Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 13 de Abril de 2026

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Piloto que sobreviveu após queda de avião em MT sofreu queimaduras, desidratação e infecções, diz médico



Última foto que o piloto Maicon Semencio Esteves mandou para a família antes do acidente — Foto: Arquivo pessoal

Última foto que o piloto Maicon Semencio Esteves mandou para a família antes do acidente — Foto: Arquivo pessoal

O piloto paranaense Maicon Semencio Esteves, de 27 anos, que sobreviveu após uma queda de avião e foi resgatado nessa quarta-feira (7), com vida, em meio à selva em Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá, se recupera dos ferimentos no Hospital Regional de Peixoto.

O irmão de Maicon, Diego Semencio Esteves, disse ao G1 que ele está bem, mas ainda se sente fraco. Uma nova bateria de exames deve ser feita ainda no final da manhã desta quinta-feira (8). Não há previsão de alta.

Piloto foi resgatado com vida, em meio à selva em Peixoto de Azevedo — Foto: Arquivo pessoal

Piloto foi resgatado com vida, em meio à selva em Peixoto de Azevedo — Foto: Arquivo pessoal

De acordo com o hospital, Maicon teve infecções e queimaduras de primeiro e segundo grau devido ao pouso, principalmente no rosto. Ele passa por uma reintrodução alimentar e já conseguiu ingerir um caldo ainda na noite de quarta-feira.

Segundo os médicos, o piloto está respondendo bem e está consciente. Maicon está sendo tratado com antibiótico e anti-inflamatório.

Maicon sobreviveu após avião agrícola cair em Mato Grosso — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Maicon sobreviveu após avião agrícola cair em Mato Grosso — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Os médicos fizeram uma bateria de exames e verificaram que Maicon teve um comprometimento renal por causa da desidratação que sofreu durante os dias em que esteve na mata.

Apesar da queda da aeronave, o piloto não teve nenhuma fratura ou ferimento grave.

O acidente

Maicon comandava um avião, modelo Neiva EMB-201, matrícula PT-GSH. Saiu de Porto Nacional, no Tocantins, para fazer um translado até Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, quando sofreu o acidente.

Avião agrícola caiu em área de mata em Peixoto de Azevedo — Foto: Polícia Militar de Mato Grosso/Divulgação

Avião agrícola caiu em área de mata em Peixoto de Azevedo — Foto: Polícia Militar de Mato Grosso/Divulgação

Os destroços do avião foram encontrados por trabalhadores de uma fazenda próxima ao local do acidente, no entanto, não havia sinal do piloto.

Em um áudio enviado para a namorada, ao qual o G1 teve acesso, Maicon diz que sairia de Porto Nacional em direção a Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, onde faria uma parada para abastercer.

De lá, seguiria para Matupá, a 696 km da capital, novamente para fazer um segundo abastecimento. A viagem terminaria em Alta Floresta.

Resgate

O piloto foi encontrado próximo a um rio, bastante debilitado, e levado de ambulância para Peixoto de Azevedo. Ele teria andado 2 km do local da queda do acidente até onde foi localizado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Grupo fez maca improvisada com roupas e madeira para resgatar o piloto da mata em Peixoto de Azevedo — Foto: Arquivo pessoal

Segundo um fazendeiro que ajudou nas buscas, o piloto conseguiu chegar em uma região com água, mas não conseguiu ingerir o líquido por estar muito debilitado.

Maicon mora em Primeiro de Maio, cidade do Paraná, e trabalha com aviação agrícola.

Fonte: G1 Mato Grosso



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‘Pouca Sombra’ é preso suspeito de integrar quadrilha que fez o maior assalto de MT


Suspeito é apontado como chefe da logística de mega-assalto em Confresa, sendo uma peça-chave na organização do crime que aterrorizou a cidade em 2023

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um dos principais suspeitos de integrar a organização criminosa responsável pelo maior roubo da história do Estado, ocorrido em abril de 2023, no município de Confresa.

 

A prisão ocorreu na quarta-feira (8), em Marabá (PA), durante a terceira fase da Operação Pentágono.

Segundo o portal Marabá em Foco, o suspeito conhecido como ‘Pouca Sombra’, Pablo Henrique de Sousa Franco, foi apontado como chefe da logística do ataque.

Na mesma ação, também foi preso Josivan Pereira da Silva, outro investigado por participação no crime.

 

Segundo as investigações, ‘Pouca Sombra’ teria atuado diretamente na estrutura logística da quadrilha, responsável por garantir transporte, rotas de fuga e suporte operacional para a execução do assalto.

 

A Polícia Civil não detalhou, até o momento, todas as atribuições individuais dos suspeitos.

 

Ação em cinco estados

A ofensiva policial cumpre ao todo 97 ordens judiciais em cinco estados, incluindo 27 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e o bloqueio de 40 contas bancárias. As medidas foram autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças.

 

De acordo com a Gerência de Combate ao Crime Organizado, o grupo tinha atuação interestadual e estrutura altamente organizada, com divisão em núcleos que incluíam comando financeiro, planejamento, execução e apoio logístico em diferentes regiões do país.

 

As investigações apontam que pelo menos 50 pessoas participaram direta ou indiretamente do crime, que seguiu o modelo conhecido como ‘domínio de cidades’, quando criminosos cercam o município, atacam forças de segurança e causam pânico para facilitar a ação principal.

Confresa foi sitiada

O ataque aconteceu em 9 de abril de 2023, quando cerca de 20 criminosos fortemente armados sitiaram Confresa, a mais de mil quilômetros de Cuiabá. Parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu agentes e incendiou o prédio, enquanto outros destruíam veículos e espalhavam terror pela cidade.

 

O alvo principal era a transportadora de valores Brink’s. Apesar do uso de explosivos de alta potência, o grupo não conseguiu acessar o cofre e acabou fugindo, abandonando veículos e equipamentos utilizados na ação.

 

Segundo o delegado da GCCO, Gustavo Belão, esta fase da operação representa um avanço importante ao atingir integrantes dos núcleos de comando, financiamento e logística, considerados essenciais para a execução do crime.

 

As investigações também revelaram que os recursos movimentados pela organização têm origem em outros roubos de grande porte realizados no país, além de crimes menores usados para lavagem de dinheiro.

 

Após o ataque, 18 suspeitos morreram em confrontos com forças de segurança durante buscas realizadas no Tocantins. Outros envolvidos já haviam sido presos em fases anteriores da operação.

 

A Operação Pentágono integra a estratégia estadual de combate ao crime organizado e conta com apoio de forças policiais de diversos estados, reforçando a atuação conjunta para desarticular quadrilhas com atuação nacional.

Fonte MidiaMax

 


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