil do Governo, deputado Max Russi, confirmou a fala do prefeito Léo Bortolin, de que valeu a pena todo o esforço para instalar a clínica de hemodiálise e, só essa conquista valeria o mandato, porque vai facilitar não só a vida dos pacientes locais, mas de outros municípios, evitando longas viagens, o transito, estradas nem sempre muito adequadas, enfim é uma conquista da região. “Pacientes de Paranatinga não precisarão ir para Rondonópolis, serão atendidos aqui e, isso representa um deslocamento menor, mais rápido e conseqüentemente o retorno mais rápido para casa, isso não tem preço”.

Ele reforçou a idéia de que Primavera já é naturalmente um pólo de Saúde pela estrutura de atendimento que oferece aos pacientes de toda a região e, agora se tornará um pólo da micro-região do consórcio de Saúde. O prefeito aceitou a proposta do Consórcio desde que os profissionais e hospitais da cidade sejam credenciados para atender os pacientes dos municípios consorciados – “temos uma estrutura bem montada, excelentes profissionais, hospitais de ponta e, tudo isso será aproveitado pelo Consórcio”.

Max reiterou a luta do prefeito e da secretária de Saúde junto a Casa Civil na luta por recursos do Governo do Estado. O governador assegurou trezentos mil reais para Priamvera, após um pedido do prefeito quando da sua vinda a Priamvera, não especificamente para essa finalidade, mas segundo Léo, com essa ajuda e economizando muito, “conseguimos destinar cerca de cento e cinqüenta mil reais para a clínica e com isso permitir o atendimento aos nossos pacientes”.

O diretor da clínica Renato Almeida fez um balanço desse trabalho iniciado há quatro anos, ainda na administração Érico Piana e, consolidado pelo empreendedorismo da gestão Léo Bortolin e Sérgio Fava. Eles entenderam a importância dessa estrutura para Primavera do Leste. A clínica tem condições de atender cerca de 150 pacientes por semana e, segundo ele, “as máquinas são as terceiras melhores do país e, o sistema de filtragem da água é tão preciso que o paciente se levanta da máquina

sem sentir nenhum mal estar ou cãibras, portanto os serviços oferecidos aqui são excelentes e não estão aquém de nenhum outro”.

O presidente da Câmara, Miley Alves, falou da dupla alegria – de quem recebe um espaço de alto nível para ser tratado no local onde reside e, para nós políticos que temos a obrigação de proporcionar qualidade de vida e bem estar ao cidadão que espera ser retribuído pela confiança em nos eleger, “a alegria é nossa também pelo sonho de muitos e agora realizado”.

A solenidade foi prestigiada por pacientes da hemodiálise, equipe da Secretaria de Saúde, funcionários da clínica, vereadores, Comandante do Corpo de Bombeiros, Alan, empresários, autoridades locais, secretário de Saúde de Campo Verde representando o prefeito Fábio, a secretária do Consórcio de Saúde, o presidente da Câmara de Pontal, enfim pela população que aguardava ansiosa o inicio das atividades da clínica.

Fonte: Da Assessoria/ Prefeitura de Primavera do Leste



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A Palavra - política

POLÍTICA: Primavera do Leste: caso das 34 casas do TAC expõe omissão da gestão passada e desmonta ataque de vereador


Vereador que hoje posa de fiscal foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara até 31 de dezembro de 2024, período em que a prefeitura era alvo apenas de elogios; agora, atua para defender o mesmo grupo político que deixou passivos urbanos e administrativos e tenta transferir a responsabilidade à gestão atual.

 

A discussão sobre as 34 casas populares voltou ao centro do debate político em Primavera do Leste, mas precisa ser tratada com honestidade histórica. O problema existe, é real e precisa ser enfrentado com seriedade: moradias sem a devida ligação de água e esgoto expõem famílias a riscos sanitários, comprometem a dignidade e evidenciam falhas graves de planejamento. O que não se pode admitir é a tentativa de atribuir esse cenário exclusivamente à atual gestão, ignorando deliberadamente como — e por quem — ele foi construído.

 

Essas 34 casas não surgiram como um projeto habitacional convencional. Elas foram edificadas a partir de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado para corrigir uma situação anterior e garantir uma compensação social concreta. O acordo estabelecia obrigações claras: a construção das unidades habitacionais e, por parte do Município, a entrega do terreno em condições adequadas, com infraestrutura mínima que permitisse a ocupação digna das moradias.

 

Esse ponto é central — e costuma ser convenientemente omitido nos ataques recentes. A Prefeitura, sob a gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, não entregou o terreno conforme previsto no TAC, nem no tempo nem nas condições pactuadas. A consequência foi direta: casas avançaram, mas o entorno urbano não acompanhou, criando o impasse que hoje afeta as famílias já sorteadas.

 

A cronologia desmonta qualquer tentativa de distorção. Somente em agosto de 2024, já no apagar das luzes da gestão passada, é que foram executadas as ruas da área onde estão localizadas as casas. Ou seja, a infraestrutura básica do terreno só começou a ser regularizada quando o mandato estava no fim e a responsabilidade já estava sendo empurrada para o governo seguinte. Não se trata de interpretação política, mas de sequência objetiva dos fatos.

 

É nesse contexto que ganha contorno a atuação do vereador conhecido como Crocodilo. Hoje, ele usa redes sociais para atacar a gestão do prefeito Sérgio Machnic como se fosse um agente externo, recém-chegado à política municipal. Não é. Crocodilo foi líder do governo Léo Bortolin na Câmara Municipal, cargo que não se ocupa por acaso. Líder de governo é articulador, defensor político e operador direto das decisões do Executivo dentro do Legislativo.

 

Mais do que isso, Crocodilo sempre foi o braço direito político do ex-prefeito. Registros públicos, agendas e a própria atuação parlamentar mostram que sua relação com Léo Bortolin vai além da formalidade institucional. Ele não apenas apoiava: participava das decisões, ajudava a sustentar a gestão e atuava como linha de frente na defesa do governo passado.

 

Durante todo o período em que exerceu essa função, até 31 de dezembro de 2024, não houve um único movimento público do vereador denunciando falhas na infraestrutura das casas do TAC. Não houve cobrança, não houve alerta, não houve indignação. Ao contrário: o tom era de elogios, alinhamento e defesa irrestrita da prefeitura. Os mesmos problemas que hoje viraram discurso inflamado simplesmente não existiam na narrativa do líder do governo.

 

Essa mudança de postura não é fruto de “descoberta tardia”, mas de conveniência política. O grupo que comandou a prefeitura deixou pendências estruturais, secretarias sucateadas e problemas empurrados para frente. Agora, fora do poder, tenta se reposicionar como fiscal severo, usando as famílias já sorteadas como instrumento de pressão política e emocional contra a gestão que herdou o passivo.

 

Esse contexto ajuda a explicar por que a entrega das 34 casas só está se viabilizando agora, em 2026, com previsão de ocorrer nos próximos dias. O avanço só foi possível após a gestão do prefeito Sérgio Machnic abrir diálogo direto com o empresário responsável pela obra, ainda em fevereiro de 2025. Na ocasião, mesmo diante da ausência de infraestrutura que deveria ter sido garantida pela Prefeitura na gestão do ex-prefeito Léo Bortolin — como ruas asfaltadas, rede de água e esgoto —, o empresário aceitou ir adiantando a conclusão das casas, evitando que o processo permanecesse completamente paralisado. Se hoje existe perspectiva real de entrega, isso se deve à articulação da atual gestão para destravar um impasse herdado.

 

Há ainda um dado decisivo que desmonta por completo a tentativa de transferência de culpa. Se dependesse exclusivamente da condução da gestão do ex-prefeito Léo Bortolin, a previsão real é que essas casas só seriam entregues em 2027. Isso porque, nos termos do próprio TAC, o empresário só seria formalmente notificado para as correções finais depois de concluídas etapas que cabiam ao Município. Em outras palavras: se a Prefeitura não entregou o terreno conforme acordado — com ruas, água e esgoto —, não havia como imputar ao empresário a responsabilidade por atrasos decorrentes dessa omissão. A lógica é simples e objetiva: quem não cumpre a própria obrigação não pode cobrar cumprimento alheio.

 

Há uma diferença clara entre fiscalizar e fingir que não se fez parte do problema. Cobrar água e esgoto é legítimo. Fazer isso omitindo que a origem das 34 casas está num TAC, que o terreno não foi entregue conforme o acordo e que as ruas só foram abertas às pressas no fim do mandato anterior é desonesto com o eleitor e cruel com os beneficiários.

 

Primavera do Leste não precisa de encenação nem de salvadores tardios. Precisa de solução concreta para as famílias, responsabilidade histórica e verdade. Quem ajudou a criar o problema — como líder de governo, aliado político e braço direito do ex-prefeito — não pode agora posar de herói. Principalmente quando o ataque tem endereço político claro: proteger o grupo de Léo Bortolin e tentar fragilizar quem assumiu a prefeitura enfrentando o estrago deixado.


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