Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 21 de Maio de 2026

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Motorista embriagado é preso após atropelar, matar universitário e não prestar socorro



Um motorista foi preso em flagrante na madrugada desta segunda-feira (7) suspeito de ter atropelado e matado um motociclista, na Avenida Bandeirantes, no Bairro José Carlos Guimarães, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

A vítima, Marcos Dourado, de 29 anos, cursava educação física em uma universidade particular de Cuiabá. Ele pilotava a moto e morreu no local do acidente.

O motorista, identificado como Daniel de Jesus Pereira, de 33 anos, fugiu do local sem prestar socorro, mas foi preso momentos depois. Ele tinha sinais de embriaguez.

Testemunhas relataram que o motorista da caminhonete havia acabado de sair de uma distribuidora de bebidas quando o acidente ocorreu.

As pessoas afirmaram que ele tinha comprado cerveja no estabelecimento. Latas de bebida alcoólicas foram encontradas no local do acidente.

Daniel fez uma manobra para entrar em uma rua e atingiu Marcos.

O irmão de Marcos, Jorge Neri, disse que a vítima tinha deixado a casa da namorada e iria para a casa do sobrinho.

“Ele entrou [na rua] sem dar sinal e meu irmão não teve como frear, ele virou de uma vez sem dar sinal. Ele fugiu com a mulher dele e a polícia prendeu”, disse o irmão de Marcos.

O motorista fugiu do local do acidente e não prestou socorro ao motociclista. No entanto, algumas pessoas anotaram a placa do veículo e a polícia localizou Daniel no Bairro São Matheus, em Várzea Grande.

Ele foi conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande. Daniel se recusou a fazer o teste do bafômetro.

O motorista será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exames e posteriormente será apresentado em audiência de custódia no Fórum de Cuiabá.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Polícia - política

Prefeito é preso em Brasília na marcha dos prefeitos


Prefeito de Piçarras é investigado pelo MP em denúncia de corrupção em obra pública

Prefeito de Balneário Piçarras foi preso em Brasília nesta terça, durante operação do Gaeco (foto: Divulgação MPSC)

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso por volta das 6h de terça-feira, em Brasília, onde participava da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. O evento começou na segunda e segue até quinta, reunindo prefeitos de todo o país. Organizada pela Confederação Nacional de Municípios, a programação acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal. Baltt foi detido no hotel, antes de seguir pro segundo dia do encontro.

A prisão faz parte da Operação Regalo, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O ex-prefeito de São João Batista, Pedro Alfredo Ramos (MDB), o Pedroca, também é investigado no esquema, mas não foi preso.

As investigações começaram em 2024 e são conduzidas pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac) de Itajaí. Os procedimentos apuram crimes funcionais praticados por prefeitos e outros agentes públicos.

Segundo o Ministério Público, esta fase da investigação quer aprofundar a coleta de provas sobre contratos de obras e urbanização da orla norte de Piçarras, além de outros contratos firmados no município e em São João Batista.

A suspeita é de atuação conjunta entre grupo político e grupo empresarial em um esquema estruturado de corrupção, com divisão de tarefas entre núcleo empresarial e político-administrativo. Conforme a investigação, havia pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos públicos ligados à prefeitura de Piçarras e valores variados em contratos de São João Batista.

Só em Piçarras, as vantagens indevidas obtidas pelos investigados com pagamento de propina chegam a cerca de R$ 485,9 mil, valor que, segundo o MP, teria sido bancado pelos cofres públicos. As investigações também apontam indícios de que integrantes da organização criminosa continuavam agindo de forma “ardilosa e sorrateira”, com pagamento de propinas custeadas por meio de suposto superfaturamento de obras públicas em municípios do litoral norte catarinense.

Atendendo pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro dos valores apontados como propina. Segundo os investigadores, os recursos pagos pelo núcleo empresarial ao núcleo político têm origem ilícita e deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

Foram cumpridas seis ordens de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e órgãos públicos de Timbó, Biguaçu, Balneário Piçarras, São João Batista, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo, Bombinhas e Colíder, no Mato Grosso.

Além do prefeito, empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas também foram presos preventivamente. Houve ainda cumprimento de mandados contra servidores, ex-servidores e agentes políticos investigados. Os materiais apreendidos durante as diligências serão analisados pelo Geac com apoio do Gaeco. O objetivo é identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a possível rede criminosa.

Em nota, a Prefeitura de Piçarras informou que as equipes técnicas da administração municipal acompanharam a coleta de documentos de investigação do MP. “Administração Municipal adotou uma postura de total colaboração com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação”, informou a prefeitura.

No fim desta tarde, o vice-prefeito Fabiano José Alves (UB) tomou posse como prefeito em exercício, no lugar de Baltt.

Operação Regalo

Segundo o Gaeco, o nome da operação faz referência ao termo “regalo”, que significa mimo, presente ou agrado. No contexto da investigação, a palavra foi usada para identificar as propinas ajustadas entre empresários e agentes políticos.

Fonte: Dioarinho Franciele Marcon


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