Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 13 de Outubro de 2026

HOME / NOTÍCIAS

Região

Pedro Taques perderia para Mendes e Wellington em eventual segundo turno



Pedro Taques perderia para Mendes e Wellington em eventual segundo turno

Caso as eleições para o Governo de Mato Grosso fossem decididas em segundo turno e a votação fosse hoje, o atual governador Pedro Taques (PSDB) sairia derrotado das urnas em eventual disputa contra Mauro Mendes (DEM) ou Wellington Fagundes (PR). É o que revela pesquisa realizada pelo instituto Mark entre 14 e 17 de setembro e divulgada em primeira mão por Olhar Direto.

Leia também:
Wellington Fagundes cresce acima da margem de erro e “tira” Taques do segundo turno

O candidato Mauro Mendes, líder nas pesquisas, sairia vitorioso em todos os confrontos possíveis de segundo turno. Contra Pedro Taques, Mendes aparece com 41,5% das intenções de voto e o governador atinge 18,6%. Os eleitores que declararam voto branco ou nulo totalizam 13,6% e 26% não souberam ou preferiram não opinar.

Em um confronto contra Wellington Fagundes, Mauro Mendes tem 40% das intenções de voto contra 30,8% do republicano. Brancos e nulos são 13,8% e os que não souberam ou preferiram não opinar totalizaram 15,3%.

Já em um eventual confronto entre Wellington Fagundes, Pedro Taques alcança 18,9% das intenções de voto diante de 32,9% do senador republicano. Neste cenário, 17,5% optariam por votar em branco ou anular. Já 30,7% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

O questionário aplicado aos 1064 eleitores entrevistados ainda apresentava a seguinte pergunta: “De uma forma geral, como o senhor aprova o mandato fo governador Pedro Taques?”. Neste quadro, 32,4% respondeu que aprova e 57,5% afirmou que desaprova. Os que não souberam ou preferiram opinar foram 10,1%.

Rejeição

O levantamento do instituto Mark ainda mediu o nível de rejeição dos candidatos. Dos eleitores ouvidos, 29,6% não votaria de jeito nenhum em Pedro Taques. O segundo, em índice de rejeição, é Arthur Nogueira (5,9%), seguido de Wellington Fagundes (4,4%), Moisés Franz (4%) e Mauro Mendes (3,7%). Os que não souberam ou preferiram não opinar foram 37,9% e brancos e nulos totalizam 14,5%.
Pesquisa estimulada

Estimulada

Na categoria estimulada, levantamento em que o nome do candidato é apresentado ao eleitor, Mauro Mendes lidera a corrida ao Paiaguás com 36,8% das intenções de voto. Em segundo, Wellington Fagundes soma 24,2% e Pedro Taques 18,2%. Arthur Nogeira (Rede) tem 0,6% das intenções de voto e Moisés Franz (Psol) 0,3%. Os eleitores que declararam a intenção de votar nulo são 7,8% e os que não souberam ou preferiram não opinar são 12,1%.

Espontânea

No modelo de entrevistas espontâneo, em que o nome dos candidatos não é apresentado ao eleitor, Mauro Mendes mantém liderança, mas com 15,1%. Também em segundo, Wellington Fagundes tem 6,7% e Pedro Taques, em terceiro, 5,6%. Arthur Nogueira aparece com 0,2% e Moisés Franz não pontua. Os eleitores que declararam a intenção de votar em branco ou nulo são 17,9% e os que não souberam ou não quiseram responder são 54,4%.

A pesquisa Mark de intenção de votos ouviu 1064 mato-grossenses entre 14 e 17 de setembro, sob metodologia quantitativa e técnica survey de opinião. A pesquisa está registrada na justiça eleitoral sob protocolo MT-00576/2018. A margem de erro é 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Os resultados das tabelas foram arredondados pelo programa para totalizarem 100%.

Fonte: Olhar Direto



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

A Palavra - Opinião

Entre o “Fora, Lula” e as polêmicas de Primavera: onde fica a coerência política?


Opinião | Por Luis Costa

Primavera do Leste (MT) — Na política, o discurso costuma ser uma coisa; a prática, outra. E é justamente por isso que o eleitor precisa olhar além dos slogans, das bandeiras partidárias e das palavras de ordem que ganham força nas redes sociais.

Em Primavera do Leste, uma contradição merece ser debatida: há pessoas que levantam a bandeira do “Fora, Lula”, criticam posições ideológicas da esquerda e, ao mesmo tempo, apoiam lideranças políticas locais cujas gestões também foram palco de debates e controvérsias envolvendo cultura, comportamento e ideologia.

A pergunta é simples: os princípios políticos valem para todos ou mudam conforme o candidato que recebe o apoio?

A cultura entrou no centro do debate

Durante a gestão de Leonardo Bortolin à frente da Prefeitura de Primavera do Leste, a cultura ganhou espaço na agenda pública, com investimentos em estrutura e iniciativas voltadas às manifestações artísticas.

Em fevereiro de 2023, por exemplo, a cidade inaugurou o Teatro Municipal e uma nova estrutura do Centro Cultural Professora Evangeline Alcântara Takeuchi. Na ocasião, o então prefeito destacou a importância dos espaços para o desenvolvimento cultural e para a formação de jovens.

A informação foi divulgada pelo portal PNB Online, em reportagem publicada em 8 de fevereiro de 2023.

Mas a cultura também se tornou assunto de disputa política na cidade. E é nesse ambiente que surge uma discussão que ainda provoca questionamentos sobre os limites entre arte, liberdade de expressão, valores familiares e posicionamentos ideológicos.

O episódio do beijo que provocou polêmica

Em junho de 2022, uma apresentação artística com temática LGBTQIA+ provocou forte repercussão em Primavera do Leste. A encenação incluía a simulação de um beijo entre pessoas do mesmo sexo e gerou críticas de vereadores, que classificaram a apresentação de maneira negativa.

O caso foi noticiado pelo portal Primeira Página em 30 de junho de 2022.

É importante esclarecer um detalhe: segundo a reportagem, a apresentação foi realizada por uma escola particular, e não se tratava de um espetáculo organizado diretamente pela Prefeitura. Portanto, o episódio não pode ser atribuído automaticamente à administração municipal.

Ainda assim, a repercussão revelou como as questões culturais e ideológicas dividiam opiniões na cidade e eram levadas para o debate político.

A pergunta que permanece pertinente é: quem defende liberdade de expressão em determinadas situações está disposto a defender o mesmo princípio quando a manifestação artística contraria suas próprias convicções?

E quem critica a chamada ideologia de esquerda em âmbito nacional mantém os mesmos critérios quando se trata de aliados políticos locais?

O eleitor não pode ter dois pesos e duas medidas

O problema não está em ser de direita, de esquerda ou de qualquer outra corrente política. Cada cidadão tem o direito de defender suas convicções, apoiar candidatos e discordar de manifestações culturais.

O problema começa quando os princípios são utilizados seletivamente.

Se uma pessoa considera determinadas manifestações culturais inadequadas, tem o direito de expressar sua opinião. Mas também precisa estar disposta a avaliar criticamente as decisões e os posicionamentos dos políticos que apoia.

Da mesma forma, quem cobra coerência ideológica do governo federal não deveria abrir mão de fazer as mesmas perguntas aos representantes de sua preferência em Primavera do Leste.

A coerência política não pode ser uma exigência apenas para os adversários.

Flores, obras e disputas ideológicas: o que fica para a população?

Uma gestão pública não pode ser avaliada apenas por eventos, inaugurações, slogans ou imagens bonitas. É preciso observar os resultados, as prioridades administrativas, a aplicação dos recursos públicos e a capacidade de atender às necessidades da população.

Na cultura, isso significa discutir acesso aos espaços públicos, valorização dos artistas locais, transparência nos investimentos e respeito à diversidade de manifestações culturais.

Também significa permitir que a população questione as escolhas da administração sem ser automaticamente rotulada por suas posições políticas ou religiosas.

O debate precisa ser mais amplo do que um beijo em um palco ou uma palavra de ordem nas redes sociais. O cidadão tem o direito de saber quais políticas foram executadas, quanto custaram e quais benefícios trouxeram para a comunidade.

E os eleitores de Léo que gritam “Fora, Lula”?

É aqui que a discussão ganha força política.

Não há contradição automática em alguém criticar Lula e apoiar Leonardo Bortolin. São lideranças diferentes, com trajetórias, propostas e responsabilidades distintas. Um eleitor também pode concordar com um político em determinados assuntos e discordar dele em outros.

Mas, quando o argumento utilizado contra um adversário é ideológico, é legítimo cobrar que os mesmos critérios sejam aplicados aos aliados.

Se o discurso é contra determinadas manifestações culturais, por exemplo, o eleitor pode perguntar como os políticos de sua preferência se posicionaram diante de situações semelhantes. Se a cobrança é por valores familiares, cabe questionar quais políticas públicas efetivamente defendem esses valores. E, quando o argumento é o uso do dinheiro público, a fiscalização deve valer para todos.

Não se trata de defender Lula nem de atacar quem pensa diferente. Trata-se de cobrar coerência de quem faz da ideologia uma bandeira política.

A política precisa de menos slogans e mais coerência

Primavera do Leste precisa de debate sério sobre saúde, educação, infraestrutura, cultura, segurança e aplicação dos recursos públicos. As discussões ideológicas fazem parte da democracia, mas não podem substituir a avaliação concreta dos resultados de uma gestão.

O eleitor não deve entregar um cheque em branco a nenhum político. Nem a um adversário, nem a um aliado.

Quem cobra coerência precisa praticá-la. Quem exige transparência deve aceitar a fiscalização. E quem critica as escolhas de um governo precisa estar disposto a examinar as decisões dos representantes que apoia.

No fim das contas, a pergunta não é apenas quem grita “Fora, Lula”. A pergunta é: quais critérios essa pessoa utiliza para avaliar os políticos em quem acredita?

Porque, em uma democracia, a coerência não se mede pelo volume do grito, mas pela disposição de aplicar os mesmos princípios a todos.

 


Antenado News