Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

HOME / NOTÍCIAS

Região

Pedro Taques perderia para Mendes e Wellington em eventual segundo turno



Pedro Taques perderia para Mendes e Wellington em eventual segundo turno

Caso as eleições para o Governo de Mato Grosso fossem decididas em segundo turno e a votação fosse hoje, o atual governador Pedro Taques (PSDB) sairia derrotado das urnas em eventual disputa contra Mauro Mendes (DEM) ou Wellington Fagundes (PR). É o que revela pesquisa realizada pelo instituto Mark entre 14 e 17 de setembro e divulgada em primeira mão por Olhar Direto.

Leia também:
Wellington Fagundes cresce acima da margem de erro e “tira” Taques do segundo turno

O candidato Mauro Mendes, líder nas pesquisas, sairia vitorioso em todos os confrontos possíveis de segundo turno. Contra Pedro Taques, Mendes aparece com 41,5% das intenções de voto e o governador atinge 18,6%. Os eleitores que declararam voto branco ou nulo totalizam 13,6% e 26% não souberam ou preferiram não opinar.

Em um confronto contra Wellington Fagundes, Mauro Mendes tem 40% das intenções de voto contra 30,8% do republicano. Brancos e nulos são 13,8% e os que não souberam ou preferiram não opinar totalizaram 15,3%.

Já em um eventual confronto entre Wellington Fagundes, Pedro Taques alcança 18,9% das intenções de voto diante de 32,9% do senador republicano. Neste cenário, 17,5% optariam por votar em branco ou anular. Já 30,7% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.

O questionário aplicado aos 1064 eleitores entrevistados ainda apresentava a seguinte pergunta: “De uma forma geral, como o senhor aprova o mandato fo governador Pedro Taques?”. Neste quadro, 32,4% respondeu que aprova e 57,5% afirmou que desaprova. Os que não souberam ou preferiram opinar foram 10,1%.

Rejeição

O levantamento do instituto Mark ainda mediu o nível de rejeição dos candidatos. Dos eleitores ouvidos, 29,6% não votaria de jeito nenhum em Pedro Taques. O segundo, em índice de rejeição, é Arthur Nogueira (5,9%), seguido de Wellington Fagundes (4,4%), Moisés Franz (4%) e Mauro Mendes (3,7%). Os que não souberam ou preferiram não opinar foram 37,9% e brancos e nulos totalizam 14,5%.
Pesquisa estimulada

Estimulada

Na categoria estimulada, levantamento em que o nome do candidato é apresentado ao eleitor, Mauro Mendes lidera a corrida ao Paiaguás com 36,8% das intenções de voto. Em segundo, Wellington Fagundes soma 24,2% e Pedro Taques 18,2%. Arthur Nogeira (Rede) tem 0,6% das intenções de voto e Moisés Franz (Psol) 0,3%. Os eleitores que declararam a intenção de votar nulo são 7,8% e os que não souberam ou preferiram não opinar são 12,1%.

Espontânea

No modelo de entrevistas espontâneo, em que o nome dos candidatos não é apresentado ao eleitor, Mauro Mendes mantém liderança, mas com 15,1%. Também em segundo, Wellington Fagundes tem 6,7% e Pedro Taques, em terceiro, 5,6%. Arthur Nogueira aparece com 0,2% e Moisés Franz não pontua. Os eleitores que declararam a intenção de votar em branco ou nulo são 17,9% e os que não souberam ou não quiseram responder são 54,4%.

A pesquisa Mark de intenção de votos ouviu 1064 mato-grossenses entre 14 e 17 de setembro, sob metodologia quantitativa e técnica survey de opinião. A pesquisa está registrada na justiça eleitoral sob protocolo MT-00576/2018. A margem de erro é 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Os resultados das tabelas foram arredondados pelo programa para totalizarem 100%.

Fonte: Olhar Direto



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


Antenado News