Motorista embriagado é preso após atropelar, matar universitário e não prestar socorro
Um motorista foi preso em flagrante na madrugada desta segunda-feira (7) suspeito de ter atropelado e matado um motociclista, na Avenida Bandeirantes, no Bairro José Carlos Guimarães, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.
A vítima, Marcos Dourado, de 29 anos, cursava educação física em uma universidade particular de Cuiabá. Ele pilotava a moto e morreu no local do acidente.
O motorista, identificado como Daniel de Jesus Pereira, de 33 anos, fugiu do local sem prestar socorro, mas foi preso momentos depois. Ele tinha sinais de embriaguez.
Testemunhas relataram que o motorista da caminhonete havia acabado de sair de uma distribuidora de bebidas quando o acidente ocorreu.
As pessoas afirmaram que ele tinha comprado cerveja no estabelecimento. Latas de bebida alcoólicas foram encontradas no local do acidente.
Daniel fez uma manobra para entrar em uma rua e atingiu Marcos.
O irmão de Marcos, Jorge Neri, disse que a vítima tinha deixado a casa da namorada e iria para a casa do sobrinho.
“Ele entrou [na rua] sem dar sinal e meu irmão não teve como frear, ele virou de uma vez sem dar sinal. Ele fugiu com a mulher dele e a polícia prendeu”, disse o irmão de Marcos.
O motorista fugiu do local do acidente e não prestou socorro ao motociclista. No entanto, algumas pessoas anotaram a placa do veículo e a polícia localizou Daniel no Bairro São Matheus, em Várzea Grande.
Ele foi conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande. Daniel se recusou a fazer o teste do bafômetro.
O motorista será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exames e posteriormente será apresentado em audiência de custódia no Fórum de Cuiabá.
TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição
Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça
TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018
Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25).
Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.
A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.
Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.
“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.
A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.
Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.
Proposta
O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.
O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.
Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.
Controvérsia
A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.
Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.
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