Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 22 de Maio de 2026

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Pastoral da AIDS Regional Oeste 2, realiza a I Sensibilização e Formação para Agentes da Pastoral da AIDS na Diocese de Diamantino



Com o objetivo de sensibilizar os cristãos para se tornarem agentes multiplicadores de solidariedade a Pastoral da AIDS do Regional Oeste 2, realiza em Diamantino – MT, no dia 7 de Julho a I Sensibilização e Formação para Agentes da Pastoral da AIDS em 2018.

O convite para participar do encontro de formação se estende a todas as paróquias das dioceses pertencentes à Regional Oeste 2, especialmente da Diocese de Diamantino.  Além dos agentes pastorais que já estão na pastoral, o convite também é para as pessoas que ainda não estão integradas a pastoral e querem ser missionárias, independente de sua religião.

A missão da Pastoral da AIDS é evangelizar homens e mulheres, atenta às necessidades das pessoas que vivem com HIV, trabalhar na prevenção e contribuir com a sociedade na contenção da epidemia, envolvendo todos os cristãos na luta contra a AIDS.

“A Igreja assume o serviço de prevenção ao HIV e assistência a soropositivos e, sem preconceitos, acolhe, acompanha e defende os direitos daqueles e daquelas que foram infectadas pelo vírus da AIDS. Também realiza um trabalho de prevenção pela conscientização dos valores cristãos, com base no evangelho de Jesus Cristo, sendo presença misericordiosa e promovendo a vida como bem maior” (Diretrizes Gerais da CNBB, nº123).

A Pastoral da AIDS segue a organização da Igreja do Brasil, com regionais, dioceses, paróquias e comunidades. É composta por agentes capacitados e por equipes de coordenação que vão implementando o serviço de informação e assistência na base.

“Contemplando o nosso plano Diocesano de Pastoral, uma igreja em estado permanente de missão, assim, desejamos com estes conhecimentos nos aproximar mais das pessoas em nossa diocese de Diamantino, no compromisso solidário”.  Bispo assessor Regional da Pastoral da AIDS em Mato Grosso, Dom Vital Chitolina.

O cristão é chamado a ver naqueles que sofrem o próprio rosto de Jesus: “Eu estava doente e vocês me visitaram!” (Mt:25).

Quer participar deste trabalho evangelizador e missionário? Basta entrar em contato com a Elisete, que é coordenadora Diocesana de Diamantino pelo telefone (65) 9 9906-653. Venha fazer parte deste desejo maior que é defender a vida.

Fonte: Pastoral da AIDS Regional Oeste 2/ Pascom Diocese de Primavera do Leste/Paranatinga



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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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